Lucilene Faria Rosa.pdf

  PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUC/SP PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS

PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO:

CONCEITUAđấO E APLICAđấO A UMA REDE DE POSTOS DE COMBUSTễVEIS.

  LUCILENE FARIA ROSA SÃO PAULO

  2013

  PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO – PUC/SP PROGRAMA DE ESTUDOS PÓS-GRADUADOS EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO:

CONCEITUđấO E APLICAđấO A UMA REDE DE POSTOS DE COMBUSTễVEIS.

  Dissertação apresentada ao Programa de Pós Graduação da PUC, para cumprimento parcial, do título de Mestrado sob orientação do Prof. Dr. Napoleão Verardi Galegale.

  SÃO PAULO 2013

    ERRATA ROSA, L.F. Planejamento Tributário: Conceituação e Aplicação a uma rede de Postos de Combustíveis.

  01 Quadro 7 – Formação de Fecombustíveis Quadro 7 Formação de Preços da Fecombustíveis

        São

  141 13 http://veja.abril.com.br/idade/exclu sivo/impostos-carga- tributaria/contexto2_g2.html acesso em 31.08.2013 http://veja.abril.com.br/idade/exclusiv o/impostos-carga- tributaria/contexto2_g2.html - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), acesso em 31.08.2003.

  ...A importância das pequenas e médias empresas, só foi percebida pela sociedade, quando passou a representar uma grande parcela na economia dos estados, juntamente com a sua responsabilidade de geração de empregos...

  ...A sociedade só percebeu a importância destas empresas, quando passou a representar uma grande parcela na economia dos estados e sua responsabilidade de geração de empregos...

  Suprimir (Esta alta carga tributária é um dos principais motivos das falências das pequenas e médias empresas, conforme pesquisas do SEBRAE.) 138 2º parágrafo linha 2

  Esta alta carga tributária é um dos principais motivos das falências das pequenas e médias empresas, conforme pesquisas do SEBRAE.

  ... a base presumida para IR é de 8%, mais adicional de IR de 10%, sobre o lucro que exceder o valor de R$ 240.000,00 por ano. 138 2º parágrafo linha 1

  125 4º parágrafo linha 6 ... a base presumida para IR é de 8%.

  95

  2013. 142. Dissertação de Mestrado em Ciências Contábeis – Programa de Estudos Pós Graduados em Ciências Contábeis da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, 2013.

  ... dispensada escrituração ... ... dispensada da escrituração...

  ...Lucro presumido para o IR é de 1,6% e para a CSLL é de 12%, sobre o faturamento bruto da revenda, para consumo, de combustível derivado do petróleo, álcool etílico carburante e gás natural, ... 18 1º parágrafo linha 4

  16 5º parágrafo linha 5 ...Lucro presumido para o IR é de 1,6% e para a CSLL é de 12%,...

  ...abordar a legislação tributário e a carga tributária na área de postos de combustíveis,...

  ...abordar o direito tributário e a carga tributária do Brasil na área de postos de combustíveis,...

  01

  01 Tabela Quadro 13 - Resumo

  Página Linha onde-se-lê leia-se 08 – LISTA DE TABELAS

   Paulo, 10 de Dezembro de 2013. 

  FOLHA DE APROVAđấO

_____________________________________________

Prof. Dr. Napoleão Verardi Galegale (FEA/PUC-SP)

_____________________________________________

Prof. Dr. José Carlos Marion (FEA/PUC-SP)

_____________________________________________

Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira (FEA/USP)

  Dedico este trabalho ao meu marido, que sempre me apoiou com carinho e muita dedicação, possibilitando a realização desta conquista em minha vida.

