Método funcional na administração em enfermagem: relato de experiência.

M ÉTODO FU NCIONAL NA ADM I N ISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM :
RELATO DE EXPERIÊNCIA*

Neusa Collet··
Cláudia Bernardi Cesarino'"
lone Ferreira santos····

RESUMO: O etudodo relata a exeiência de alunasda Pó-Gaduaão em um hosital-escolado
i nteiordo Etado de São Paulo, odefoi ealizada osevaão empíria do poceodetabalhoda
equ ie e enfemgem de uma unidadede intemaão, coelaionado sasitemátia de tabalho
com asteorias administrativas d o método funcional, incluindo a Teoria da Gerência Científia
deenvolvda porTaylor, a Teoia Clásia de Fayol e a Teoia Buocática elaboada orWebere
levantando algunsquestionamentos.
ABSTACT: The tudy presents a reot of exerience at chool-hospital, i nteior ofthe state of
São Paulo, where we realized a n empiric epeience osevation ofthe n usig team o< proes
at an internment u n it, and in oderto use somequestions, we established a rel ationsh i p between
this sytematicof wo< a nd some adminitrativetheories including the ScientificAd m i nistation
Theory, by Taylor, the C lassic Theoy, by F ayo l ; and the Bureaucratical Theoy ela borated by
Weer.
U N ITERMOS: M étod o F u n ciona l - Teori a s Ad m i n istrativas - Enfermagem

1 . INTRODUÇÃO
A hitóri a da enfermagem é, em g rande pa te, a
hitória das políticas e ações soci ais em relação aos
problemas de saúd e . Apresenta determ i n ações de
odem olítia, econômia eocial, asq uaisvãoendo
incoporadas Q seu processo de trabalho, trazendo
mudanças na adonalidadedo mesmo.
No intuito de entendemos como iso e efetiva na
pátia profisional da enfe magem, ealizamosete
estudo em um hospital-esola do interiordo estado de
São Paulo, cuja fi nalid ade foi obevara poceso de
desenvolvimento das atividadesda equipe de e nfer-

••
•••

••••

magem em umaunddede itemaãoecíia.As
levantarmos os dados, real iza m os u ma a n á l ise d a
raci o n a l idade do traba l h o q u e vi n h a s e n d o
deenvolvido, elacionad-o com o s presuotos e
pri n cípios das teorias ad m i n istrativas do método
unional, de elges a Taa Geênia Cietía
dsnvovida orFdekW. Talr, a Teoia Cláa
de Henry Fayol e a Teoria Buocrática elaborada or
MaxWeer.
Com preendendo a enfe rmagem como uma
práti ca soci a l , i nserida e m u m contexto h i stórico ,
onde ao mesmo tempo e m q u e o determ i n a , é
determ i n ad a por e l e . Seu trabalho passa por

Trabalho apresentado na disciplina de "Análise C ritica da Assistência de Enfermagem" do programa de Pós-Graduaçao,
nivel mestrado, na Área de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirao Preto - U niversidade de sao
Paulo.
Docente do Departamento de Enfermagem da U niversidade Estadual do Oeste do Paraná - U N I OESTE, mestranda da área
de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirao Preto - Universidade de sao Paulo
Docente do Curso de Graduaçao em Enfermagem de sao José do Rio Preto da Fundaçao Faculdade Regional de Medicina
- F U N FARME, mestranda da área de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirao Preto - Universidade
de sao Paulo
Docente do Depatamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina de Marllia - FAMEMA, mestranda da área de
Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirao Preto - U niversidade de sao Paulo.

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m ud a n ça s contí n u a s , a s q u a is refletem a s
m ud a n ças ocorridas n a sociedade d e u m a forma
g eral e , i nterna mente , n a pró pria e nfermag e m , ao
a lterar-se a fi n a l idad e , os i n t ru m e ntos e os agen­
tes do seu tra b a l h o .
Com isso , as con d i ções d e prestarmos assis­
tência també m mod ificam-se e acred ita mos ser
d e suma i m potância esta rmos aco m pa n hando
este processo . N e l e pod e m os seg u i r dois ca m i ­
n h os : o u n o s "adequamos" acritica m e nte e a cei­
tamos as condições apresentadas, o u busca mos,
d e acordo com as possi b i l idades que podemos
cri a r em cada momento h i stóri co , ser agentes de
m uda nça .
P rocurando fazer pate do seg u nd o g ru p o ,
achamos pet i n e nte trazer à d i scussão a l g u n s
q u estionamentos q u e nos i n q u i etam em re l ação
ao cotid i a n o d a assistência d e enfe rm agem
hospital a r, e levantamos o te m a para reflexã o .
Não temos a pretensão d e d a r respostas aos
q uestionamentos e pontos ndais leva ntados nes­
te tra ba l h o , mas n osso o bj etivo , m u ito mais m o­
d esto , é o de trazê- los para reflexão entre os
profissionais da á rea , com vistas à n ecessidade
que uge de Urepensarmos " nossa prática profissi­
o n a l na atua l estrutu ra soci a l .
Selecionamos as teorias a nteri o rme nte cita­
d as por ente n d e rm os q u e estas fo ra m os
referenciais teóri cos q u e se i n corpora ra m nas
atividades da sociedade e m gera l e, m a i s especi­
fica mente, n a prática do setorsaúde e d a e nferma­
gem com m a i o r ênfase no decorre r d o sécu lo X.
I n i cialmente, e l a boramos u m a breve expl ana­
ção a respeito das três teorias ad m i n istrativas
seleci o n adas e a presentamos a d escrição das
o bsevações e e ntevistas rea lizadas j u nto à eq ui­
pe d e e nferm ag e m . A pat i r destes dados, expo­
mos a relação das obsevações empíicas com as

