SISTEMAS DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

  SISTEMAS DE PRODUđấO AGROPECUÁRIA - ANO 2008 UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CAMPUS DOIS VIZINHOS PR

  A SISTEMAS DE GR PR UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA OPECUÁRIA ODUđấO CAMPUS DOIS VIZINHOS

  ANO 2008 ARANÁ PR DO P FEDERAL

  Sistemas de Produção Agropecuária Universidade Tecnológica Federal do Paraná

  Campus Dois Vizinhos 20 a 24 de outubro de 2008 TIRAGEM 300 Exemplares Autores/Organizadores Prof. Dr. Thomas Newton Martin Prof. MSc. Magnos Fernando Ziech Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da UTFPR / Campus Dois Vizinhos

  Sistemas de Produção Agropecuária (Ano 2008), Sistemas de Produção Agropecuária da UTFPR, Campus Dois Vizinhos, 21 a 24 de outubro de

  S471 2008 - Dois Vizinhos, PR, 2008.

  ISBN: 978-85-7014-049-4 1. Sistema de Produção. 2. Agricultura - Pesquisa 3. Zootecnia-Pesquisa.

  4. Educação-Extensão. I. Martin, Thomas Newton. II. Ziech, Magnos Fernando.

  CDD: 630.63

  A exatidão das informações, os conceitos e opiniões emitidos nos resumos em cada um dos capítulos são de exclusiva responsabilidade dos autores.

  É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte.

  IMPRESSÃO _______________________________________________________________________________________ MASTERGRAF - JA GRÁFICA E EDITORA LTDA Fone: (46) 3536-6267 Av. México, 1535 - Centro Sul - Dois Vizinhos-PR 9 7 8 8 5 7 0 1 4 0 4 9 4 4

  

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ PR

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  A Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná é uma entidade de direito privado que ampara a pesquisa científica e tecnológica e a formação de recursos humanos no Estado do Paraná. Os recursos financeiros utilizados pela Fundação têm origem no Fundo Paraná, que destina 2% da receita tributária do Estado ao www.seti.gov.br desenvolvimento científico e tecnológico.

  

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Tel.: 41 3271.7803 - Fax: 3271.7421 - www.FundacaoAraucaria.org.br

  

APRESENTAđấO

  O livro Sistemas de Produção Agropecuária (Ano 2008), foi desenvolvido junto a quarta edição da EXPO UT – Exposição da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (2008), visando agregar conhecimento técnico-científico ao evento, baseado nas experiências, pesquisas e inovações de cada um dos autores.

  O setor primário da produção é de fundamental importância para o desenvolvimento da Região, assim como de todo o País. O Sudoeste do Paraná apresenta grande demanda por conhecimento na área agrária, onde a característica da produção, no momento, se mostra bastante diversificada, com produções agrícolas, pecuárias e florestais destacadas.

  Em sua segunda edição, o livro aborda temas de destacada importância, onde os autores relatam pesquisas e práticas de campo, alicerçadas por uma ampla revisão bibliográfica. O livro conta ainda com capítulos de autores de outra Instituições, fortalecendo regionalmente nosso Campus e o nome da UTFPR.

  A comissão organizadora agradece a colaboração de todos os autores pelas informações presentes neste livro.

  Sistemas de Produção Agropecuária (Ano 2008) Universidade Tecnológica Federal do Paraná Reitor: Prof. MSc. Carlos Eduardo Cantarelli Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação: Prof. Dr. Luiz Nacamura Júnior

  Diretor Campus Dois Vizinhos: Prof. Dr. Sérgio Miguel Mazaro Zootecnia Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Dois Vizinhos

  COMISSÃO ORGANIZADORA Alfredo de Gouvea Almir Antônio Gnoatto Américo Wagner Júnior André Leber Tavares Angélica Signor Mendes Cláudia de Andrade Moura Dalva Paulus Douglas Everton Cadore Eleandro José Brun

Elisabete Hiromi Hashimoto

  

Fernando Campanhã Bechara

Flares Tadeu de Liz Jean Carlo Possenti José Roberto Hank Juliano Zanella Lovenir José Lanzarin

Luís Fernando G. de Menezes

Magnos Fernando Ziech

  Neudi Artêmio Schoulten Paulo Cesar Conceição Paulo Sérgio Pavinato Thomas Newton Martin Veridiana Lúcia Stachowski Wagner Paris Willian Secco

  COMISSÃO CIENTÍFICA Alfredo de Gouvea Américo Wagner Júnior Angélica Signor Mendes Christiane G. Vilela Nunes Douglas Sampaio Henrique Eleandro José Brun Elisabete Hiromi Hashimoto Fernando Campanhã Bechara