  

AGRADECIMENTOS

  A grande importância do agradecimento, é que todo conhecimento se constrói sempre em comunhão e cooperação, por isso quero agradecer: A Deus, que me ilumina e me dá forças para não desistir, Aos meus pais, Drauzio e Maria Florinda que me deram base e educação; Ao meu marido, Jairo pelo apoio e dedicação, Aos meus filhos, Aline e Otávio pelo amor e paciência, A minha família, pelas orações, Aos meus companheiros de trabalho, pela colaboração, A empresa estudada, pelos dados disponibilizados, Ao orientador, Dr. Prof. Napoleão Verardi Galegale pela dedicação e incentivo, Aos membros da banca Prof. Dr. José Carlos Marion e Prof. Dr. Carlos Alberto Pereira, pela disponibilidade e colaboração, Aos professores pelos ensinamentos, Aos sujeitos da pesquisa conhecimentos compartilhados, E todos mais que eu possa não lembrar neste momento, mas que contribuíram para minha formação e para esta dissertação.

  

Sumário

  

INTRODUđấO ................................................................................................................................... 15

  

1. A TRIBUTAđấO DE COMBUSTễVEIS NO BRASIL ........................................................................ 19

  1.1 Direito Tributário................................................................................................................. 19

  1.1.1 Conceito de Tributo .......................................................................................................... 20

  1.1.2 Classificação dos Tributos................................................................................................. 21

  1.2 Histórico da Tributação dos Combustíveis no Brasil .......................................................... 22

  1.3 Estrutura Tributária Atual dos Combustíveis Automotivos................................................ 31

  1.4 Descrição dos Tributos Incidentes Sobre os Combustíveis Automotivos ........................... 33

  1.4.1 COFINS – PIS/PASEP.......................................................................................................... 33

  1.4.1.1 Alíquota Concentrada – COFINS-PIS ................................................................................ 35

  1.4.2 Imposto de Importação (II) .............................................................................................. 36

  1.4.3 ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.......................................... 37

  1.4.3.1 Substituição Tributária..................................................................................................... 40

  1.4.4 CIDE Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico ............................................. 46

  1.5 CONAMA (Res. 273/2000) – Posto Ecológico ..................................................................... 46

  

2 O PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO............................................................................................... 53

  2.1 Conceito de Planejamento Tributário ................................................................................. 53

  2.2 Por que realizar um Planejamento Tributário? ................................................................... 54

  2.3 A Importância da Escrituração Contábil no Planejamento Tributário ................................ 59

  2.3.1 Código Tributário Nacional – Escrituração ....................................................................... 59

  2.3.2 Código Civil - Legislação Societária ................................................................................... 59

  2.3.3 Normas e Pronunciamentos Contábeis quanto à escrituração ........................................ 63

  2.3.3.1 D.F.C. – Demonstração do Fluxo de Caixa ....................................................................... 65

  2.3.3.2 D.V.A. Demonstração do Valor Adicionado ..................................................................... 70

  2.3.3.3 D.R.E. Demonstração do Resultado do Exercício............................................................. 73

  2.3.4 SPED - Sistema Público de Escrituração Digital................................................................ 78

  2.3.4.1 Apresentação do SPED..................................................................................................... 78

  2.3.4.2 Objetivos, Premissas e Benefícios do Sped...................................................................... 79

  2.3.4.3 Histórico do SPED............................................................................................................. 81

  2.3.4.4 Universo de Atuação........................................................................................................ 82

  

3. LEI 12.741/12: TRANSPARÊNCIA DO CUSTO TRIBUTÁRIO ....................................................... 91

  

4. LUCRO E SUAS FORMAS DE TRIBUTAđấO................................................................................ 96

  4.1 Conceito de Lucro................................................................................................................ 96

  4.2 Formas de Tributação das Pessoas Jurídicas....................................................................... 97

  4.3 Lucro Presumido.................................................................................................................. 99

  4.4 Cálculo .............................................................................................................................. 106

  4.5 Lucro Real .......................................................................................................................... 107

  4.6 Lucro Real Trimestral......................................................................................................... 111

  4.7 Lucro Real por Estimativa.................................................................................................. 114

  4.8 Lucro Real por Balanço de Suspesão ou Redução de Imposto.......................................... 114

  