teorias. F i n a l m ente , apresentamos a l g u mas co n­
siderações a respeito das re lações q u e perm e i a m
o t rabalho d e e nfermagem a n ível hospital a r e
a pontamos a l g u m as reflexões q u e j u l g a m os per­
tinentes, a fim de estar realizando, conti n u a m e n­
te, u m a a n á l ise críti ca d a assistência de e nferma­
gem.

2. TEORIAS ADM I NIS TRATIVAS DO M ÉTODO
F U N C IONAL
No in ício do séculoX, dois egenheios elaboa­
ram tabalhos pioneiros sobre admin istração . De u m
l a d o , F rederick Wi nslow Taylor, a m e ri ca n o , q u e
desenvolveu a chamda Ecola deAdministação Ci­
entíica (Gerência Cientíica) . O objetivo desta escola
era , i n i cialmente, aumentar a eficiência da ind ústria
através da racionalizaçãodotabalho. De outo lado, o
fra n cês H e n ry Fayol que desenvolve u a cha mada
Teoria Cl ássica , cuja preocupação e ra aumentar a
eiciênia da emrea, atavés da sua oganização eda
apl icação de pri ncípios geraisda adm inistração om
.
baes científias1 .
Etasduas vertentes da dministação patiamen­
tedominaram, orquae quatodéadasdete séulo,
o panoama ad ministativo das oganiza�s, emboa
seus fundad ores ten ham patido de pontos de vista
diferentes e até mesmo ootos. Taylo rera o peáio
muito dd icado ao trabalho e sequestiohava qual era
a melhorfo rma d e executá-lo . Comeou a pensar,
juntamente om otos tabalhadores, obe o aunto
e, depois de mu itos estudos e testes, elaborou seus
quato princípios científios, cujo objetivo ea aumen­
tara d utividade da emprea através do aumento de
eficiência ao nível operacional (os o perários) . "Daí a
ênfase na anáise e divisão do trabalho do oeráio,

uma vez que as tarefas do cargo e o ocupante
constituem a unidade fundamental da organiza­
ção " 1.

Os princípios científios desenvolvidos orTaylor
induem:
- Deenvolvimento de uma ciência de trabal ho .
- Seleção ientíia d o empegado (de acodo o m
a aacdade isiolgia do tabalhador - o homem mais
forte).
- I ntuão etreinamento cientíiodotaba- Ihador
(essas i n struções devem ser por escrito , a fi m de
padronizá-Ias e economizartempo e movimento . O
trabalhador não deve pensar, somente executá-Ias
grsamete).
- Coaçoo ete dminitãoe e m g a do
(osevação do tabalho , mdindo oque otabalhador
rea l iza para d a r-lhe g ratifi ca ções n u m sistema de
inentivo).
Para Taylor, a adminiaçãoetava cetalzada na
aefa"e esecialização deta, pois areditava que o
homem sótabalhavatendo em vita o ganho mateial
-

-

"homo-economicus"7.

Seus etudos baseavam-se em elementos como:

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estudos de temo e movimento - repet ição d e u m a

atividade para lgara um menor dgate, o m maior
prdutiv idade, até atingir uma ún ica maneira eta de
real izar uma determi nada tarefa (cria a lei da fadiga)6;
chefia numeos a e funcional, o i n d ivíd u o vai se
secializadoe aa adaialidadetem um lefe;
padonzação dos intrumentos - maneira defazeras
tarefas; idéia de tarefa na administra ção -esforços
centrados na ta refa e especializa ção; ichas de
instrução e sistema de otina - o trabalhador deverá
seg ui-Ias rig orosa mente ; seção de planejamento.
Ostraalhosde Taylorenejarama oganizaçãodo
tabalho, feita num novo plano: a equia oeracional
apliada à gerência e ao controle da prod ução. Esta
novaconcepãode contoletigia o emedo roeso
de podução om uma nova acionalidade dotabalho
6