  Gilmar Antônio Nava Jean Carlo Possenti Joel Donazzolo

Luís Fernando G. de Menezes

Magnos Fernando Ziech

Marcelo Marcos Montagner

Mosar Faria Botelho Paulo Cesar Conceição

  Paulo Segatto Cella Paulo Sérgio Pavinato Rachel Santos Bueno Sérgio Miguel Mazaro Thomas Newton Martin Viviane Cavaler Wagner Paris

  APOIO Diego Hartmann Edimara Schervinski Ivandro Api Morgana Grobe Priscila Reffatti Rasiel Restelatto

  Renato Marchesan Renice Paula Zielinski Rosana Refatti Tiago Venturini

  ORGANIZAđấO CAPA Thomas Newton Martin Magnos Fernando Ziech

  Marcos Talau

  IMPRESSÃO MASTERGRAF – JA GRÁFICA E EDITORA LDTA Fone: (46) 3536 – 6267 Av. México, 1535 – Centro Sul – Dois Vizinhos - PR

  

SUMÁRIO

ANÁLISE ECONÔMICA DA RECOMPOSIđấO FLORESTAL VISANDO O

  01

  09 DESENVOLVIMENTO DA APICULTURA

  Alfredo de Gouvea & Luiz Carlos Boaretto

EVOLUđấO DE SISTEMAS DE MANEJO DO SOLO E PRODUTIVIDADE

  02

  24 AGROPECUÁRIA NO ESTADO DO PARANÁ

  Nilvânia Aparecida de Mello & Paulo Cesar Conceição CULTIVO HIDROPÔNICO DE ALFACE: MANEJO E AMBIÊNCIA

  03

  44 Dalva Paulus & Angélica Signor Mendes

  04 FUNDAMENTOS DE NUTRIđấO E FORMULAđấO DE DIETAS PARA

  61 RUMINANTES: CONCEITOS E INOVAđỏES COMO FERRAMENTAS

  PARA MELHORIA DA EFICIÊNCIA ALIMENTAR Diego Barcelos Galvani

MANEJO DA FERTILIDADE DO SOLO

  05

  81 Luis César Cassol & Paulo Sérgio Pavinato

  06 UNIDADES DEMONSTRATIVAS DE RESTAURAđấO ECOLốGICA: 102

  

PROPULSANDO A SUCESSÃO NATURAL ATRAVÉS DO USO DA

NUCLEAđấO Fernando Campanhã Bechara

AGROINDÚSTRIA: UMA VISÃO EMPRESARIAL/INDUSTRIAL DAS

  07 117

  PERSPECTIVAS FUTURAS DA INDÚSTRIA CANAVIEIRA DO BRASIL Janaína Niemies & Douglas Éverton Cadore

ASPECTOS DA CUNICULTURA: ABATE E PROCESSAMENTO PARA

  08 131

  OBTENđấO DE PELE E CARNE Leandro Dalcin Castilha & Ricardo Vianna Nunes

CRUZAMENTO NA BOVINOCULTURA DE CORTE

  09 145

  Luiz Fernando Glasenapp Menezes & Marcelo Marcos Montagner

O POSICIONAMENTO PELO GPS (GLOBAL POSITIONING SYSTEM) E AS

  10 164

  ÁREAS DE PRESERVAđấO PERMANENTE Maria Madalena Santos S. Sklarski& Mosar Faria Botelho

  11 ANÁLISE DAS PRESSUPOSIđỏES DO MODELO MATEMÁTICO EM 177

  

EXPERIMENTOS AGRÍCOLAS NO DELINEAMENTO BLOCOS AO

ACASO Thomas Newton Martin & Lindolfo Storck

ÁGUA VIRTUAL: ASPECTOS AMBIENTAIS E A CRISE DOS ALIMENTOS

  12 197

  Elisabete Hiromi Hashimoto & Fernando Menegon Basso

TÉCNICAS DE AVALIAđấO DE DISPONIBILIDADE DE FORRAGEM E

  13 209

  CONSORCIAđấO DE PLANTAS FORRAGEIRAS Wagner Paris & Magnos Fernando Ziech

ASPECTOS AMBIENTAIS DAS FLORESTAS PLANTADAS

  14 225

  Eleandro José Brun

FRUTEIRAS NATIVAS DA FAMÍLIA MYRTACEAE DO BIOMA

  15 239

  

