Apostila Desenho I -2012.pdf

  

Desenho I

Carlos Antonio Vieira

  

2012

Sumário

  Introdução ___________________________________________________________________ 4 O Engenheiro ___________________________________________________________ 5 Atribuições e Competências do Engenheiro segundo o Sistema CONFEA/CREA ______ 7 As Responsabilidades Profissionais do Engenheiro_______________________________ 16

Capítulo 01 – Construções geométricas fundamentais

  1.1 - De um ponto A traçar a perpendicular a uma reta r. ____________________________ 19 1.2 - Traçar a perpendicular à semi-reta AO, no ponto O, sem prolongá-la ______________ 19 1.3 - De um ponto dado A traçar a reta s, paralela à uma reta dada r.___________________ 20 1.4 - Traçar paralelas através de perpendiculares.__________________________________ 20 1.5 - Traçar a mediatriz de um segmento AB._____________________________________ 20 1.6 - Construir um ângulo igual a um ângulo dado. ________________________________ 21 1.7 - Traçar a bissetriz de um ângulo. ___________________________________________ 21 1.8 - Dividir um segmento AB em n partes iguais. _________________________________ 21 1.9 - Traçar a bissetriz do ângulo formado pelas retas r e s, sem usar o vértice _________ 22

  o o o o o

  1.10 - Construir ângulos de 15 , 30 , 45 , 60 , 75 e ângulos quaisquer.________________

  22 1.11 - Traçar o círculo inscrito a um triângulo dado. _______________________________

  23 1.12 - Traçar o círculo circunscrito à um triângulo dado . ___________________________

  23 1.13 - Dados três pontos não colineares traçar uma circunferência. ____________________ 23 1.14a - De um ponto dado na circunferência, traçar a tangente a ela. ___________________

  24 1.14b - De um ponto dado fora da circunferência, traçar as tangentes a ela ______________

  24 1.15 - Dadas duas circunferências de raios R1 e R2 e centros O1 e O2 traçar suas tangentes externas comuns. ______________________________________________ 24 1.16 - Dadas duas circunferências de raios R1 e R2 e centros O1 e O2 traçar suas tangentes internas comuns. ______________________________________________ 25 1.17 - Concordar uma reta dada num ponto A com um arco que deve passar por um ponto B dado. ________________________________________________________ 25 1.18 - Concordar duas retas r e s com um arco de raio dado R. _______________________ 26 1.19 - Concordar um arco de circunferência de raio R dado, com um seguimento de reta AB e uma circunferência dada de raio r ________________________________

  26 1.20 - Concordar duas semi-retas paralelas, em A e B, através de dois arcos. ____________ 27 1.21 - Concordar duas semi retas com o mesmo sentido, com distância entre extremidades superior a distância entre ambas. __________________________________________ 27 1.22 - Concordar duas circunferências de raios R1 e R2 externas uma à outra, por meio de um arco de circunferência de raio R._____________________________________ 28 1.23 - Concordar duas circunferências de raios R1 e R2 internas uma à outra, por meio de um arco de circunferência de raio R. ____________________________________ 28 1.24 - Divisão de circunferência em 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 10 partes iguais.__________________ 29 1.25 - Regra de Bion para divisão de circunferência. _______________________________ 30 1.26 - Dadas as retas paralelas r, s e o vértice A, traçar uma hexágono regular.___________ 31 1.27 - Processo de Delaistre para construção de polígonos de 5 a 12 lados ______________ 31 1.28 - Exercícios. ___________________________________________________________ 32

Capítulo 02 - Ovais, evolvente, cíclicas, cônicas e hélice

  2.1 - Traçado de ovais _______________________________________________________ 34 2.2 - Traçado de arcos_______________________________________________________ 37 2.3 - Traçado de evolvente ___________________________________________________ 39 2.4 - Curvas cíclicas_________________________________________________________ 39 2.5 - Cônicas_______________________________________________________________ 41 2.6 - Hélice ________________________________________________________________ 43