No nosso entender, Taylorvia o homem fisiol ogi­
ca me nte , desenvolvendo um m étodo d e tra bal h o
somente a nível oeraional, equecend-seda admi­
n istraão mais gera l . E ra pragmátio e preocupou-se
em melhoara eficiência do tabalhador, om vitas a
aumentar a prod utividad e , pri ncipa l m e nte ao
dese nvolverseus estudos de econom i a de tem po e
movimento . Com iso , e ntendemos que o autorvia o
trabalhador enquanto fora detrabalho paa au mento
do ca pital i n d ustri a l , mesmo q ua ndo ressa lta a
i m portâ ncia do d esca nso físico de acord o com o
degate muculardotabalhador, pois o desanso era
necessáio a a que ete tivese melhores condições
de prod uzi r posteriormente. Em nenhum mome nto
peocupa-se com o trabalhadoromo homem social,
como ser h u ma n o q u e tem seus problemas, suas
limitaçõs eque mda contantemente de aodo com
as ondiõesde exitênciaquetem e cria. Vê o homem
co mo ser estáti co , no se ntido de q u e ele só deve
poduzirem função doque a oganização esera dele.
Ad ita que o homem tem condições de esializar­
se nas taefas que deve deenvolver na oganizaão,
mas que isso é adq uirido com o treina mento, i nstu­
ções, otinas ecrtas, e não no sentido de cesimento
do homem, paa q ue ele osa entir-se satisfeito e m
seu tabalho, eque ele não seja alienado d o eu prduto
e d o seu própio trabalho.
Ete srtema acaba ciando no homem, uma cisão
entre a vida inteletiva e a prátia proissional . I ntala­
se uma vião pace lardo trabal ho em dois n íveis: um
nível detabalho, que tata das nomas dminitativas,
as clefias, e u m níveldeatividadequeaenas executa
astarefas técnias, sem decidirsobre a oti na diáia e
as q uestões q u a l itativas próprias d o traba l h o .

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E nt e n d e m o s q u e a m ba s a t i v i d ad es são
i nterdependentes, ou sej a , a o ad m i n istrar, etá se
provendo para que a técnica ten h a condições de ser
desenvolvida e, pota nto, particia mos dela. Poroutro
lado, ao ealiamos atividades técnias, tamém ola­
boramos com a adm i nistração de uma form a geral.
Entretanto, na prátia obsevamos a fag mentação do
trabalho.
Apesar d e Taylor ser um operário e não um
i nte lectua l , ao d ese nvolve r sua teori a ad m i n istra­
tiva , ele própri o pa rece equ ecer de sua co nd ição
de tra ba l h ador e l i m ita-se a desenvolvê-Ia do
ponto de vista dos donos dos m e i os de prod ução,
co m o objetivo de a u mentar a produtividade e o
capital dos mesmos. Q u a n d o fa l a do trabalhador,
coloca-o enquanto força de trabalho necessá ria
ao a u mento do capital e não enquanto um "homem
trabalhador", u m ser soci a l , q ue tem l i m itações e/
ou potencia l i d ades e necessidades de o rdem não
somente ísica , mas també m e m oci o n a l , de so­
brevivênci a , de morad i a , de a l i menta ã o , de sa ú­
de, de lazer e outros.
Na Gerência C i e nt ífica , a ênfase nas tarefas é
sua pri ncipal ca racterística e Taylor, n o seu
prag m atismo, é considerado um e m p i rista admi­
n i strativo 1 .
Fayol era adm i nistrador, ao contrário de Taylor,
q u e i n iciou com o operári o . Fayol desenvolveu a
Teoria C l ássica , cuj a preocu pação básica era
a u menta r a eficiência da empresa fu nda mentada
na ad m i n istração m a i s gera l , d a n d o ênfase às
estrutu ras org a n izaci o n a i s (anatom i a) e no fu nci­
o n a m e nto da org a n ização (fisiolog i a) 1 .
Fayol via a ad m i n i stração co m o processo
u n iversa l , ou sej a , que pode ser apl icado em
qualquerca mpo. Foi considerado o primeiro teórico
da ad m i n istraçã o , foca l iza ndo sua teoria em dois
aspetos: as fu nções do admin istrad o r e estrutura
form a l d a ad m i nistraçã o . Para e l e , adm i n istraçã o
é u m a atividade com u m para tud o que precisa se r
coordenado, com a ndado, contro lado .

"Deiniu também princípios gerais de adminis­

tração, levando em conta a variável pessoas".