FLORESTA COM ARAUCÁRIA COM POTENCIALIDADES DE CULTIVO

Américo Wagner Júnior & Gilmar Antônio Nava

O PAPEL DO ZOOTECNISTA NA DESMISTIFICAđấO DA CARNE

  16 253

  BOVINA Luís Fernando Glasenapp de Menezes & Magali Floriano da Silveira

A AMBIÊNCIA RECONHECIDA COMO UMA EXIGÊNCIA NA

  17 273

AVICULTURA MODERNA

  Angélica Signor Mendes & Dalva Paulus

  18 ASPECTOS ORGANIZACIONAIS E SIMULAđấO ECONÔMICA DA 287

  PRODUđấO LEITEIRA Lotário Fank & Thomas Newton Martin

  19 MANEJO PRÉ-COLHEITA, CUIDADOS NA COLHEITA E ESTRATÉGIAS 309

  DE CONSERVAđấO PốS-COLHEITA DE FRUTAS Gilmar Antônio Nava & Américo Wagner Júnior UTFPR - Campus Dois Vizinhos

ANÁLISE ECONÔMICA DA RECOMPOSIđấO FLORESTAL

  

VISANDO O DESENVOLVIMENTO DA APICULTURA

1 2 1 Alfredo de Gouvea & Luiz Carlos Boaretto

Professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná Campus Dois Vizinhos. E-mail:

2 alfredo@utfpr.edu.br.

  Instrutor SENAR/PR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural. E-mail: lboaretto@yahoo.com.br.

  

INTRODUđấO

  A agricultura sempre foi e continua sendo o principal fator causador de degradação dos ecossistemas ciliares. Da mesma forma que foi responsável pela destruição das florestas ciliares, o interesse econômico, também é responsável pela não recuperação destas áreas, uma vez que, os custos com a implantação das florestas são elevados, tendo em vista, a impossibilidade de exploração destes ambientes.

  Com o presente trabalho pretende-se provocar uma reflexão sobre o uso racional de áreas de preservação permanentes através da análise econômica da apicultura junto a áreas ripáreas recuperadas com plantas nativas com potencial apícola, considerando os custos do repovoamento destas áreas na propriedade, bem como, em áreas degradadas em propriedades a montante e a jusante, visando orientar ações que busquem o desenvolvimento sustentável, com os benefícios proporcionados pela vegetação ciliar, principalmente no que se refere à quantidade e qualidade da água, como também pela viabilização econômica da atividade agropecuária.

  

A RECUPERAđấO DE ÁREAS DE PRESERVAđấO

  A água é talvez o recurso natural mais valioso para a humanidade. Sua escassez representa atualmente um problema ambiental crescente para a população e pode se apresentar como a ameaça ambiental mais séria para a humanidade no século 21 (Corral-Verdugo, 2003).

  Nos últimos anos vem aumentando os apelos da comunidade científica buscando mostrar a importância da conservação e recuperação das matas junto às nascentes e cursos d'água, para a manutenção da água, em quantidade e qualidade que atendam à geração presente e às próximas. Contudo, quando se trabalha com educação ambiental buscando a recomposição de áreas de domínio ciliar, sobretudo no meio rural, depara-se com valores em relação à terra que dificultam a implementação de programas de repovoamento destas áreas. Apesar do reconhecimento da necessidade de proteger nascentes e cursos d'água, muitos agricultores defendem a idéia de que deveriam ser indenizados pelo Estado ou pela sociedade pelas perdas provocadas pela cedência destas áreas. No entanto, se há exploração destas áreas definidas como sendo bens de interesse comum a todos os habitantes do País pela Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, este uso é indevido e, neste caso, a idéia de “indenização” é justamente ao contrário do que se pressupõe.

  Em outros casos, apesar da disposição dos agricultores em recompor estas áreas, o que se observa é um desestímulo provocado pelos altos gastos envolvidos nesta operação e pela redução da renda em conseqüência da redução da área cultivada, que, dependendo da declividade e forma geométrica do terreno, envolve uma porção substancial da propriedade, inviabilizando a atividade agropecuária caso seja mantido o

  

Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008 UTFPR - Campus Dois Vizinhos

  modelo de exploração adotado por muitos atualmente.

  Diante destes conflitos de valores Neumann e Loch (2002), nos propõem a seguinte questão: existem soluções técnicas que poderiam ser propostas aos agricultores que desenvolvem as suas atividades em áreas frágeis? A preservação ambiental nessas áreas é possível somente mediante o abandono das atividades agrícolas? Os autores ressaltam que as instituições responsáveis pela criação de alternativas técnicas (instituições de pesquisa) ressentem-se da falta de estudos específicos sobre os sistemas de produção e práticas agrícolas desenvolvidas pelos agricultores dessas regiões. Os autores defendem que as discussões em torno das questões ambientais introduzem a possibilidade de redirecionar os rumos do desenvolvimento em benefício das gerações futuras. Por outro lado, os mecanismos concebidos para se alcançar tal objetivo não podem trazer problemas à sobrevivência das atuais gerações de agricultores.