Capítulo 03 - Projeções

  3.1 - Projeções axonométricas ortogonais ________________________________________ 44 3.2 - Projeções axonométricas oblíquas ou cavaleiras ______________________________ 46 3.3 - Perspectivas cônicas ____________________________________________________ 47

  3.4

  • – Perspectivas isométricas de círculos. _______________________________________ 49 3.5 - Exercícios
  • – Perspectivas ________________________________________________ 50 3.6 - Projeções ortogonais ___________________________________________________ 51 3.7 - Exemplos das projeções ortogonais ________________________________________ 56 3.8 - Exercícios 3.2 - Desenhe as vistas em 1º diedro. ______________________________ 58 3.9 - Exercícios
  • – Completar as vistas, identificar o diedro e esboçar as perspectivas. __ 61 3.10 - Vistas auxiliares ______________________________________________________

  64

  3.11

  • – Projeções de sólidos geométricos elementares inclinados ______________________ 64

  3.12

  • – Seções, casos fundamentais _____________________________________________ 65

  3.13

  66

  • – Rebatimento e projeções em V.G. ________________________________________ 3.14 - Exercícios 3.4
  • – Completar vistas _________________________________________ 67

  3.15

  • – Exercícios 3.5 – Rebatimento em V.G. _____________________________________ 70

Capítulo 04 - Planificações

  4.1- Desenvolvimento da superfície de uma pirâmide reta de base quadrada. __________ 70 4.2 - Desenvolvimento da superfície de um prisma reto de base hexagonal _____________ 71 4.3 - Desenvolvimento da superfície de um tronco pirâmide reta de base hexagonal ______ 71 4.4 - Desenvolvimento da superfície de um oblíquo de cilindro reto __________________ 72 4.5 - Desenvolvimento das superfícies de uma junção de cilindros ___________________ 72 4.6 - Exercícios

  • – Planificação. _______________________________________________ 73

  

5 - Bibliografia ____________________________________________________________ 73

  

Introdução

  A disciplina Desenho I e uma das disciplinas dos cursos de Engenharia que tem como objetivos:

  • Desenvolver habilidades para o pensamento e abstração espacial;
  • Conhecer as técnicas do Desenho Geométrico e Descritivo necessárias para a futura leitura e interpretação do Desenho II, Desenho Técnico;
  • Utilizar-se dos conhecimentos adquiridos para solução de problemas com um grau de complexidade cada vez maior;
  • Desenvolver uma postura de eficiência, precisão, qualidade e senso de normalização;
  • Relacionar a representação espacial do Desenho com as demais disciplinas do curso.
  • Desenvolver a capacidade da aprendizagem dos quatro saberes preconizada pela UNESCO.
  • na apresentação técnica do desenho como linguagem universal das engenharias;
  • nos processos de fabricação e de controle da qualidade de produtos e serviços;
  • nos procedimento de utilização e manutenção de máquinas e de equipamentos.
  • na elaboração de plantas de construção e instalações em engenharia.

  Na segunda série dos cursos será visto o Desenho II, desenho técnico, objetivando o conhecimento do sistema de normalização necessário:

  Nos últimos anos, o ensino de Desenho tornou-se um grande desafio, pois foi vendida a idéia de que se aprendesse uma linguagem de desenho assistida por computador, já seria suficiente para o desenvolvimento das funções de um engenheiro. Esqueceu-se nesse episódio que o computador só executa uma atividade mediante o comando do seu operador, o engenheiro, sem a visão espacial, e se as competências acima citadas não forem bem desenvolvidas, não será um bom computador que nos fará um bom profissional em engenharia.

  O contato com o desenho assistido por computador é indispensável e necessário no contexto atual, logo na segunda série do curso será visto em Técnicas Computacionais o Desenho assistido por computador.

  A carência do conhecimento em leitura e interpretação do Desenho Técnico gera dependências no profissional em engenharia muito perigosas, inviabilizando inclusive a potencialidade de criação.

