O ensino do processo de enfermagem: opinião dos enfermeiros.

o

ENSINO DO PROCESSO D E E N FERMA G E M: OPINIÃO DOS E N FERMEIROS*
Iwa K eko Aida Uyama**
Malena Uratani* * *

R ES U MO
Parti c i p a ram d e s te e st u d o 2 4 enfe rmei ros , fo rmad o s no p e rrodo d e
1 98 0 a 1 98 6 , pelo D e p a rtamento d e Enfe rma gem d o C entro d e C i ênc i a s d a S a ú d e
d a U n i v e r s i d a d e Esta d u al d e L ond rina . P ro c u ro u - s e v e rifi c a r a o p inião d o s en­
ferme i ro s s obre o ensino do p ro ce s s o de enfe rmagem e s u g e stões para ade­
quação d o me smo à p rática p rof i s s ional.
-

ABSTR ACT
In this re s e a r c h 2 4 n u r s e s too k p a rt o T h ey g ra d u ated betwee n the
yea r s of 1 980 and 1 98 6 , by t h e nu r s e D e p a rtament of t h e H e alth S c ienc e s C e nter
from t h e " Un i v e r s i d a d e Esta d u a l d e L o n d r i n a " . We search to c h e ck o u t the
o pinion of t h e nu r s e s abo u t t h e nu r s ing e d u c ation p ro c e s s and their s ug g e s t i o n s
to ad equate it t o th e i r p rofe s s ional l if e .
-

1 I NTRODUÇ ÃO
Através dos dados bibiográicos, oberva-se que
no B asil vem sendo dotada a metodologia da as­
sistência de enfemagem, preconizada por HOR­
IT A 5 • I e. A autora proôs um modelo de ssistência
beado na teoria das ncessidades humans báicas.
Esta metodologia é denominada "processo de enfer­
magem", defida ela autora como • • • "dinica das
ações sistemadas e interrelcionadas que vm a
assistência proissionl ao indivíduos, fa e comu­
nidade".
Outras propostas sobre a metodologia de as­
sisência de enfemagem de autores braleiros tem si­
do pubicds nos úlimos nos, como as de PAIM " ,
DANIEU e PAIM 1 o.
Todos os autoes brsileiros fomulrm uma me­
todologa pra açes de enfermagem com uma abor­
dagem mis individuda para o pciente.
Segundo URAT ANP 4, "a modena assistência de
enfemagem fundmenta-se no atendimento das ne­
c essidades humans básicas. Como não poderia deixar
de er, esse enfoque norteia tmbém o ensino da mo­
dena enfermagem".
Apesr dos esforços empenhados pels escolas no
ensino do pcesso de enfemagem, veiica-e que a
grande mioia dos enfemeos çoninua prestndo
assistncia ao pciene de maneira intuiiva como ci­
tam S ANCHEZ et P 1 e DANIEL 1 .
Com a apovação d a lei que egulamenta o
exercício proissionl, a qul privaiza ao enfermeio a
pescrição de enfemagem, o pocesso de enfemagem
pssou a ser um objeto de preocupação constante, so­
bretudo na área de ensino, tendo em vista a sua im­
portância pra o futuro pofSsional.
Neste contexto, peocupados com a esonsabili­
dade que temos com a fomação de novos enfemei­
ros, bem como, na quidade de ssistência prestada
aos pacientes elos lunos, propuemo-nos a reizar
este estudo para veiicar como está se desenvQlvendo
*

: Prêio Wa� de Aguar Horo

* **

o ensino do processo de enfemagem no Curso de
Graduação em Enfemagem e Obstetícia da Univer­
sidade Estaudl de Londrina.
Para este propósito estabeleceu-e os eguintes
objeivos:
- caracteizar o ensino do processo de enfema­
gem no Curso de Graduação em Enfemagem e Obs­
tetrícia da Universidade Estadul de Londrina.

- veiicar a opinião dos enfemeios sobe o en­
sino do prcesso de enfemagem no Curso de Gra­
dução em Enfemagem e Obstetrícia da Universidade
Estadual de Londina.
- levantar sugestões dos enfemeiros para ade­
quação do ensino do pocesso de enfemagem à prái­
ca profISsionl.