5 ESTUDO DE CASO ................................................................................................................... 122

  5.1 Metodologia e apresentação do objeto de estudo........................................................... 122

  5.2 Porque a Demonstração do Resultado do Exercício ......................................................... 126

  5.3 Rede de Postos de Combustíveis ...................................................................................... 128

  

6 ANÁLISE DOS RESULTADOS .................................................................................................... 132

CONCLUSÃO ................................................................................................................................... 138

BIBLIOGRAFIA................................................................................................................................. 140

  

LISTA DE TABELAS

  Tabela 1 –Evolução da estrutura tributária dos combustíveis ao longo do tempo .............. 23 Tabela 2 – Simulação da Incidência do VAT e do ICMS .................................................. 38 Tabela 3 – Discriminação de Percentuais a serem aplicados de presunção de lucro sobre a receita bruta para compor a base cálculo do Lucro Presumido .......... 103 Tabela 4 - Exemplo cálculo do Lucro Presumido ............................................................. 107 Tabela 5 – D.R.E. do Exercício de 2012 das empresas 1, 2, 3, 4 e 5 ................................ 129 Tabela 6 –D.R.E. do Exercício de 2012 das empresas 6, 7, 8, 9 e 10 ............................... 129 Tabela 7 –D.R.E. do Exercício de 2012 das empresas 11, 12, 13, 14 e 15 ....................... 130 Tabela 8 –D.R.E. do Exercício de 2012 das empresas 16, 17, 18, 19 e 20 ....................... 130 Tabela 9 –D.R.E. do Exercício de 2012 das empresas 21, 22, 23, 24 e Total Geral......... 131 Tabela 10 – Resumo do D.R.E. de 2012 das empresas de 01 a 24 e Total Geral............. 131

  

LISTA DE QUADROS

  Quadro 1 – Comparação entre a média do imposto de renda e o Imposto sobre o preço final dos produtos ............................................................................................ 56 Quadro 2 –Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC – Método Direto ........................... 69 Quadro 3 – Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC – Método Indireto ......................... 70 Quadro 4 – Modelo de DVA – Demonstração do Valor Adicional .................................. 73 Quadro 5 – Comparação D.R.E - Lei 6.404/75 p/ Lei 11.638/07........................................ 76 Quadro 6– Formação de preços – Minaspetro..................................................................... 94 Quadro 7– Formação de preços – Fecombustíveis.............................................................. 95 Quadro 8 – Deduções dos incentivos fiscais ..................................................................... 112 Quadro 9 – Lucro Real Trimestral x Lucro Real Anual (Balanço Suspensão Mensal) .... 134 Quadro 10 – Apuração do custo total de IR + CSLL nas três opções .............................. 135 Quadro 11 – Apuração do Custo total de IR + CSLL nas duas opções. Previsão de

  Cenário caso o Lucro Líquido do Lucro Real Igualasse ao Lucro Líquido do Lucro Presumido .................................................................................... 135 Quadro 12 – Relação do Custo da CSLL-LP/ CSLL-LR ................................................ 136

  

LISTA DE GRÁFICOS

  Gráfico 1–Evolução da carga tributária em % sobre o PIB – Brasil ................................... 57 Gráfico 2 – Comparativo da carga tributária do Brasil com outras nações.........................58 Gráfico 3 – Custo Tributário de IR/CSLL com opção pelo Lucro Presumido.................. 132 Gráfico 4 – Custo Tributário com opção pelo Lucro Real Trimestral............................... 133 Gráfico 5 – Custo Tributário com opção pelo Lucro Real Balanço Suspensão ................ 133 Gráfico 6 – Comparação dos Custos Tributários nas três opções ..................................... 134 Gráfico 7 – Comparação dos Custos Tributários de IR/ CSLL Previsão de Cenário caso o Lucro Líquido do Lucro Real se Igualar ao Lucro Líquido do

  Lucro Presumido .......................................................................................... 136

  