  O desafio é enorme, no entanto, o professor propiciará um ambiente que permita a você, estudante, a atingir todos os objetivos de maneira efetiva e eficiente. Em nossa jornada não pode-se negligenciar os quatro pilares da educação preconizado pela

  UNESCO:

   Aprender a conhecer

  Este pilar objetiva estimular o prazer de compreender, de conhecer e de descobrir. Os estudantes devem ser estimulados a encontrar prazer em descobrir e em construir o conhecimento. É preciso despertar a curiosidade e a autonomia dos alunos para que se tornem pessoas habilitadas a

   Aprender a fazer

  Os pilares

  • – aprender a conhecer e aprender a fazer – são interdependentes, no entanto, aprender a fazer está mais relacionado ao conceito de investimento nas competências pessoais, a fim de que todos tenham as habilidades necessárias para acompanhar as novas demandas do mercado de trabalho e possam acompanhar a evolução de sociedades marcadas pelo avanço do conhecimento.

   Aprender a conviver

  A construção cotidiana de uma cultura de paz depende da capacidade de aprender a viver e a conviver com pessoas e grupos diversos. E este é um dos maiores desafios da educação atual, já que a maior parte da história da humanidade é marcada por guerras e conflitos decorrentes da tradição de administrar conflitos por meio da violência. É preciso criar modelos educacionais capazes de estimular a convivência entre os diferentes grupos e ensiná-los a resolver suas diferenças de maneira pacífica.

   Aprender a ser

  Este pilar refere-se ao conceito de educação ao longo da vida em seu sentido mais amplo, visando ao desenvolvimento humano tanto no aspecto pessoal quanto no profissional. O principal é que as pessoas atinjam níveis de autonomia intelectual que lhes permitam formar seu próprio juízo de valor diante das mais variadas situações. Aprender a ser envolve realização pessoal e capacidade de desenvolver a força criativa e o potencial próprios.

  “Síntese extraída do livro Educação: um tesouro a descobrir; produzida a pedido da UNESCO pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI, coordenado por Jacques Delor Deve-se lembrar de que somos todos responsáveis pelo nosso sucesso.

  A capacidade de se comunicar eficientemente é uma habilidade essencial e critica para os engenheiros. Comunicamo-nos em equipes, por meio de apresentações orais, em documentos escritos e através dos Desenhos Técnicos de nossos projetos. Além disso, talvez tão importante quanto tudo mais, nos comunicamos quando extraímos idéias de nossa mente e as explicamos para os outros.

  O Desenho Técnico é uma forma essencial e indispensável na comunicação eficaz do projeto, pois além da comunicação com o cliente sobre o projeto, uma equipe de projeto também deve se comunicar, mesmo que apenas indiretamente ou através do cliente, com o criador ou fabricante do artefato projetado, essa comunicação deve ser a mais precisa possível uma vez que o construtor ou o fabricante pode nunca encontrar a equipe o criou. Geralmente, as únicas instruções que o fabricante vê são aquelas representações ou descrições do objeto projetado incluídas no relatório final do projeto. Isso significa que essas representações e descrições devem ser completas, inequívocas, claras e prontamente entendidas.

  A visualização da importância da disciplina Desenho I passa pelo reconhecimento da profissão de Engenheiro e de suas responsabilidades.

  O ENGENHEIRO “Profissional que aplica as teorias e os princípios da ciência e da matemática para

pesquisar e desenvolver soluções econômicas a problemas técnicos, ligando as necessidades

  A visão profissional do engenheiro pode ser feita segundo uma abordagem baseada em projeto. Segundo Herb Simon, projetar é imaginar e especificar coisas que não existem, normalmente com o objetivo de trazê-los ao mundo. As

  “coisas” podem ser tangíveis, máquinas, prédios e pontes, podem ser procedimentos, um plano de marketing, um novo processo de fabricação ou uma forma de resolver um problema de pesquisa cientifica por meio de experimentação, ou podem ser trabalhos artísticos, pintura, música ou escultura. Praticamente toda atividade profissional tem um amplo componente de projeto, embora normalmente combinado com as tarefas de trazer as coisas projetadas para o mundo real. (Dym, C. L.; Little, P. 2010.)