2 M E TODOLOG I A
Populaão e amostra
Pariciparam deste estudo 24 enfemeiros, for­
mados no eíodo de 1 980 a 1 986, pelo Departmento
de Enfenagem do Centro de Ciências da Saúde, da
Universidade Estadual de Londina.
Determinou-se como critéio, enfemeros for­
mados no eíodo de 1 980 a 1 986, or que os alunos
graduados a parir de 1980, receberm de uma foma
mis ou menos sistematizada, infomações teórico­
práicas, sobe o prcesso de enfemagem, na maioia
ds discipns do tronco proissional, com início no 4!
período.
. Para obtenção da mostra, optou-se pela escolha
de tês hospitais geris, de grande porte, da cidade de
Londrina, ois neles se concentrm o maior número de
enfemeiros.

� Luar 4! Congesso 8ileio de Enfemgem - Floaópolis
Professor ASSIstente o Dearomento de Enfemgem a Ui versie sJdal de Londia
Professor Adjunto do DeJeno e Enfemgem a Univeriade Esadal de Lodia
-

-

-

SC.

R. Bs. Efen., Bsiia, 43 ( 1 , 2, 3/4): 19-25, jnJdez. 1 990 1 9

Instumento e Colea de Ddos
Para a coleta de dados, elaorou-se um ques­
ionio (Anexo I) comosto de erguns aers e
fchads.
Efetuou-e a coleta no peíodo de 10 de agoSto a
22 de etmbo de 1987.
3 R ES U LTADOS E D I S CU S S ÃO
SOUZA 1 3 considerndo a imortncia da uili-

GRÁFICO l - Dcipins dos 4?, 5?, 6? e
enfemagem (p.e.).

r-

,zção da metodoloia cienfi, zou um tablho,
onde obevou que o ensino t6ico e páico do po­
ceso de enfemagem estava sendo do de mdo
deconnuo e fagmenio no curo de duo.
sa deconinuidde e fanção ode er
obervada, mém, nese estudo, coo mostram os
gicos 1 e 2 e taela 1 .

peíodos que sm coneódo 6iQ sobe o pcsso de

Enfemeos ,
25
20
15
10

-

5

O

4?

I

I

peídos

O gáico n? 1 , mosta que a mir méda de enfemeios (20), cebeu infomes te6icas sobe p.e. no 4�
período, e que sta ma dece nos eríodos subseqüentes.

GRÁFICO 2 - Dicipins dos 4?, 5?, 6? e 7? eíodos que oportum aplicação do pcesso de enfema­
gem (p.e.) durne pe do estáio e durnte todo o estáio.

N? de Dicipnas
25

D prte do estágio
• todo o esáio

20
15
10
5

O

20 R. B. Efm., Bsi.43 ( 1 , 2, 3/4): 1 9-5, jJdez. 1 0

Perídos

assistência no planejamento e execução dos cuidados
de enfemagem individualizado aos pacientes. Além
disso, é o eríodo que apresenta mior média, tanto ao
ensino toorico, quanto a execução prática em cmpos
de estágio. Na nossa concepção, está média deveia se
elevr a cada eríodo que o aluno avançasse, o que
constntmos não ser uma reaidade.
A média zero (O) para o 4� peíodo, apresentada
na aplicação do processo de enfemagem "durante to­
do estágio" (gráic02 ), talvez, se justiique pelo cará­
ter da disciplina que é o desenvolvimento das habiida­
des psicomotoras nos procedmentos básicos de en­
femagem.
Oberva-se que a média de enfermeiros apresen ­
tada no 7� eríodo, sempre foi mior que a do 6�, ape­
sar de ser uma média pequena. Na revisão dos dados,
constatou-se que a média elevada daquele peíodo,
deve-se à discipina Enfermagem em Moléstias
Trnsmissíveis. Outro dado que deve ser considerado
é com relação à disciplina Administração da Assistên ­
cia de Enfemagem, onde a freqüência de informação
te6rico-práica do processo de enfermagem foi baixa
(2 e 6 resecivmente). Estes dados vão de encontro
com os achados de SOUZA 1 3 que tamém consa­
tou que naquela disciplina é bixa a porcentagem de
informação te6rica e prática, quesionando que a dis­
ciplina de Administração em Enfemagem é ministra­
da no último período do curso , sendo assim, o proces ­
so de enfemagem (p.e.) deveia ser utizado regular­
mente pelo aluno que está aplicando todos os seus co­
nhcimentos na administração de unidade e já atundo
como proissional ou próxmo de sê-lo.
Observa-se que a disciplina Enfemagem em
Saúde Pública não ministra conteúdo te6rico, e é
bixíssima a freqüência de aplicação do processo de
enfemagem em campos de estágio (2).
Este resultado, ambém está em consonância com
os ddos obtidos por SOUZA 1 3 , e acreditamos na
sua colocação, de que a baixa freqüência da aplicação
desta metodologia em saúde pública, deve-se ao fato
de que aquela teve sua origem na área hospialar e a
sua apicação na comunidade é uma atividade rcente.