  Os custos de recuperação destas áreas podem ser minimizados lançando-se mão de opções de consorciamento na fase de implantação. O consórcio de espécies arbóreas com feijão caupi, feijão de porco, guandu, resultou em menores níveis de mortalidade e maiores taxas de crescimento de espécies arbóreas, além da receita gerada pelo produto agrícola (Brienza Jr. et al., 1983; Silva, 2002). No entanto, quando se trata de exploração econômica da área, principalmente após estabelecimento da mata ciliar, são raras as opções sem que haja sérias restrições.

  A apicultura apresenta-se como uma alternativa com grandes perspectivas, uma vez que se constitui em uma atividade relativamente rentável, sem intervenções maléficas na área. Para o sucesso das atividades apícolas, uma boa pastagem apícola é fundamental, sendo o primeiro ponto a ser observado na implantação de um apiário. Deve-se, portanto, preservar a vegetação apícola existente e, sempre que possível, plantar mais algumas que possuam diferentes épocas de florada (Wiese, 1995).

  Dentro de uma perspectiva de desenvolvimento sustentável, a recuperação das áreas de preservação permanentes com plantas nativas com potencial apícola e a exploração destas áreas com a apicultura se apresenta como uma promissora alternativa para a melhoria na qualidade de vida dos produtores rurais, tanto pela melhoria da qualidade ambiental e paisagística da propriedade, como pelo rendimento econômico que a produção apícola pode proporcionar.

  

ANÁLISE ECONÔMICA

  O levantamento dos dados para o estudo da análise da viabilidade econômica da implantação dos sistemas para produção de mel e própolis com fins comerciais foi realizado na região Sudoeste do Paraná, junto a apicultores, associações de apicultores, empresas ligadas à atividade apícola e órgãos públicos do setor. Os dados para proceder as análises foram estipulados baseando-se em informações adequadas às necessidades técnicas do trabalho. Também foram obtidas informações junto a apicultores, livros, boletins técnicos, trabalhos científicos, entre outros. A unidade de produto foi o kg de mel e própolis e a unidade monetária o real.

  A análise econômica foi realizada considerando o dimensionamento das estruturas de produção necessárias para atender a cada um das escalas de produção estudadas, sendo elas com 10, 50, 100, 200 e 400 colméias modelo Langstroth, para uma produção estimada de 400, 2.000, 4.000, 8.000 e 16.000 kg de mel e 1, 5, 10, 20 e

  

Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008 UTFPR - Campus Dois Vizinhos

  40 kg de própolis por ano após implantação. A análise foi realizada considerando um horizonte de projeto de 32 anos.

  De posse dos dados coletados, uma série de planilhas foram elaboradas visando obter o custo de produção do mel e própolis para as diferentes escalas de produção. A partir destes custos, foram elaborados fluxos de caixa para calcular o Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR), para cada uma das escalas de produção consideradas no projeto. A análise econômica foi realizada com base na metodologia proposta por Noronha (1987).

  Nas análises considerou-se como custos variáveis aqueles que variaram com as quantidades produzidas. Foram considerados os seguintes componentes como custos variáveis: CVT = I + Cr (01)

  Onde: CVT é o custo variável total em real (R$), I é o custo com os insumos (R$), Cr é o custo com conservação e reparos (R$). São vários os insumos utilizados na produção de mel e própolis, foram considerados insumos: a cera alveolada, açúcar, fumo, produtos para controle de predadores e parasitas, sementes de plantas melíferas, embalagens, combustível, lubrificantes, energia elétrica, telefone, mão-de-obra fixa e temporária, arrendamento, imposto, taxas e administração. O cálculo desses componentes foi determinado pela equação: n (02)

  I q pu = × i i

  å i 1 =

  Onde: I é o custo com os insumos (R$); q é a quantidade do i-ésimo item i insumo utilizado (unidade); pu é o preço do i-ésimo item insumo utilizado (R$), n é o i número de itens insumo utilizado no sistema produtivo (unidade). O valor dos insumos foi considerado igual à média dos valores encontrados na região de estudo.

  Para a conservação e reparos de veículos e equipamentos, levou-se em consideração uma taxa de 5% ao ano sobre o valor de novo. Para a conservação e reparos das benfeitorias, levou-se em consideração uma taxa de 2% ao ano sobre o valor de novo. O cálculo foi realizado pela equação: n

  Cr = Vn × t i i

  (03)

  å i 1 =

  Onde: Cr é o custo para conservação e reparos dos equipamentos/benfeitorias (real), Vn é o valor inicial do i-ésimo equipamento/benfeitoria (R$); t é a taxa anual i i necessária para fazer a conservação e reparo do i-ésimo equipamento/benfeitoria, n é o número de equipamentos/benfeitorias utilizados no sistema produtivo (unidade).

  A estimativa dos custos fixos foi realizada considerando os seguintes componentes: depreciação, juros sobre o capital fixo, custo alternativo da terra (juro sobre o valor da terra), seguro sobre o capital fixo, taxas e impostos fixos, mão-de-obra fixa e remuneração do produtor.