  O Projeto de Engenharia é um processo pensado para gerar estruturas, sistemas ou processos que atinjam os objetivos determinados, enquanto respeitam as restrições especificas. Um modelo de projeto pode ser descrito conforme fig. 01.

  Definição (ou enquadramento) do problema

  1. Esclarecer objetivos Declaração de Problema do cliente

  2. Estabelecer métricas para os objetivos

  3. Identificar restrições

  4. Revisar a declaração de problema do cliente Projeto Conceitual

  5. Estabelecer funções

  6. Estabelecer requisitos (especificação de função)

  7. Estabelecer meios para as funções

  8. Gerar alternativas de projeto

  9. Refinar e aplicar métricas nas alternativas de projeto

  10. Escolher um projeto Projeto preliminar

  11. Modelar e analisar o projeto escolhido

  12. Testar e avaliar o projeto escolhido Projeto detalhado

  13. Refinar e otimizar o projeto escolhido

  14. Designar e corrigir os detalhes do projeto Documentação do projeto final Comunicação do projeto (relatórios, desenhos,

  15. Documentar o projeto final especificações de fabricação)

Fonte: (Dym, C. L.; Little, P. 2010.) A profissão de Engenheiro no Brasil é regida pelo Sistema CONFEA/CREA e cada uma das categorias têm suas atribuições e competências distintas, conforme se segue:

  1.1 Construção Civil

   Topografia, Batimetria e Georreferenciamento;  Infraestrutura Territorial e Atividades multidisciplinares referentes à Planejamento Urbano e

  Regional no âmbito da Engenharia Civil;  Sistemas, Métodos e Processos da Construção Civil;  Tecnologia da Construção Civil;  Industrialização da Construção Civil;  Edificações;  Impermeabilização e Isotermia;  Terraplenagem, Compactação e Pavimentação;  Estradas, Rodovias, Pistas e Pátios;  Terminais Aeroportuários e Heliportos;  Tecnologia dos Materiais de Construção Civil;  Resistência dos Materiais;  Patologia e Recuperação das Construções;  Instalações, Equipamentos, Componentes e Dispositivos Hidro-Sanitários, de Gás, de

  Prevenção e Combate a Incêndio;  Instalações Elétricas em Baixa Tensão e Tubulações Telefônicas;  Lógicas para fins residenciais e comerciais de pequeno porte.

  1.2 Sistemas Estruturais.

   Estabilidade das Estruturas;  Estruturas de Concreto, Metálicas, de Madeira e Outros Materiais;  Pontes e Grandes Estruturas;  Barragens;  Estruturas Especiais;  Pré-moldados.

  1.3 Geotecnia

   Sistemas, Métodos e Processos da Geotecnia e da Mecânica dos Solos e das Rochas;  Sondagem, Fundações, Obras de Terra e Contenções, Túneis, Poços e Taludes.

  1.4 Transportes

   Infra-estrutura Viária;  Rodovias, Ferrovias, Metrovias, Aerovias, Hidrovias  Terminais Modais e Multimodais;  Sistemas e Métodos Viários;

   Técnica e Economia dos Transportes;  Trânsito, Sinalização e Logística.

  1.5 Hidrotecnia

   Hidráulica e Hidrologia Aplicadas;  Sistemas, Métodos e Processos de Aproveitamento Múltiplo de Recursos Hídricos;  Regularização de Vazões e Controle de Enchentes;  Obras Hidráulicas Fluviais e Marítimas;  Captação e Adução de Água para Abastecimento Doméstico e Industrial;  Barragens e Diques;  Sistemas de Drenagem e Irrigação;  Vias Navegáveis, Portos, Rios e Canais.

  

2. CAMPO DE ATUAđấO PROFISSIONAL NO ÂMBITO DA ENGENHARIA

AMBIENTAL

  2.1 Recursos Naturais

   Sistemas, Métodos e Processos de Aproveitamento, Proteção, Monitoramento, Manejo, Gestão,

   Ordenamento, Desenvolvimento e Preservação de Recursos Naturais;  Recuperação de Áreas Degradadas, Remediação e Biorremediação de Solos Degradados e

  Águas  Contaminadas e Prevenção e Recuperação de Processos Erosivos.