(O) para o 4� eío­
do com elção a aplicção do p.e. durante "todo o
estágio" e 24 pra "prte do mesmo". Para o 5� erío­
do as médias foram 1 3,3 para "todo o estágio" e 10,6
para "parte do mesmo". O 6� eríodo teve a menor
média tnto pra aplicção durante "todo o estáio"
(2,0) como para "prte do estáio" (3,5).

o gráico n� 2 mostra média ero

Coninuidade do ensino do processo de
Tabela 1
enfemagem nas disciplinas proissionntes.
-

Continuidade

F

%

SIM

1

4,1

NÃO

23

95,9

TOTAL

4

100,0

Através dos gráicos 1 e 2, ode-se notar que as
disciplins loczadas nos primeiros eríodos do ciclo
proissionl deenvolvem ensino toorico e oportuni­
zam apicação do processo de enfemagem nos cmos
de estágio. Destacaram-se nestas característics as
disciplins ertencentes aos 4� e 5� eríodos. Obser­
va-se ainda que o ensino téorico-práico do pocesso
de enfemagem dcesce acentuadamente nos 6� e 7�
períodos com relação aos 4� e 5� períodos. Este fato
vem compovar a desconinuidade deste ensino no
curso de graduação. Através da tabela 1 , mais uma vez
constata-se que o ensino do processo de enfemagem
é desconínuo na opinião de 95 ,9% dos enfemeiros.
Os dados do gráico 2 mostram que a totaidade
da amostra (24) aplicou o processo de enfemagem
durnte parte do estágio, no 4� eríodo; nota-se
também que a média de aplicação deste diminui a cada
período, endo mais acentuada no 6� eríodo. No
mesmo gáico, oberva-se que o 5� peíodo tem a
média mis lta no deenvolvimento da metodologia
durante todo o estágio ( 1 3,3%). Através deste gráico,
nota-se que a disciplina do 4� eríodo ou seja Funda­
mentos de Enfemagem, desenvolve a metodologia de
Gráico

3

-

Modelo(s) ou Autor(es) do prcesso de enfemagem (p.e.) aplicados nas discipinas dos 4�, 5�, 6� e
7� eríodos.

EnfemiroS
25
--

20

WANDA A. HORTA

- - - - -- LYGlA PAIM

15
10
5
- -

-

-

-

-

-

- - --

-

-

- - -

- -

-

-

-

-

----:
:----=.:=.:-. ....
: : --- Pe ídos
O ---�4::
5�
_6�

R. Bs. Enfen., Bsia, 43 ( 1 , 2, 3/4): 1 9-25, jn./dez. 1 990 2 1

o gráico 3, mosta que em todos os eídos do
tronco possionl foi apcado o modelo de HOR­
TA 5, endo que nos 4? e 5? eídos a toidade da
amosra (24) o apicou, dcrecendo entudmene
nos 6? e ? eíodos. O modelo de PAlMa foi cido
numa a de 1 , 1 enfeo or eíodo.
HORR et ii4 csam que o mdelo de
HORTA foi considerdo elos dcents, o s de­
qudo pra dionr o enno e o ms udo.
FRNANDE S2 colca que o esmo deve er en­
inado no cuso de gdução, or que é o oelo
completo e idl.
Acitmos que a luêcia de HORTA5, e
em osso eio, deve-e a sua contiUição ionira à
enfemagem na siseação da ssência de en­
feragem. Cocordos com o siconmnto de
FERNANDES 2 e HORR et ii4 , s na reidde é
frequente s ifess de que a metdologia po­
posta pela autora é bsnte complexa e inexequível na
práica. Ponto, dinte deste, contexto, �tmos que
um estudo mplo se faz ncesio pra verificar a sua