Essa outra m a n e i ra de ver a ad m i n istração trouxe
m ud a n ças com o : d ivisão do tra ba l h o ao n ível da
oganização (depatamentalização), autoidade e re­
ponsabi lidade, disci pl i n a , u n idade de comando e de
direção, suodinação do interese paticular ao geral,
centralização , hierarquia, entre outos2.
Essateori a concebeu a organização como uma
ettua igidamente hieaquizada, etática e limitada,

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inluenciada pelas etruturas ogan izacionais m i litares
e e c l e s i á st i ca s . C o m a d e p a rta m e nt a l i z a ç ã o
oganizacional , temos a divisão ho izontal do trabalho,
ou seja, agrupamento de atividades afins. Já na divisão
vetial d o trabalho apa rece a h ierarquia da a utoidade ,
cara terizada pel a subo di n açã o tota l d e u m indivíd u o
ao s e u chefe i med iato 2 .

A Teoria C l ássica co ncebe a ad m i n istraçã o co mo

u m coro i ndependente de conhecimento que deve ser
poduzid o , desenvolvido e pla n ejado racio n a l m e nte .
Essa teoria não valo iza o home m , ig nora o l ado i n for­
m a l da ad m i n istração, o u seja , a i niciat iva , a intuição e

doomortamento etabeleidodo h omem notraalho.
Mantém um aáterraional, uma sitemáticadedivisão
d o tra balho, a i m pesoa lidade nas relações h u manas,
co nsidera n d o os i n d ivíduos a p e n a s e m fu n çã o d os
cag os e fu n çõesq ue exercem 2 .
Dentre as pri ncipais ca ra terística s d a Teo ri a d a
B u rocra c i a pod e m os ress a lta r: o caráter l eg a l d a s
n o rm a s e reg u l a m e nt o s ; o ca rát e r fo rm a l d a s
co m u n i ca ções e ra ci o n a l d a d i vi s ã o d o traba l h o ;
i m pessoa l i d a d e n as rel a ções e h ie ra rq u i a d e a uto­
ridad e ; rot i n as e p roced i m e ntos pad ro n i z a d o s ;
d e a s c e n s ã o n a e strut u ra

possi b i l idade

a ca pacid ade de i m provi sa r e cria r d o o pe rá ri o e d o

o rg a n iz a ci o n a l e n ã o p a rt i c i pação d o ca p i t a l d a

adminitrador, m a studo deverá ser planejado acional­

o rg a n i zaçã o .

m e nte pa ra m e l hordesenvolvi mento. O pri ncí p i o d a

A n osso v e r, essa t e o r i a a prese nta u m a pego

ad m i n i t ração é o raci o n a l i sm o , e sua ca racterística

exa g e ra d o à s n o rm a s e reg u l a m e nt o s , tendo um

princi pal é darênfase às etruturasfomaisda adm i nis­

excessi vo fo rm a l is m o e u s o d e papéis. O o bjetivo

tra çã o , não se ndo relevante a existê ncia da estutu ra

não é o ri e nt a r o t ra ba l h a d o r, mas faz e r com que o

i nform al (as pessoas e suas relações) .

m e s m o se a d eq ü e às rot i n a s esta b e l e c i d a s pe l a

Max Weber, a le m ã o , foi co nsiderado o p ri m e i ro
teórico d as o ga n izações.

o rg a n ização e assu m a u m a post u ra d e confo rm is­
mo em re l a çã o a isso .

Weber e studo u as organizações sob o

Essas q u est õ e s , a l é m d a h i e ra rq u i a d e a utori­

ponto de vista estruturalista com enfoque

dade e fo rm a l is m o das co m u n i ca ç õ e s , a feta m o

na ' ra ci o n a l id a d e ' , isto é, na adequação

re l a ci o n a m e nto e n t re d o m i n a ntes e d o m i n a d o s ,

dos meios utlizados nas organizações se­

e n t re os q u e d et ê m o pod e r e os q u e a e l e são

gundo os resultados almejados. A ssim, a

s u b m et i d o s . Os co nfl itos só pod e m s e r e n ca m i­

denominada forma buocrática das organi­

n h ad os pa ra reso l u çã o , seg u i nd o-se a p i râ m i d e

zações visava organizar, detall1adamente,

org a n i zac i o n a l .

a empresa e controlar rigidamente suas
atividades

.

A T e o r i a d a B u rocra c i a d es e n v o l v e u-se n a

ad m i n i stração p o r v o lta d e 1 94 0 , ate n d e n d o à s
n o v a s exig ê n ci a s d e co m p l ex i d a d e soci a l , m a s o

seu i n í c i o co i n c i d i u c o m o d es p e rt a r d o ca pita l i s­

3. M ETODOLOG IA
P a ra a co l eta de d a d os e m p íricos, e ntra m os
e m c o n t a t o c o m a d i reto r i a d o s e rv i ço d e
e n fe rm a g e m d o h ospita l e m q u estão e com a

m o , q u e exig i a n o v a s fo r m a s o rg a n i z a ci o n a i s 2 .

eq u i pe d e e nfe rm a g e m da u n i d a d e e m est u d o ,

Webe r t e m d e m a i s rico é a "teoria da dominaçã o ",

pesq u i sa .