LISTA DE FIGURAS

  Figura 01 – D.R.E. Demonstração do Resultado do Exercício .......................................... 74 Figura 02 – Programa Gerador do F-Cont........................................................................... 84

LISTA DE SIGLAS

  CF – Constituição Federal CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. CNPJ - Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente COSIT - Coordenação Geral de Tributação CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CTN – Código Tributário Nacional DACON - Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais DARF - Documento de Arrecadação da Receita Federal DCTF - Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais DIPJ - Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica DIRF - Declaração de Imposto de Renda na Fonte DRE – Demonstração do Resultado do Exercício

  GLP – Gás Liquefeito de Petróleo

  IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

  ICMS – Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços IE – Imposto de Exportação.

  II - Imposto de Importação.

  IN - Instrução Normativa

  INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social IOF – Imposto sobre as operações financeiras.

  IPI – Imposto sobre Produto Industrializado.

  IR – Imposto sobre a Renda.

  IRPJ – Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas

  IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte

  ISS – Imposto sobre Serviços de qualquer natureza

  ISSQN – Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul – NBS Nomenclatura Brasileira de Serviços OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico PER/DCOMP - Pedido Eletrônico de Restituição ou Reembolso e Declaração de Compensação PIB – Produto Interno Bruto.

  PIS/PASEP – Programas de Integração Social. REDARF – Retificação p do DARF RFB – Sigla da Secretaria da Receita Federal do Brasil RIR - Regulamento do Imposto de Renda SPED - Sistema Público de Escrituração Digital STF - Supremo Tribunal Federal TIPI – Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados

  IASB - International Accounting Standards Board

  IFRS - International Financial Reporting Standards

  

RESUMO

  Neste trabalho buscou-se abordar o direito tributário e a carga tributária do Brasil na área de postos de combustíveis, para que se demonstrasse a importância da categoria na economia, o problema do excesso de tributos, a forma distinta desta carga tributária para este segmento e a necessidade de um incentivo para a manutenção dos empregos e arrecadação tributária dos impostos desta categoria. Fez-se um estudo de caso do tipo caso único, na modalidade observacional, pois tem na observação participante a principal técnica de recolha dos dados (Yin, 1994:41), com uma rede formada por 24 empresas do setor de postos de combustíveis, por meio de seus demonstrativos de resultado do exercício, para que se verificasse qual sua melhor forma de interpretar os dados e tributar para melhor beneficiar os empresários desta atividade. Por meio de comparações das opções de tributações autorizadas pela legislação pretendeu-se chegar à melhor opção para estas empresas e, desta forma, dar uma contribuição para as empresas do setor. Observou- se que no setor de postos de combustíveis, no passado, havia pouca concorrência, pois para abrir uma empresa desta atividade era necessário obter uma difícil concessão, mas com a chegada da desregulamentação do setor, o número de postos nos últimos anos triplicou. Se, de um lado, vieram benefícios com a concorrência entre os fornecedores, de outro, passou a ser necessário disputar sua própria clientela e apresentar o melhor preço. Para obter este resultado, seus proprietários enfrentam a dificuldade de administrar seus custos, principalmente o alto custo da carga tributária. O objetivo da pesquisa é levantar os detalhes vantajosos ou onerosos das opções de tributação conforme a legislação atual e trazer uma contribuição para as empresas do setor. Concluiu-se que os postos de combustíveis já recebem um produto com uma carga tributária muito alta paga por meio do sistema monofásico e de substituição tributária e a opção tributária de Lucro Presumido na maioria das vezes não justifica para o setor, tornando mais onerosa sua carga tributária, e mesmo fazendo a opção pelo Lucro Real, deve-se considerar o Lucro Real Balanço de Suspensão, em que o resultado é mais justo e considera o aproveitamento dos resultados dentro do mesmo exercício entre um mês e o outro, situação que não acontece no Lucro Real trimestral, pois no caso, o resultado negativo só pode ser compensado em trinta por cento do próximo resultado, gerando um fluxo de caixa de tributos a favor do estado e não para a empresa.