TABELA 2

-

Opão dos enfeeios com relção s fes do proceso de enfemagem, que consierm mais
mornte, mis complexa, e s que odem ser suprimids no ensino e6rico-prático do pces­
so de enfemagem (p.e.).
Mais

s

Hid�Í"n de Enferma!em
Dian6sico de Enfemagem
no AsssteI
Plno de ( uidados
Evolução de Enfemagem
Pom6sico de Enfema�em
SEM resposta
Nenhua

TOTAL"
*

exquibidde no ensino e na páica possional.
Os gáicos apntdos, dão uma vião níida a
dntnuidde e framenção no ensino do pces­
so de enfemagem.
SOUZA 1 3 e GUTIERREZs enfam a im­
ponca da adquço e continuidde do enino desta
metodologa nos cursos de grdução e am que
sto mpica em efomulação dos cs cnceituais e
estruturs dos cumculos de enfeagem, mudnçs
ess que deem er vivencids elo aluno dsde o
início de sua fomação poflSonl.
.
SANTOS et ii1 2 pom ncluão da dicipna
"Metodoloia de Assstêcia" no cuso de grduação,
e que esta seja israda ao longo do curso, consi­
tuindo-e uma unidade integrada no cneódo s dis­
cipls do cuículo, elcionds à sss�ncia de en­
femagem.
Tlvez esta proosta eja uma das fomas de ade­
qar o ensino e aprendizagem do poso de enfer­
maem e de granr a adequço e a coninuidade
deste ensino o longo, do cuso.

Resoss milipls

f

importante

13
12

20 6
19,1

17

27,0

63

A tabela 2, mostra que a fase mais mortnte na
opião dos enfemeiros é o plano de cuidados
(33,3%), em seguida, a evolução (27,0%) e hist6rico
(20,6%) e or ólimo a diagn6sico de enfemagem. O
plno de · cuiddos foi considerado pelos enfeeiros
como a fase s imortne. Tlvez esta situção seja
o relexo de sua elevada uilizção práica. O plano s­
sistencial e o pogn6sico de enfemagem não form
ciados como fe imonte. Este dado confma os
achados de KOCK & OKA 7 que na ereção dos
a.mos de graduação ess dus fases não tem api­
cação práica e são muito complexs.
As fases coniderads mis complexas fom
evolução e o diagn6sico de enfemagem (22,2%), m
seguida o plano de cuiddos ( 1 9,5%) e hist6rico de en­
femagem (17,1 %), egundo a taela 2.
HORR et ii4 amém veriicm que os en­
feos encontram mioes diiculdades na evolução
e hist6rico de enfemagem. Considerm a evolução
mis diícl or que exige pofundo conhecimento téc­
nico, rcicínio e consnte atuão da isiopatolo­
gia. quanto ao dian6sico e pogn6sico de enfema­
gem, os enfeeiros colcm que necessiam de me­
lhor denicão e elaoração
. Segudo HOR et ii4 e GTIERREZ3 o
hist6rico de enfema&em é a fe is imonte e
cmplexa, ois ele é mdisensável paa uação do
método cieníico na esolução de ?oblemas. Sem esta
fe a ssisência toma-e automáica e on.


10 O

Mais

com.lexa
10

Suprimids

7
9

)7,1
22,0

14,>

>

22.2

1
1

2,4

,

185

>
S

41

24

16

27

59 3

100 O

O dado da tabela 2 que nos surpeendeu foi quan­
to à opinião dos enfemeios de que nenhuma fae de­
ve ser supmida (69,3%), porque no convívio com
lunos e enfemeiros, > osicionamento dOS mesmos e
favorável a supressão de lgumas fases or seem
considerdas complexs, impraicáveis e ut6picas. Al­
guns enfemeiros são de opmião que o plno assisten­
cil e progn6stico deve ser supudos e apeentm as
seguntes jusicaivs para o p�eiro: ele é poixo,
reeiivo e semelhnte ao plano de cuidados, e pode
ser feito mentmente.
Os enfemeios jusiicm que na vida cadêmica,
estas fses devem er aplicdas egulamene, no en­
ido de apimorar, memoizar e adapar osteiomen­
te na vida práica s fes que consideraem s m­
pornte e, nda, colcm que tdo o pcesso requer
excução de pssos sucessivos, todas as fes são in­
terendenes, ms que na práica pofSionl e efei­
vção de odas s fses é quase impossível.
Diane ds colocções feits elos enfermeiros,
pode-se infeir que o ?ocesso de enfemagem deve
ser re-estuddo e exenmentado de foma que atenda
às eis neessiddes práics.