  CFT = Dp + Co + Cat + Sf + ITR + Mo (04) Onde: CFT é o custo fixo total (R$), Dp é a depreciação (R$), Co é o juro sobre o capital fixo (R$), Cat é o custo alternativo da terra (R$), Sf é o seguro sobre o capital fixo (R$), ITR são as taxas e impostos fixos (R$), Mo é o custo da mão-de-obra

  

Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008 UTFPR - Campus Dois Vizinhos

  fixa e remuneração do produtor (R$).

  Para o cálculo da depreciação utilizou-se o método linear. Nos cálculos, foram considerados possuindo valor residual itens como casa do mel, galpão, veículo, equipamentos e outros itens que apresentem durabilidade superior ao horizonte dos projetos e que possam ser reutilizados ou vendidos. Para os itens que tem vida útil igual ou inferior ao horizonte do projeto o valor residual foi desconsiderado. n

  Vn Vr - i i Dp

  (05) =

  å i 1 = Vu i

  Onde: Dp é a depreciação (R$), Vn é o valor inicial do i-ésimo item i equipamento/benfeitoria a ser depreciado (real); Vr é o valor residual do i-ésimo item i a ser depreciado (R$); Vu é a vida útil do i-ésimo item a ser depreciado (R$), n é o i número de itens a ser depreciado (unidade).

  A estimativa do juro sobre o capital fixo foi realizada baseando-se na taxa de remuneração da caderneta de poupança (6% ao ano ou 0,5% ao mês). Considerou-se que está seria a taxa de retorno que o capital empregado na produção de mel e própolis obteria em um investimento alternativo. n

  (06)

  = × Co Cf t i å i 1 =

  Onde: Co é o custo de oportunidade do capital fixo (R$); Cf é o capital fixo do i

  

i-ésimo item que participa do sistema de produção (R$), t é a taxa de remuneração do

  capital, n é o número de itens que participam com capital fixo na produção de mel e própolis.

  É importante considerar a remuneração do fator terra. Sendo assim, o custo de oportunidade do capital investido na terra foi estimado levando-se em consideração o quanto esse capital renderia se fosse aplicado no mercado financeiro, sobre taxa de juros com ganhos reais de capital. O cálculo foi realizado pela equação: (07)

  Cat Vat S i = × ×

  Onde: Cat é o custo alternativo da terra (R$), Vat é o valor atual do hectare de terra na região (R$/ha), S é a superfície ocupada com a atividade (ha), i é a taxa de juros de mercado pago ao ano (considerado igual a 6%).

  O seguro sobre o capital fixo tem a finalidade de formar um fundo que permita pagar danos imprevistos, parciais ou totais, como incêndio, roubo, tempestades, chuva de granizo, entre outros. Este seguro geralmente incide sobre máquinas, implementos, equipamentos e benfeitorias. A taxa anual de seguro mais utilizada é 7% para veículos, 0,75% para equipamentos e 0,35% para benfeitorias. Sendo assim a equação utilizada nos cálculos foi: n

  (Vn Vr ) × t + i i i

  Sf =

  (08)

  å i 1 =

2 Onde: Sf é o seguro sobre o capital fixo (R$), Vn é o valor inicial do i-ésimo

  i item equipamento/benfeitoria a ser assegurado (R$); Vr é o valor residual do i-ésimo i

  

Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008 UTFPR - Campus Dois Vizinhos

  item equipamento/benfeitoria a ser assegurado (R$), t é a taxa anual de seguro aplicado i sobre o i-ésimo item equipamento/benfeitoria, n é o número de itens a ser assegurado (unidade).

  Foram consideradas as taxas de licença ambiental definida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e Imposto Territorial Rural (ITR), definido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), estimada em 0,2%.

  (09)

  ITR = Vat × S × i

  Onde: ITR é o valor das taxas e impostos fixos (real), Vat é o valor atual do hectare de terra na região considerado (R$/ha), S é a superfície ocupada com a atividade em hectares (ha), i é a taxa de imposto pago ao ano (considerado igual a 0,2%).

  Na análise foram consideradas mão-de-obra fixa as despesas efetuadas para pagamentos dos trabalhadores permanentes familiares, não incluindo encargos sociais. No caso de mão-de-obra familiar foi considerada uma remuneração equivalente ao salário que esta receberia em um emprego alternativo. A remuneração atribuída ao produtor levou em consideração apenas o tempo em que este dedica à atividade. A expressão utilizada nos cálculos deste item foi:

  n

  (10) Mo = Vmo

  i å i =

1 Onde: Mo é a despesa total com mão-de-obra fixa e remuneração do produtor

  (R$), Vmo é o valor da i-ésima despesa efetuada no pagamento de salários e encargos i sociais para a mão-de-obra fixa e remuneração do produtor (R$), n é o número de itens de mão-de-obra fixa e remuneração do produtor (unidade).