D o ponto d e v ista d a soci o l o g i a p o l ít i ca , o q u e

o u sej a , a d o m i n a çã o b u ro cráti ca , a b u rocra c i a

obte n d o pareer favorá v e l a o desen v o lv i mento d a
O h ospita l e stá l o ca l izado e m u m m u n i c í p i o d o
i nt e ri o r d o estad o d e S ã o P a u l o , se n d o cara ct e ri ­

e n q u a nto p o d e r e d o m i n a çã o .
Essa d o m i n a ção expressa-se n a s a çõ e s d o s

z a d o co m o u m h os p i t a l - esco l a , serv i n d o d e ca m ­

d o m i n ad o s , q u e m a n i festa m a v o n t a d e d o d o m i ­
n a nte co m o se foss e m as s u a s própri a s . A s
ta refas a s e re m rea l i z a d a s exi g e m u m cresce nte

e e nfemagem, dente outos. As pesoasque busam
tendi mento nete nooômio povê m , e m sua maioia,

po d e e ns i n o e pesq u i sa a est u d a ntes d e m e d i c i n a

treinamento e experiência. Desta form a , os "funconá­
ios otenciais'; q u e são próxi mos d os chefes, d e m

da R egião S ud este do Brasi l .

exee,·o d erdeoaãoe mantenção da domi naão.
A isso, Webe r c h a m o u de etutu ra d e uma form a d e

de i nt e rn a çã o de G i n eco l og i a e O bstetríci a , a q u a l

domi naçã 0 4 .

enfermaias com três leitos ada . Para a oleta , empre­

Realizamsa oletadosddosempíios na u ndde
poss u i q u a re nta e d o i s l e itos n u m tota l d e q uato rze

A p ro po sta b u ro c rát i c a v is a a e f i ci ê n ci a

g a m o s a o b s e rvação s i ste m á t i ca d a s a t i v i d a d e s

o rg a n i z a ci o n a l e p a ra t a l p re v ê e m d et a l h es se u

d senvovdas e l a q u i e de enfemgem e etevita

fu n c i o n a m ento , m a s as e m oções n ã o faze m pate

s e m i - e st rut u ra d a co m d u a s p a c i e ntes q u e fo ra m

R. Bras.

Enferm. Brasília,

v,

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selecionadas aleatoiamente. A opulação do etudo
foi ontituída de pacietesintemadas edefuncionáios
da eq uipede enferm agem, q ue etavam atuando no
período da manhã nodia da coleta dos dados, o u eja:
uma enfemeira, trêsatendentesdeenemagem, uma
escritu rária e duas pacientes. As entrevistas com as
pacie ntes fora m i n cl u ídas n o estud o n a tentiva de
perceberm os com o as mesmas avali a m o traba l h o
deenvolvdo ela enfemagem n o hsital emquetão,
cuja questão n o rteadora fo i : "Qual sua opinião em

relação ao sistema de atendimento de enfemaem
prestado neste hospital?".

Através dos intumentos uti lizados na coleta de
dados, a osevação sitemtia, para s atividadesde
enfemagem, e a entrevita semi-etutuada om as
pacientes, busca m os identificar as atividades de
enfermagem q u e estava m re laci o n ad as a os
presupostos e pincí pios das teorias admin itativas
do métdo funcional selecionadas neste etudo. Paa
tanto , util izando o método comparativo na a n á l ise
dos dados q u e , seg u ndo LAKATOS e MARCO N I ,
perm ite realizar "comparações om a inaidade de
verificar simitudes e expícar divergências", bem
como, num etudo deitivo, pde averguara analgia
entre oselementol.

4. RESU LTADOS
Paaremosa apeentara elaão ente asteoias
adminitativas, dscitas anteiomente, com osdados
empíricos do noso etudo.

4.1
Re l a c i o nad o s à teoria da g e rê n c i a
ce ntífi ca
-

Na unidade de i ntemação onde foam oletados os
dados, a eq u i pe de enfermagem assume fu n ções
baseadas na d ivisão de trabalho aliado à especializa­
ção e pad ro n ização das ta refas, de acord o com a
fomaçãode ada tegoia. Além diso, enontamos
manuais de técnicas e proced imentos , q ue têm por
fi nalidade orienta r e ti ra rd úvidas do pessoal auxi liar
que executa o cuidado d i reto a o paci e nte. Esses
manuais, além de sevirem como fontede consulta à
quiedeenfegem, têm ainaldededonião
da execução dos pocdimentos, o que proporciona ,
nos pincípiostayloitas, economia de tempo, movi­
mento e mateial , ois os mesm ostrazem astén ias
decitas paso-a-paso.
Outo asecto oevado em elaão aos pincípi­
ostayloitas na acionalidadeotabalho, é a eitênda