  Palavras-chave: Opções tributárias, postos de combustíveis

  

ABSTRACT

In this study we sought to address the tax law and the tax burden in Brazil in the area of

gas stations, in order to demonstrate the importance of the category in the economy, the

problem of excess taxes, the distinctive shape of this tax burden for this segment and need

an incentive to maintain the jobs and tax revenue taxes this category. There was made a

case study with a sample of 24 companies in the sector, through its statements of income

for the year, to see what your best way to interpret the data and taxing to better benefit the

entrepreneurs of this activity. Through comparisons of options authorized by taxation laws

intended to arrive at the best option for these companies and thus make a contribution to

the companies. It was observed that in the sector of gas stations in the past, there was little

competition because to start a business of this activity was necessary to have a hard-won

concession, but with the advent of deregulation, the number of gas stations has tripled in

the last years. If, on the one hand, benefits came with competition between suppliers on the

other, it has become necessary to dispute their own clientele and provide the best price. To

obtain this result, their owners are facing the difficulty of managing their costs, especially

the high cost of the tax burden. The objective of this research was to identify the details of

the beneficial or burdensome taxation options according to current legislation and bring a

contribution to the companies. It was concluded that the gas stations now receive a

product with a very high tax burden paid by the single-phase system and replacement tax

and the option of Presumed Profit tax in most cases does not justify for the sector, making

it more costly their tax burden , and even making the choice for Real Profit, one must

consider the Real Profit Balance Suspension, in which the result is more fair and considers

the use of the results within the same year between one month and the other, a situation

that does not happen in Profit quarterly real, because in this case the negative result can

only be compensated in thirty percent of the next result, generating a cash flow tax in favor

of the state and not to the company.

  Key Words: Taxation options, fuel stations

  

INTRODUđấO

  Neste trabalho aborda-se o custo tributário das empresas com atividade de distribuição de combustíveis, ou seja, os postos de combustíveis. Para delimitar um melhor entendimento, inicia-se pela história dos tributos, o direito tributário, seus conceitos, suas classificações e a distribuição da receita tributária por competência da União. Estados e municípios. Analisa-se a carga tributária brasileira e a evolução em percentual com relação ao PIB e o que os órgãos governamentais têm trabalhado para melhorar a distribuição, legalidade e igualdade desta carga para o contribuinte.

  Em um segundo momento, através do conhecimento do histórico da tributação dos combustíveis no Brasil, da evolução de sua estrutura tributária, considera-se que foi um setor que sofreu grandes alterações, utilizado muitas vezes como ponto de referência para o controle da economia. A Constituição de 1988 permitiu que os estados influenciassem a política energética e o mercado de combustíveis automotivos, concedeu-lhes o direito de tributar as importações e a comercializar energia. O país perdeu grande parte do mecanismo tributário e a viabilidade econômica de qualquer projeto de investimento no setor, passou-se a considerar a carga tributária imposta pelos diferentes estados (responsáveis por regular o ICMS), isto foi motivo para uma reforma da administração da política energética do país.

  A quebra do monopólio no setor de petróleo e gás ocorreu em 1995, quando foi outorgada a Emenda Constitucional nº 9/95. Os combustíveis tiveram aumento devido ao valor dos fretes sobre o preço e em 1996 houve a liberalização dos preços para álcool etílico e gasolina, a partir da refinaria. Essa liberalização foi um processo que começou no início dos anos 90 e se estendeu ano a ano, gradualmente.

  Os postos de combustíveis fazem parte de uma categoria muito importante da economia, sendo que em muitas cidades são o polo que mais emprega, o que nos leva a conclusão da necessidade imediata dos governos apresentarem um plano extrafiscal de incentivo para a categoria, mantendo assim todos os negócios viáveis, com a manutenção dos empregos e arrecadação dos impostos.