  O custo total (CT) resulta do somatório dos custos fixo total (CFT) e variável total (CVT).

  CT = CFT + CVT (11)

  O custo total médio é definido como o custo por unidade de produto e foram obtidos com as expressões:

  CT

  (12)

  CTMe = Qp CFT

  (13)

  CFMe = Qp CVT CVMe =

  (14)

  Qp

  Onde: CTMe é o custo total médio (real por unidade), CFMe é o custo fixo médio (real por unidade), CVMe é o custo variável médio (real por unidade), Qp é a quantidade de mel e própolis produzido (unidade).

  

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  O Valor Presente Líquido (VPL) e a Taxa Interna de Retorno (TIR) foram os critérios de análise econômica utilizados para avaliar viabilidade econômica dos projetos nas diferentes escalas de produção de mel e própolis. Para a realização da análise seguiu-se a recomendação de Noronha (1987). As expressões para o cálculo do

  VPL e TIR são: n

  L

  (15) i

  VPL = i å t 0 (t i) + n =

  L i

  (16) = =

  TIR i å t = (t i*) +

  Onde: VPL é o valor presente líquido (R$), TIR = i* é a taxa de juros que torna nulo o valor presente líquido do projeto, L é o saldo (benefício menos o custo) do i

  

i-ésimo ano de um projeto de horizonte n, i é a taxa de juros, n é o horizonte do projeto

(anos), t é o i-ésimo ano de um projeto de horizonte n (anos).

  As estruturas para cada escala de produção analisada foram dimensionadas para processar 40 kg de mel e 0,10 kg de própolis por colméia por ano deixando os produtos aptos para comercialização. O dimensionamento baseou-se na infraestrutura necessária desde a implantação dos apiários até a colheita e processamento dos produtos. Considerou-se a produtividade media por colméia com base nas informações obtidas de apicultores da região de estudo, que usam tecnologia e manejo adequados e obtém cerca de 40 kg de mel e 0,10 kg de própolis por colméia por ano. Considerou-se também uma folga nas estruturas de produção necessária para um bom manejo das colméias e manutenção dos equipamentos e utensílios.

  Na estimativa da produção média por colméia total e anual considerou-se enxames de abelha já estabelecidos aptos para produzir mel e própolis. O levantamento visou planejar e dimensionar as estruturas de produção, atividades de manejo, colheita e comercialização. As estruturas foram planejadas com base na produção média por colméia por ano, para cada uma das escalas, nas quais foi considerada a necessidade de: a) casa do mel em alvenaria para manipulação e estocagem do mel e própolis; b) galpão misto para guardar ferramentas, veículo, núcleos, ninhos e melgueiras vazias, maquinários para reparos e manutenção, preparo de caixilhos e caixas. O modelo de caixa considerado na análise foi Langstroth construída em madeira de pinho, os ninhos, melgueiras, tampas e fundos, os caixilhos em madeira de cedro.

  Para dimensionar os apiários considerou-se: as floradas existentes num raio de 1500 a 2000 metros, água disponível de boa qualidade a menos de 500 metros do local. Quanto à pastagem apícola foi considerado duas colméias por hectare de mata ciliar repovoada com plantas apícolas. Os apiários foram planejados para serem localizados em local de ausência de ventos fortes, fácil acesso, segurança quanto à terceiros e animais e presença de sol. Foram divididos apiários de 15 colméias a 20 colméias, composto por: cavaletes ou suportes em madeira de cerne, ninhos e melgueiras, mais uma folga nas estruturas de produção, ninhos, melgueiras entre outros, para facilitar o manejo das colméias nas quantidades de acordo com cada escala de produção estudada. O resumo do orçamento das estruturas de produção nas diversas escalas de produção

  

Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008 UTFPR - Campus Dois Vizinhos

  encontram-se na Tabela 1 apresentada a seguir.

  No custo de implantação da floresta ciliar (Tabela 2) em cada escala de produção foi considerado que para cada duas colméias seria implantado um hectare de mata.

  Os insumos considerados na determinação dos custos foram obtidos através de informações fornecidas pelos apicultores e técnicos da área. A Tabela 3 relaciona os insumos utilizados durante o processo de produção do mel e própolis, nas diferentes escalas de produção. Na Tabela 2 estão apresentados os insumos e seus respectivos custos para implantação de um hectare de mata ciliar, computando os custos de dois anos de condução. Os dados foram obtidos com base no investimento feito pela UTFPR para recomposição de área de mata ciliar no Campus Dois Vizinhos.