262

R . Bras. :nferm. Brasília,

v,

de esca la de divisão de atividades d i á ri as, onde
cad a fu n c i o n á ri o é d es i g n a d o a execu t a r
determinados proced i mentos. Obseva mos que a
assistência de enfermagem é rea l izada de forma
frag mentada a cada e l e m e nto é determ i nado
uma ou mais tarefas.
Na d i nâ mi ca do traba l h o cotidi a n o , a d ivisão de
tarefas é estabelecida pela e nferm e i ra- chefe da
u n idade, ficando ass i m d i stri buíd a : um atendente
de e nfermagem fica e n ca rregado de verificar os
sinais vita is das paci e ntes e auxi l i a n a ad m i nistra­
ção de d i etas q uando necessá ri o ; o utro rea l iza e/
ou auxi l i a nos cuidados de h i g i e n e e fica respon­
sável pelos cuidados pré e pós-operatórios; e
outro ad m i n istra toda a medicação da u n idad e .
Este último recebe rem u n e raçã o diferenci ada dos
demais, por ser esta u m a ta refa considerada de
m a i o r responsa b i l idade, e a i n stit u i ção ca racteri­
za essa práti ca com o um i n ce ntivo sa l a ri a l .
O tra bal h o de cada atendente de enfe rmagem
é planejado pe la enfermei ra- chefe , no dia anteior.
Percebemos que existe u m a preocu pação com "o
como fazer" e na m e l h o ri a do "rendimento" do
traba l h o , com m a i o r "economia de tempo e movi­
mento", sem prej u ízo d o bem-estar d o doente,
indo ao encontro dos pri ncíJios da Teoria da
Gerência C ientífica.
A eq u i pe d e enfe rmagem tem uma preocu pa­
ção notória e m cu m prir as tarefas, e m executa r as
atividades que lhe são desig n adas e e m verificar
seu d esem penho através da q ua ntidad e de proe­
d i m entos rea l izados.
As pacie ntes e ntrevistad as expressa ram suas
opin iões e m rel ação a o siste m a d e atend i m e nto
de e nfemagem que é carateizado, fu ndamental­
mente , pel a d i visão de tarefas, com as seg u i ntes
fal as:
Paciente nO 1 "Eu acho muito bom . . . cada um


-

faz uma coisa e ica mais especiaista naqulo ".

Paciente n° 2 -

"Eu gosto, porque assim toda

hora vem gente aqui no quato fazer alguma coisa
e conversar comigo ':

Refe ri ra m gosta r d o ate n d i m e nto e acred ita­
mos q u e sej a por não con hece re m outra forma de
assistên ci a . Poré m , nos quest i o n a m os se o q u e
pred o m i n o u foi a fa lta d e con d i ções em procede r
a u m a ava l i a ção crítica , o u s e e l a s rea lmente
sentem-se satisfeitas com o aten d i m e nto presta­
do. Não temos por o bj etivo aq u i , d iscutir essa
q u estão , mas é um dos ítens q u e j u lgamos peti­
n e nte sere m estudados futu ramente.

4 7, n.3, p. 2 5 8-264, jul./set. 1 994

4.2

-

Relacionados à teoria clássica

N a r e f e r i d a i n s t i t u i ç ã o , a e st r u t u r a
o rg an izacio n a l é rigi d a mente h i e ra rq u izada , apa­
recendo a subo d i na ção de u m i nd i v íd u o a outro , e
d e u m s e rviço a o utro . O bserv a m os q u e a eq u i pe
d e e n fe rm a g e m d a u n idade e m est u d o , re prod u z
a estrutu ra d o m o d e l o ma i o r da i n stituiçã o , onde o
atendente d e e nfe rm agem é subord i nado à chefe
d e e nferm a g e m d a u n idade e est a , por s u a vez, à
d i retoria d o s erv i ço d e e nferm a g e m , e esta à
d i reção g e ral .
O pod e r d e t o ma da d e decisã o , q u a nto às
ativid ad es d esenvolvidas no t ra ba l h o d a e n fe rm a­
g e m , está centra l izado n a enfe rm e i ra d a u n idade ,
q u e tem u m a visão g e ra l d a mesm a . E ntreta nto ,
com isso ocorre a sobreca rg a d e atividades e
respo nsa b i l idades a u m a só pessoa . E l a co ntro l a
a u n id ad e e os fun cio n á rios q u e l h e e st ã o
subo d i n ados, c o m a fin a l idade d e que t u d o ocorra
de acord o co m as reg ras estabelecidas, o rd e n s
d a d a s e atividades d e legadas, e nfatizando a d i s­
ci pl i n a .
A s ativid ades são rea l izadas c o m o obj et i vo d e
mante r o fu n ci o n a m e nto d a u n id ad e , e n ã o o bser­
va m os n e n h u m sistema d e i nce ntivo e preocupa­
ção co m os fu n ci o n á rios n o sentido d e esti m u lá­
los a rea liza re m seu t raba l h o , nem o e n vo l v i m ento
dos mesmos no processo d e t ra ba l h o co m o u m
tod o . A s ações são desenvolvidas co m vistas à
m a n utenção d o siste m a .
A Teoria C l ássica co ncebe q u e deve exist i r
o rdem : "um lugar para cada coisa e cada coisa em
seu lugar". Essa siste m át i ca de traba l h o foi o bser­
vad a e m re l ação aos m ateri a is d a u n id ad e . Todos
poss u i a m se u s devidos l ug a res e i d e ntificações,
cuj a fi n a l id a d e e ra fa ci l itar o a cesso aos mesmos
q u a nd o n e cessá ri o . Os fu n ci o n á ri os a locados
nessa u n i d a d e traba l h a m nela h á m u itos a n os,
não havendo u m a rotatividade , salvo e m eve nt u a i s
n ecessidades, com o n o caso d e l i ce n ça s e fé rias.
4.3