22 R. B. Efe., Bsa, 43 ( 1 , 2, 3/4): 1 9-25, jJde. 10

Tabela 3 - Opinião dos enfermeiros quanto a
adequação do ensino do procso de
enfermagem (p.e.) a prá tica prossional.
Adequa�ão do ensino
Não
�n

Tol

f
17

7
4

%

7U,8
29,2

100,0

A maioria dos enfeneiros (70,8%) é de opnião
que o ensino do processo de enfenagem está inade­
q uado à práica proissional. segundo a tabela 3. Cha­
ves, citado por MOREIRA 8 anna que no prcesso
ensino aprendizagem, deve- se procurar adquar a
fonção à função a ser desempenhada pelo futuro
proissionl.
Tabela 4 - Sugsts dos enfermeiros para
adequação do ensino do proesso de
enfermagem (p.e.) à prá tica proissional.

2) as diciplinas locazads nos primeiros perío­
dos do tonco proissionl são as que mais desenvol­
vem ensino te6ico e experiência práica do mesmo.
3) o modelo mais aplicado foi o de HORTA em
todos os peíodos do ciclo proissional.
4) na opinião dos enfenneios não existe ade­
quação no ensino do processo de enfenagem à práti­
ca poissional e sugerem que para melhorar esa si­
tuação deve-se alterar o ensino práico do mesmo ,
melhorar os rcursos didáicos, mudar o currículo e
melhorar a integração.

REFER t NCIAS BIBLIOGR Á FICAS
1 DANIEL, L.F. A enfeagm panea. 2! ed., São Paulo:
Corez & Moaes, 1 979.
2 FERNANDES , M.A. Prceso de enfenagem - aplicção
em unidade de hospial-escola do intenor. Rv. a Esc.
Enf. USP. . São Paulo, 21 (n�/esecia1): 88-89, 1 987.
3 GU TIERREZ, M.G.R. Necessade e pacabde ati­
buas à etoooffa do proceso de enfeagm pro­
posto por Horta. Sao Paulo, 1 9 8 1 (Disertção de Mes­
rado - Ecola de Enfenagem da USP). .

4 HORR, L.; GONÇALVES , L.M. r.; SAUPE, R. O ensio
da meodologIa ssistencial de enfenagem. Depaa­
meno de Efenagem - U .F.S .C. Rev. Esc. Enf. USP,
S ão Paulo, 21 (n�/esecia1): 40 - 5 4 , 1 987.

As sugestões apresentadas pelos enfeneiros, pa­
ra adequar o ensino do processo de enfenagem à
prática poissional, estão conidas na tabela 4, onde
encontram- se as seguintes mudanças sugeridas para
melhorar esta situação: alterar o ensino prático do
pocesso de enfenagem (62,5%); melhorar os recur­
sos didáticos ( 1 8,8%); melhorar o campo de estágio
(8,3%), refonular o currículo (6,2%) e melhorar a
l integração (4,2%).
As sugestões que mercem destaques no ensino
prático form: mostrar e apicar o modelo mais prático
e objeivo de fona exequfvel na prática; aplicar todas
as fases do pocesso de enfenagem nos hospitalar
que servem de campo de estágio; orientar vários mo­
delos; oportunizar ao luno seleção ou criação de um
modelo durante o curso. Com relação à mudnça cur­
ricular os enfeneiros sugerirm a eestruturação do
currículo com inclusão do regime de intenato em en­
fenagem.
Tendo em vista que a aSsistência sistematizada foi
idelizada no âmbito educacional, cabe à escola, suge­
rir que os enfeneiros e os cadêicos de enfena­
gem desenvolvam um estudo amplo sobre a metodolo­
gia de assistência no senido de detectar aquela que se
adapte melhor à reaidade da enfenagem brsleira.
4 CONCLUS ÁO

5 HOR TA , W. de A. Metodologia do prcesso de enfena­
g emo Rev. Brs. de En. DI . . 24 (6): 8 1 -95 , outJdez.,
197 1 .
6

O processo de Enfeagm, São Pau lo,
EPU , 1 979, 99p.