  As empresas deste setor, que se enquadram nos limites da legislação, além de toda carga tributária que já chega embutida nos seus custos sobre o valor agregado, serão novamente tributados no seu resultado final. Neste momento estas empresas podem fazer a opção de tributação pelo Lucro Presumido ou Lucro Real, e sendo Lucro Real, ainda temos a opção do Lucro Real trimestral ou anual, depois de demonstrado como determina esta legislação vamos apresentar um estudo de caso, em que serão apresentados dados reais de uma rede de postos de combustíveis, com seus relatórios de Demonstrativo de Resultado do Exercício de 2012. Por meio destes dados vamos analisar as opções tributárias e o custo tributário em cada situação, demonstrando o que difere os resultados e impactam o custo nas situações apresentadas e determinas pela legislação.

  Consideraremos a importância de um planejamento tributário, principalmente para este setor, para o qual, no caso do Lucro Presumido, há uma grande diferença no percentual de presunção de base de cálculo devido sobre o lucro líquido, considerado pela legislação para a tributação de Imposto de Renda em contrapartida com o mesmo índice de percentual base da Contribuição Social para o Lucro Líquido. O sucesso do planejamento tributário é trazer o menor custo para a empresa em todas as suas bases de formação: tributária, operacional, contratual, administrativa, etc.

  O problema

  A delimitação do problema baseia-se no fato de que esta pesquisa avalia a Contabilidade Tributária e o Planejamento tributário, pois alguns estudos apontam que são poucos trabalhos nesta área, uma das justificativas deste tema. Tornar um tema em um problema é para Martins e Theóphilo (2009, p. 5):

  “[...] formular com clareza e precisão um problema concreto a ser estudado.” E o questionamento da pesquisa, segundo os mesmos autores [..] poderá ser expresso, preferencialmente, em forma interrogativa, buscando relacionamento entre variáveis”.

  Os postos de combustíveis já recebem um produto com uma carga tributária muito alta, pago antecipadamente pelo sistema monofásico e de alíquota concentrada do PIS e a COFINS. Estas empresas, nos limites da legislação, podem fazer opção tributária de Lucro Real ou Lucro Presumido, este na maioria das vezes não justifica para o setor, pois a base do Lucro presumido para o IR é de 1,6% e para a CSLL é de 12%, tornando onerosa sua carga tributária.

  Na opção pelo Lucro Real, ainda pode-se optar pelo Lucro Real Trimestral e o Lucro Real Anual Balanço de Suspensão/Estimado, quais as vantagens e desvantagens destas opções. Nestas condições, as questões que se colocam são: quais as opções tributárias para o lucro do setor de postos de combustíveis e qual a opção menos onerosa para as empresas do setor?

  Justificativa

  A importância desta pesquisa justifica-se no fato de que, no setor de postos de combustíveis, no passado, havia pouca concorrência, pois para abrir uma empresa desta atividade era necessário obter uma difícil concessão, mas com a chegada da desregulamentação do setor, o número de postos nos últimos anos triplicou. Se, de um lado, vieram benefícios com a concorrência entre os fornecedores, de outro, passou a ser necessário disputar sua própria clientela e apresentar o melhor preço. Para obter este resultado, seus proprietários enfrentam a dificuldade de administrar seus custos, principalmente o alto custo da carga tributária.

  A carga tributária do Brasil na área de postos de combustíveis é muito elevada, o setor é de grande influência econômica do País, pois já foi utilizado como ponto de referência para controle da economia. Devido ao alto índice de empregabilidade no setor, nos leva a conclusão da necessidade imediata dos governos apresentarem um plano extrafiscal de incentivo para a categoria, mantendo assim todos os negócios viáveis, com a manutenção dos empregos e arrecadação dos impostos.

  As empresas deste setor, além de toda carga tributária que já chega embutida nos seus custos sobre o valor agregado, serão novamente tributados no seu resultado final. Neste momento estas empresas, que se enquadram nos limites da legislação, podem fazer a opção de tributação pelo Lucro Presumido ou Lucro Real, e sendo Lucro Real, ainda temos a opção do Lucro Real trimestral ou anual. Esta opção tributária sobre o resultado pode trazer resultados vantajosos para seus proprietários.