-

Relac ionados à teo ria da b u rocracia

O serviço d e e nferm a g e m obsevado caracte­
riza-se com o um m o d e l o bu rocrático, i n d o ao
encontro da filosofia da i nstituição . A h ieraqu ização
q u e se esta belece , com o já v i m os na Teoria
Clássica , a ca ba por e n fatiza r essa buro cratização .

A enfe rm e i ra-chefe d a u n i d a d e t e m u m papel
adm i n istrativo volta d o tota l m e nte para os i nteres­
ses d a i n stitu içã o . Os atende ntes de enfermagem
e e n fe rm e i ros têm com po rta m e ntos que expres­
sam a vontade de seus superi o res h i e rá rq u i cos , o
q u e nos perm ite i n fe ri r q u e existe a possi b i l idade
d e coação por parte d estes, e m rel a ção aos seus
s u b o rd i n ad o s , c a ra ct e ri z a n d o a a çã o d o s
d om i n ad o res sobre o s s u bo rd i n ados, co m o a pon­
ta We ber e m sua teori a . Estes expressa m as
vontades d aq u e l es co m o se fossem as suas
pró prias.
F i co u evidente, d u ra nte a o bservaçã o , a
i m pesso a l id ad e nas re l ações h i e rá q u i cas, onde o
i nd ivíduo era conside rado apenas e m re lação aos
ca rgos e fu n ções que exerce .
O bserv a m os a prese n ça de m a n u ais d e n o r­
m as e rot i n as d e enfe rm a g e m o bso letas e q u e não
e ra m m a n useados pe l a eq u i pe d e e nfe rm ag e m ,
co nforme d e po i me nto d e u m a ate n dente d e enfe r­
magem:
te m um livro q u e tem to da s a s
u . . .

técnic a s e s crit a s , m a s você s a b e como é . . .
n ã o dá m uito tempo da g e n te ficar l e n d o .
Q ua n do a g e n t e n ã o s a b e , a g e n te p e de p ara
a e n ferme ira . . .

".

A o m u n i cação entre a equ ipe d e enfe rm agem

e os d e m a i s serv i ços d a i nstitu i çã o tem ca ráte r
forma l , o bservad o através d os papéis q ue a e nfe r­
m e i ra pre e n ch e , sol i cita n do serv i ços p a ra le l os e
a i nd a através da sua própria fa l a :
. é tanta
u. .

papelada que preciso preencher. Preciso fazer
pedido de manutenção, de almoxarifado e ainda
escrever as coisas no livro de plantão . . ". Encon ­
t ra mos ta m bé m l ivros d e contro l es e vá i os formu­
l á ri os de req u isiçã o , e o l i v ro co ntendo as informa­
ãesde adentes e interorêndasodas na unidde,
usado na passagem de plantão.
.

5 . C O NS I D EAÇÕES FINAIS
A i nfluência dasteoias adm initrativjsdo métdo
uncional eizeam efazem preentes de foma daa no
ervi o de enfemagem . Uma dasdevantgens, enão
a maior, deta sitemátia de asitência, é evidendda
na fragm entaçã o d o cuidado prestado ao paciente, o
q ue ta m bé m propici a a o m i ssão n o ate n d i m ento e
desenvolve um sitema pa relardo trabalho.
Há algum tem o oenfermeiovem equetionalo
a respeito de su a prática assistenci a l , e busca assistir
O paciente de forma i ntegra l . Entretanto, as cond iães

R. Bras. cl'IlI. Bras i I J a .

\,

4 7 , n . 3 , r 2 5 X·24. j l l L

'd o

1 < )')·.