  Os custos de produção obtidos por kg de mel por ano foram levantados com informações obtidas de produtores, associações de apicultores e profissionais que atuam na área. Considerou-se os custos somente para o mel, a própolis foi considerada como um subproduto que veio a contribuir com o aumento das receitas do projeto, não necessitando de estruturas específicas.

  Os valores utilizados foram de setembro de 2004, preços médios da região. Foram calculados: Custo Variável Total (CVT), Custo Fixo Total (CFT), Custo Total (CT), Custo Variável Médio (CVMe), Custo Fixo Médio (CFMe), Custo Total Médio (CTMe), por kg de mel, e o saldo líquido anual do projeto.

  Foi necessário calcular os custos para montar o fluxo de caixa, mas deve-se ressaltar que alguns itens dos custos não fazem parte do fluxo de caixa, apenas vão auxiliar na montagem. O resumo dos custos de produção, nas diversas escalas de produção, encontram-se na Tabela 4 a seguir.

  Observando os dados apresentados na tabela 4, evidenciou-se o comportamento dos custos de produção do mel considerando uma escala de produção com 10 colméias no período de um ano. A própolis foi considerada como subproduto incrementando a receita total do projeto. O CVT foi de R$ 292,58 e os itens que mais influenciaram neste custo foram: conservação e reparos de máquinas, equipamentos e benfeitorias e o valor dos insumos. O CFT foi de R$ 1.372,11 e os itens que mais influenciaram foram: custo alternativo da terra, juros sobre o capital fixo, a mão-de- obra fixa, depreciação de veículo, equipamentos, utensílios e benfeitorias. O CT foi de R$ 1.664,49 enquanto a receita total do mel foi R$ 2.000,00, obtendo uma receita líquida do mel de R$ 335,31. O CVMe por kg do mel foi de R$ 0,73, e CFMe por kg do mel R$ 3,43, totalizando o CTMe por kg do mel em R$ 4,16. Os custos que mais influenciaram no CTMe por kg do mel foram os CF. A receita líquida obtida com o subproduto própolis foi de R$ 78,18, vindo aumentar a receita líquida do projeto, totalizando um saldo liquido de R$ 413,47.

  Considerando uma escala produtiva de 50 colméias obteve-se um CVT de R$ 1.848,60 (Tabela 4). Os itens que mais influenciaram neste custo foram a conservação e reparos de veículo, máquinas, equipamentos, e benfeitorias, valor dos insumos, e impostos variáveis. O CFT foi de R$ 5.682,88, sendo que os itens que mais influenciaram foram: Depreciação de veículo, equipamentos e utensílios, e benfeitorias, juros sobre o capital fixo, seguro sobre o capital fixo. O CT foi de R$ 7.531,48, enquanto a receita total do mel foi R$ 10.000,00, resultando em uma receita líquida do mel de R$ 2.468,52. O CVMe por kg do mel foi de R$ 0,92, e o CFMe por kg

  

Sistemas de Produção Agropecuária - Ano 2008 UTFPR - Campus Dois Vizinhos

  do mel igual a R$ 2,84, totalizando o CTMe por kg do mel em R$ 3,77. Os custos que mais influenciaram no CTMe por kg do mel foram os CF. A receita líquida obtida com o subproduto própolis foi de R$ 390,80, vindo aumentar a receita líquida do projeto totalizando um saldo liquido de R$ 2.859,32.

  Analisando-se o comportamento dos custos de produção do mel no período de um ano quando considerado uma escala de produção de 100 colméias observa-se um CVT de R$ 3.138,91, sendo que os itens que mais influenciaram neste custo foram a conservação e reparos de veículo, máquinas, equipamentos e benfeitorias, preços dos insumos em função das quantidades utilizadas e impostos variáveis (Tabela 4). O CFT foi de R$ 9.873,32 e os itens que mais influenciaram foram: mão-de-obra fixa, depreciação de veículo, equipamentos e utensílios e benfeitorias, juros sobre o capital fixo, seguro sobre o capital fixo. O CT foi de R$ 13.062,23 enquanto a receita total do mel foi R$ 20.000,00, obtendo uma receita líquida do mel de R$ 6.937,77. O CVMe por kg do mel foi de R$ 0,80 e o CFMe por kg do mel foi de R$ 2,47, totalizando o CTMe por kg do mel em R$ 3,27. Os custos que mais influenciaram no CTMe por kg do mel foram os CF. A receita líquida obtida com a própolis foi de R$ 781,60, vindo aumentar a receita líquida do projeto totalizando um saldo líquido de R$ 7.719,37.