  2.2 Recursos Energéticos

   Fontes Tradicionais, Alternativas e Renováveis de Energia Relacionadas com a Engenharia Ambiental;  Sistemas e Métodos de Conversão, Conservação de Energia e Impactos Energéticos

  Ambientais;  Eficientização Ambiental de Sistemas Energéticos Vinculados aos Campos de Atuação da Engenharia.

  2.3 Gestão Ambiental

   Planejamento Ambiental em Áreas Urbanas e Rurais;  Prevenção de Desastres Ambientais;  Administração, Gestão e Ordenamento Ambientais;  Licenciamento Ambiental;  Adequação Ambiental de Empresas;  Monitoramento Ambiental;  Avaliação de Impactos Ambientais e Ações Mitigadoras;  Controle de Poluição Ambiental;

  3.1 Eletricidade Aplicada e Equipamentos Eletroeletrônicos

   Sistemas, Métodos e Processos da Eletrotécnica e da Eletrônica;  Eletromagnetismo;  Circuitos e Redes;  Tecnologia dos Materiais Elétricos, Eletrônicos, Magnéticos e Ópticos;  Fontes e Conversão de Energia;  Máquinas Elétricas;  Instalações, Equipamentos, Componentes, Dispositivos Mecânicos, Elétricos, Eletrônicos,

  Eletroeletrônicos,  Magnéticos e Ópticos, da Engenharia e da Indústria Eletroeletrônicas;  Sistemas de Medição Elétrica e Eletrônica;  Instrumentação e Controle Elétricos e Eletrônicos;  Avaliação, Monitoramento e Mitigação de Impactos Ambientais Energéticos e Causados por Equipamentos Eletro-Eletrônicos.

  3.2 Eletrotécnica

   Geração, Transmissão, Distribuição e Utilização de Energia Elétrica;  Potencial Energético de Bacias Hidrográficas;  Sistemas Elétricos em Geral;  Instalações Elétricas em Baixa Tensão;  Instalações Elétricas em Alta Tensão;  Eficientização de Sistemas Energéticos;  Conservação de Energia;  Fontes Alternativas e Renováveis de Energia;  Auditorias, Gestão e Diagnósticos Energéticos;  Engenharia de Iluminação;  Sistemas, Instalações e Equipamentos Preventivos contra Descargas Atmosféricas.

  3.3 Eletrônica e Comunicação

   Sistemas, Instalações e Equipamentos Eletrônicos em geral e de Eletrônica Analógica, Digital e de Potência, em particular;

   Sistemas, Instalações e Equipamentos de Som e Vídeo;  Sistemas, Instalações e Equipamentos Telefônicos, de Redes Lógicas, de Cabeamento Estruturado e de Fibras Ópticas;  Sistemas, Instalações e Equipamentos de Controle de Acesso e de Segurança Patrimonial em geral, e de Detecção e Alarme de Incêndio, em particular;

  

4. CAMPO DE ATUAđấO PROFISSIONAL NO ÂMBITO DA ENGENHARIA DE

CONTROLE E AUTOMAđấO

  4.1 Controle e Automação

   Sistemas Discretos e Contínuos, Métodos e Processos Eletroeletrônicos e Eletromecânicos de Controle e Automação;

   Controle Lógico-Programável, Automação de Equipamentos, Processos, Unidades e Sistemas de Produção;  Administração, Integração e Avaliação de Sistemas de Fabricação;  Instalações, Equipamentos, Componentes e Dispositivos Mecânicos, Elétricos, Eletrônicos,

  Magnéticos e Ópticos nos Campos de Atuação da Engenharia;  Robótica.