263

p

domerado de traba l h o e o e nfque que ete d á às suas
tividades, muitas vezes, fazcom que o memo asuma
funõs dminitrtivas ede caráterurcátio . Talvez
não eja ete o gande agumento dete pofissional da
sa úde para seu d i st a n cia m ento do paci e nte, poré m
mais u m u tegioa pairdo mometoquee tinge
a i t o , ca racteri za nd o a s ativ i d ades ad m i n istrativas
como ins e m si mesmas.
Como já atamos nete ta balho, as fu nções técni­
cas e a d m i n istrativas são i nterdependentes, sendo
mais el eva nte o enfq ue que é dad o pelo pofissional
a ada u m a delas. Na u nidade hospitalar em etudo, o
e n ferm e i ro executa as fu n ções adm i nistrativas e m
d et i mento da assistência di reta a o pacie nte , q u a nd o
u m a secretáia o u esaituráia pdeia d esenvolvê-Ias

rea l i d a d e e m o m e nt o h istóri co . N ã o t e m o s a
i n g e n u id a d e d e q u e so m e nt e a refl exão so b re a
práti ca assist e n c i a l e s e u s p ro b l e m as l e v a rã o a
t ra n sformações, m a s pode s e r o ponto d e part i d a
p a ra o d e s e n v o l v i m e nt o d e co n s c i ê n c i a s m a i s
críticas e ativas n essa b usca .
Ass i m , faz-se m i sté r q u e a eq u i pe d e e n ferma­
g e m estej a e n g ajada a o setor sa ú d e e a soci ed a d e
civ i l o rg a n izad a , a fi m d e i d e nt ifica r os m ú lt i plos
fat o res q ue i n f l u e n c i a m e/ou determ i n a m as práti­
cas de a ss i stência d e e n fe rm ag e m q ue vêm sendo
rea l izad a s , com v i st a s a buscar, no p rocesso
co l e t i v o de refl exã o , ca m i n h os q u e v i s l u m bre m
a lternativas d a s m u d a n ç a s n e cessá ri a s p a ra a
m e l h o ria d a q u a l id a d e do n osso traba l h o , e a
s u p e ração da co n d i çã o d escrita n este t ra b a l h o .

om m u ita eiciênaa . Chamamos a atenção para o fato

Q u a n d o co m e ça rm os a refl eti r so b re n ossa
s i t u a ci o n a l i d a d e pe rce b e re m o s q u e somos por­

maiorênfase e a q ualidade , não é deixada de lado , m as

q u e estamos n a sit u a çã o e q u e , ta nto m a i s sere­
mos, q u a nto m a i s p e n s a r m o s cri t i ca m e nte a res­

de que a quantidade do trabalho mais uma vez assume
subj ugada a u m plano i n ferior.
E m re l a çã o a isso

s u rg i ra m os seg u i ntes

q uetinamentos: será q u e n ão há como darmos conta
da demanda (quantidade) sem preju ízos n a q ualidade
d o se rv i ço prestad o ? Q u a nt i d a d e e q u a l i d a d e sã o
aspetos i n co m patíveis na a ssistência de enferma­
g e m ? D e v e m o s d a r m a i o r ê n fase a u m a e m
d etri m e nto d a o u t ra , o u existe a possi b i l i d a d e d e
esta rmos ate nd e n d o a a m ba s e m n o sso p rocesso
d e t ra b a l ho?

peito da n ossa fo rm a de estar, e crit i ca m e nte
atu a rm o s na situação em q u e estamos.
G osta r i a m os de fi n a l iza r d e ixa n d o um dos
pensa m e ntos d e P a u l o F re i re4. que i n d i ca a d i re­
ção q u e cada um pode a ss u r r:
"Ninguém sabe tudo, assim como ninguém

É sabendo

ignora tudo. O saber começa com a consciência
do saber po uco.

que se sabe pouco

que uma pessoa se prepara para saber mais. Se
tivéssemos um saber absoluto, já não podería­

E n q u a nto prát i ca soci a l , a e n ferm a g e m está
i n seri d a em um co n t exto de co m p l exas re l a ções

mos continuar sabendo, pois este seria um saber

soci a i s que form a m a soci e d a d e e m g e ra l , a s
q u a is são esta b e l e c i d a s d i fe re nte m e nte e m c a d a

não poderia saber, pois não ignoraria".

que não estaria sendo! Q uem tudo soubesse já

REFERÊNCIAS B I BLIOG RÁF ICAS
1 - C H IAVENATO , I .

3 ed .

5

-

A dministração em

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R e c e b i d o p a r a pu blicação e m

25/1 /94.

administração

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