  Quando a escala de produção considerada foi de 200 colméias o CVT, foi de R$ 5.764,36 (Tabela 4) e os itens que mais influenciaram neste custo foram: preços dos insumos em função das quantidades utilizadas, conservação e reparos de veículo, máquinas, equipamentos, e benfeitorias, e impostos variáveis. O CFT foi de R$ 16.687,29 sendo que os itens que mais influenciaram foram: mão-de-obra fixa, depreciação de veículo, equipamentos e utensílios, e benfeitorias, juros sobre o capital fixo e seguro sobre o capital fixo. O CT foi de R$ 22.451,65 enquanto a receita total do mel foi R$ 40.000,00, obtendo uma receita líquida do mel de R$ 17.548,35. O CVMe por kg do mel foi de R$ 0,72, e CFMe por kg do mel igual a R$ 2,09, totalizando o CTMe por kg do mel em R$ 2,81. Os custos que mais influenciaram no CTMe por kg do mel foram os CF. A receita líquida obtida com a própolis foi de R$ 1.563,20, aumentando a receita líquida do projeto totalizando um saldo líquido de R$ 19.111,55.

  O CVT, quando se adotou uma escala de produção de 400 colméias, foi de R$ 10.263,28, sendo que os itens que mais influenciaram neste custo foram: preços dos insumos em função das quantidades utilizadas, conservação e reparos de veículo, máquinas, equipamentos, e benfeitorias, impostos variáveis, e mão-de-obra temporária. O CFT foi de R$ 25.729,58, os itens que mais influenciaram foram: mão- de-obra fixa, depreciação de veículo, equipamentos e utensílios, e benfeitorias, juros sobre o capital fixo, seguro sobre o capital fixo. O CT foi de R$ 35.992,86 enquanto a receita total do mel foi R$ 80.000,00, obtendo uma receita líquida do mel de R$ 44.007,14. O CVMe por kg do mel foi de R$ 0,64, e CFMe por kg do mel foi de R$ 1,61, totalizando o CTMe por kg do mel em R$ 2,25, os custos que mais influenciaram no CTMe por kg do mel foram os CF. A receita líquida obtida com o subproduto própolis foi de R$ 3.126,40, totalizando um saldo líquido de R$ 47.133,54 (Tabela 4).

  Observa-se, a partir da análise dos custos de produção, que ocorre uma redução nos custos à medida que se aumenta a escala de produção. Isto se deve principalmente pela diluição do custo fixo nos projetos quando a escala de produção aumenta.

  Os valores anuais dos gastos para produção de mel e própolis compreendem

  

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  entradas e as saídas de valores monetários necessários para o desenvolvimento do projeto, formando o fluxo de caixa anual, conforme Tabela 5, a seguir. Os valores apresentados são receitas e despesa anuais, sem constar o desembolso com reposição de máquinas, equipamentos e materiais que se fazem necessários ao decorrer do horizonte do projeto.

  Os valores apresentados na Tabela 6 demonstram o fluxo de caixa necessário para produzir mel e própolis por ano em uma escala de produção de 400 colméias. Assim como para outras escalas de produção, observa-se que no ano zero, os saldos são negativos, sendo estes os valores necessários para iniciar, ou seja, investimento ou capital necessário para início da atividade, invertendo a partir do primeiro ano, sem problema para análise do VPL, que é líquido, pois leva em conta o saldo do fluxo que já é a diferença entre as entradas e saídas e, também o balanço entre as receitas futuras e o investimento. Ao final do horizonte dos projetos, em diferentes escalas de produção, o fluxo de caixa líquido aumentou com a receita obtida do valor residual das estruturas e equipamentos utilizados, o qual está relacionado com o valor e a vida útil das estruturas e equipamentos utilizados em cada escala considerada. Para calcular o VPL foi considerada a taxa de desconto de 6% ao ano. Os valores obtidos de VPL e TIR estão expressos na tabela 7.

  Como pode ser observado para a escala de produção (A) com 10 colméias, considerando o investimento da implantação e manutenção da mata ciliar o VPL é negativo e a TIR é menor que 6%, ficando evidenciado a inviabilidade do investimento nesta escala de produção.

  Para as escalas de produção com 50, 100, 200 e 400 colméias os VPL's são maiores que zero e a TIR maior que 6%, sendo que as escalas de 100, 200 e 400 colméias são mais atrativas.

  O valor líquido obtido a uma taxa de desconto de 6% ao ano durante os 32 anos do horizonte dos projetos, demonstra ser mais viável investir o capital na atividade apícola nas escalas acima de 100 colméias, mesmo considerando o auto investimento na recomposição da mata ciliar, no qual o capital investido será melhor remunerado que se aplicado em poupança a uma taxa líquida de 6% ao ano. Sendo que se a análise do

  VPL do projeto fosse menor que zero o projeto seria inviável, quando for igual a zero considerando a taxa de atratividade tanto faria investir na atividade, ou aplicar em poupança, nas escalas acima de 50 colméias o V

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