  A importância de um trabalho que pensa o Planejamento Tributário é grande, pois

  1

  existem poucos trabalhos nesta área, como demonstra uma pesquisa apresentada no XVI SemeAD em outubro de 2013. Considerando que no Brasil a ferrenhas críticas à formação e intensidade da Tributação e o relacionamento entre a Contabilidade e outras áreas do conhecimento, tem como objetivo aumentar a amplitude dos conhecimentos do 1 profissional contábil. Dentre as diversas atividades do contador, produzir e gerenciar as

  Pesquisas em Contabilidade e Planejamento Tributário nos Anos de 2007 a 2012 em Congressos de Contabilidade e informações aos usuários considerados tarefas básicas; não devendo se limitar apenas a atender as exigências do FISCO (IUDÍCIBUS; MARION, 2002). A Escrituração Contábil, conforme Legislação Fiscal concede a liberdade, para as empresas do lucro presumido, a dispensada escrituração quando a pessoa jurídica mantiver Livro Caixa, devidamente escriturado, contendo toda a movimentação financeira, mas o contador tem a obrigação de cumprir com as normas técnicas contábeis, e a manter escrituração nos termos da legislação comercial, e nos termos da legislação societária. De fato, é esta a função do profissional contábil, fornece aos usuários da Contabilidade informações de acordo com suas necessidades (MARTINS et al., 1997).

  Objetivos

  A contabilidade apresenta informações necessárias para um planejamento tributário, temos relatórios importantes, que concentram informações de grande utilidade para os profissionais e usuários das informações contábeis. Um dos objetivos deste trabalho é abordar a importância de um planejamento tributário, da escrituração contábil, conforme as legislações comercial e societária, e os benefícios do conhecimento e habilidade do profissional de contabilidade.

  Outro objetivo da pesquisa é levantar os detalhes vantajosos ou onerosos das opções tributárias conforme a legislação atual e trazer uma contribuição para as empresas do setor. Por meio de um estudo de caso, busca-se verificar os custos tributários destas empresas na opção de Lucro Presumido, que na maioria das vezes não justifica para o setor, tornando mais onerosa sua carga tributária.

  Na opção pelo Lucro Real, verificar os custos tributários para o: a) Lucro Real

  

Trimestral, em que o resultado negativo só pode ser compensado em trinta por cento do

  próximo resultado, gerando um fluxo de caixa de tributos a favor do estado e não para a empresa, e b) Lucro Real Anual Balanço de Suspensão/Estimado, em que o resultado é mais justo e considera o aproveitamento dos resultados dentro do mesmo exercício entre um mês e o outro.

1. A TRIBUTAđấO DE COMBUSTễVEIS NO BRASIL

1.1.Direito Tributário

  O Direito Tributário é ciência que estuda os princípios e normas que disciplinam a ação estatal de exigir tributos, preocupando-se com as relações jurídicas que, em decorrência da tributação, se estabelecem entre o fisco e os contribuintes.

  Conforme Machado (2005), verifica-se que é “o ramo do Direito que se ocupa das relações entre o fisco e as pessoas sujeitas às imposições tributárias de qualquer espécie, limitando o poder de tributar e protegendo o cidadão contra os abusos desse poder”. No exercício do poder de tributar, ao exigir dos indivíduos o pagamento de tributos, o Estado revela sua soberania. Entretanto, não obstante exercer a soberania, a relação que se desenvolve entre Estado e contribuinte não é relação de poder, e sim relação jurídica, devendo ser entendida como a contribuição prestada pelo indivíduo em benefício dos demais, visando ao desenvolvimento estatal.