7. KOCK ! R.M. e OKA, L.N. Prcesso de enfenagem avalIação feia elos alunos do departamento de efer­
magem da U.C.P . Rev. Bras. Enf. . DF, 3(3): 274- 285,
juIJset., 1 977.
8 MORERA, E.D. Inegração ensino e eviço de enfena­
gem d� INPS I! ine gração serviço-escola. Rev. Bras.
Enf. . RIO de JaneIro, 28: 42-47, 1 975.
9 PAM, L . Plano assistenci�l e prescrições de enfenagem.
Rev. Bras. Enf., DF, 29.66- 82, 1 976.
10 PAIM, R. Metodooga cenica em Enfeagm. 2! ed. ,
Rio de Janeio: 1985.
1 1 SANCHEZ, S . et alii. Fatores que inluenciam na imple ­
menação de um modelo de ssistência de enfenagem
- uma poposa altenaiva. Rev. Brs. Enf., B a sn ia,
3 7(3/4): 1 9 5 -24, julJdez. 1 984.

12 SAN TOS , L.C.R. dos et alii. O ensino da metodologia de
assistência de enfenagem: resOnsabilidade da disci­
p lina de Fundamentos de Enfen aEem ? In: CON­
GRES SO BRAS ILEIRO DE ENFERMAGEM, 38,
Rio de Janeiro: 1 986.



Os dados obidos neste estudo permitem concluir

13 S O UZA, M.F. de. Conhecento e cação do processo de
enfeagm entre enfeeiros aados o peodo de
1 975 à 1979. São Paulo, 1 9 8 1 issetação de Mesado
: Ecola de Enfenagem da USP).

1) o ensino do prcesso de enfenagem está se
deenvolvendo de fona descontínua e fragmentária
ao longo do curso.

14 URA TANI, M. Avaação do efeito da oentação de enfer­
agm, sobre o estresse áo pacente, submedo a ea ­
mes radoógcos. São Paulo, 1 982, 1 29 p. (Dissertação
de Mesrado - Ecola de Enfenagem a USP).

que:

R . Brs. Enfen., BsOia, 43 ( 1 , 2 , 3/4): 1 9-25, janJdez. 1 990 23

A N EXO I
QUES T I O N Á R IO

I

-

Identificação

Ano de fonatura:

II

-

Caracterização do ensino do p roceso de enfermagem ( p.e.)

No quado abixo, assinle com x, as carcterísics do ensino do poceso de enfemaem (p.e.), elcionda
a técnica de ensno em cada discipna do curso de radução.

o


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Z
I

DISCIPLINAS

o

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e


Ê

CARACTERíSTICAS
DO ENSINO DO P.E.






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9




:
J

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Ministrou conteúdo t6ico sobe o p.e.
Oportunzou aplicação do p.e. no cmpo de es �gio,
durnte parte do estágio.
Oportuzou aplicação do p.e. no cmpo de estágio,
durnte todo o estáio.
Outrs

24 R. Bs. Enfem., Bsia, 43 ( 1 , 2, 3/4): 19-25, jnJdz. 10

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J

No qao abxo, sle com x, o(s) mdelo(s) ou autoes enfcado(s) nos 42, 52, 62 e !! eíodos do curo de
duo.
o

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DISCIPLINAS



MODEO OU AUTOR

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WANDA A. HORTA
LYGIA PAIM
LILIANA F. DANIEL
ROSALDA PAIM
OTROS
II - O pinião dos Enfemeiros sobre o ensino do pocesso de enfemagem (p.e.)

1 . O ensno do p.e. durnte o curso foi
(
(

) connuo
) deconnuo

2. Qul(is) a(s) fae(s) do p.e. que você considea mais importante(s), que meece(m) maior ênfase durnte o
cuso?
Resosta:

3. Qul(s) a(s) fe(s) que vcê considera mis complexa(s) que merece(m) maior ênfase durante o curso?
Resosta:

4. Algu(s) fe(s) odeia(m} er supida(s)?

) N ÃO
( ) SIM
Qul(s)--

Por que--

5. O eno do p.e. sá:
( ) equdo à pá:a possionl
( ) �uado à pái� pol�wl
6. ê sugess a dquar o enino do p.e. à pái� possionl.

R. Bs. Efem., Bsiia , 43 ( 1 , 2, 3/4): 1 9-25, jnJde. 1990 25

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