  A afirmação de que é jurídica a relação estabelecida entre fisco e contribuinte justifica-se, pois é necessário o respeito às normas e, também, a uma série de princípios jurídicos, dentre os quais se destacam os seguintes a legalidade, a anterioridade, a igualdade, a capacidade contributiva e a vedação de confisco. O Direito Tributário cuida, ainda, das normas que devem ser respeitadas na relação entre fisco e contribuinte, delimitando o poder de tributar e evitando seu exercício abusivo.

  Por ser um poder, o exercício da tributação depende da existência de competência. A Competência tributária é instituída e distribuída pela Carta Magna aos entes políticos que possuem capacidade legislativa, seu pressuposto. Assim, a Constituição Federal de 1988, em seus artigos 153 a 156, atribui à competência tributária às pessoas políticas abaixo arroladas:

  União; • Estados-membros;

  • Municípios; e
  • Distrito Federal. •

  É importante se ressaltar que, anteriormente, o Distrito Federal era considerado

  

autarquia administrativa da União, e foi erigido à categoria de pessoa política a partir da

Constituição de 1988.

  O tributo é instituto jurídico especial, pois, sozinho, alcança os direitos fundamentais de liberdade e propriedade. O primeiro é atingido, pois não é dado ao contribuinte escolher se deseja ou não fazer tal pagamento. O contribuinte não tem liberdade de escolha, há imposição do tributo (obrigação ex lege); já o segundo direito fundamental é alcançado, pois o pagamento do tributo causa uma diminuição patrimonial, uma vez que atinge o patrimônio do contribuinte, assim considerado em seu aspecto material.

  O Código Tributário Nacional foi recepcionado pela atual Constituição da República Federativa do Brasil, atualizada pela emenda constitucional 48/2005, com natureza de Lei Complementar.

1.1.1. Conceito de Tributo A definição de tributo é dada pelo artigo 3° do CTN (Código Tributário Nacional).

  Por este dispositivo, tributo é “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.

  O termo “prestação pecuniária compulsória” significa que é uma prestação em dinheiro obrigatória, uma obrigação de dar dinheiro; “em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir” significa que o pagamento é em moeda corrente ou algo equivalente à moeda, conforme a legislação de cada entidade tributante (União, estados ou municípios). A expressão “que não constitua sanção de ato ilícito” significa que o tributo não é multa, a qual representa uma sanção de um ato ilícito, portanto, a imposição do tributo não representa imposição de penalidade.

  Já a expressão “instituída em lei” significa que o tributo é uma obrigação exlege (segundo a lei), em contraposição à obrigação exvoluntate (que provém da vontade), ou seja, tributo só pode ser exigido mediante sua previsão em lei, diferentemente das obrigações contratuais que dependem da vontade dos contratantes; “cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada significa” que somente se pode cobrar tributo por meio de atos administrativos vinculados, ou seja, sem discrição pelo agente público, o qual deverá seguir fielmente a lei para poder exigir o tributo.

1.1.2. Classificação dos Tributos

  Tributo é gênero de que são espécies os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria. Alguns tributaristas acrescentam a esta divisão tripartite o empréstimo compulsório e também as contribuições sociais.

  O tributo pode ser vinculado - ou seja, decorre de uma atividade estatal específica que gere o direito de cobrança pelo Estado do benefício gerado, como as taxas e contribuições de melhoria; e pode ser não vinculado - ou seja, independe de qualquer atividade específica desenvolvida pelo Estado como é o caso dos impostos.

  Segundo o artigo 16 do CTN, imposto:

  “é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte." Isto significa que o fato gerador do imposto não está vinculado a uma atividade estatal específica em relação a quem paga o imposto, ou seja, que a administração pública não se obriga a prestar um serviço individualizado ao contribuinte, por conta do pagamento daquele imposto.

  Conforme definição do artigo 77 do CTN, taxa “é o tributo que tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte”. E conforme CTN, Contribuição de Melhoria “é um tributo também vinculado a uma atividade estatal específica, decorrente exclusivamente da valorização de um imóvel do contribuinte, decorrente de obra pública realizada”.

  Conforme as definições da CTN, Empréstimos Compulsórios:

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