  4.2 Informática Industrial

   Sistemas de Manufatura;  Automação da Manufatura;  Projeto e Fabricação Assistidos por Computador;  Integração do Processo de Projeto e Manufatura;  Redes e Protocolos de Comunicação Industrial;  Sistemas de Controle Automático de Equipamentos;  Comando Numérico e Máquinas e Produtos de Operação Autônoma;  Ferramentas e Métodos Apoiados em Inteligência Artificial.

  4.3 Engenharia de Sistemas e de Produtos

   Sistemas, Métodos e Processos Computacionais para Planejamento, Dimensionamento e Verificação para o Desenvolvimento de Produtos de Controle e Automação;

   Ciclo de Vida de Produtos;  Sistemas, Processos e Produtos Complexos;  Micro-eletromecânica e Nano-eletro-mecânica.

  5.1 Mecânica Aplicada

   Sistemas Mecânicos;  Sistemas Estruturais Metálicos e de Outros Materiais;  Sistemas, Métodos e Processos de Produção, Transmissão, Distribuição, Utilização e

  Conservação de Energia Mecânica;  Máquinas em Geral.

  5.2 Termodinâmica Aplicada

   Sistemas Térmicos;  Sistemas, Métodos e Processos de Produção, Armazenamento, Transmissão, Distribuição e

  Utilização de Energia Térmica;

   Motores Térmicos;  Refrigeração.  Condicionamento de Ar e Conforto Ambiental.

  5.3 Fenômenos de Transporte

   Sistemas Fluidodinâmicos;  Sistemas, Métodos e Processos de Armazenamento, Transmissão, Distribuição e Utilização de Fluidos em geral;  Pneumática e Hidrotécnica;  Fontes e Conversão de Energia;  Operações Unitárias;  Máquinas de Fluxo;  Instalações, Equipamentos, Componentes, Dispositivos Mecânicos, Elétricos, Eletrônicos,  Magnéticos e Ópticos da Engenharia Mecânica.

  5.4 Tecnologia Mecânica

   Tecnologia dos Materiais de Construção Mecânica. Metrologia;  Métodos e Processos de Usinagem e Conformação;  Engenharia do Produto;  Mecânica Fina e Nanotecnologia;  Veículos Automotivos;  Material Rodante;  Transportadores e Elevadores;  Estratégias de Controle e Automação dos Processos Mecânicos em geral;  Instalações, Equipamentos, Componentes e Dispositivos Mecânicos, Eletromecânicos, Magnéticos e Ópticos da Engenharia Mecânica.

  6.1 Sistemas Aeronáuticos e Espaciais

   Sistemas Mecânicos, Sistemas Estruturais Metálicos e de Outros Materiais, Sistemas Térmicos e Fluidodinâmicos e Sistemas Eletroeletrônicos, referentes a Aeronaves, Plataformas, Veículos de Lançamento e Espaçonaves;  Tecnologia dos Materiais de Construção Aeronáutica e Espacial.

  6.2 Tecnologia Aeroespacial

   Aerodinâmica das Aeronaves, Veículos de Lançamento e Espaçonaves;  Instalações, Equipamentos, Componentes, Dispositivos Mecânicos, Elétricos, Eletrônicos,  Magnéticos e Ópticos referentes a Aeronaves, Plataformas e Veículos de Lançamento, e  Espaçonaves;  Aviônica;

  6.3 Infraestrutura Aeroportuária e Industrial

   Instalações, Equipamentos, Componentes, Dispositivos Mecânicos, Elétricos, Eletrônicos, Magnéticos e Ópticos referentes à Infraestrutura Aeronáutica, Espacial e à Indústria Aeronáutica e Espacial.

  6.4 Aeronavegabilidade

   Operações de Vôo, Tráfego e Serviços de Transporte Aéreo, Controle de Aeronaves e  Comunicação;  Inspeção de Instalações da Aviação Civil;  Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos;  Monitoramento da Dinâmica Atmosférica na Aeronavegabilidade.

  

7. CAMPO DE ATUAđấO PROFISSIONAL NO ÂMBITO DA ENGENHARIA DE

PRODUđấO

  7.1 Engenharia dos Processos Físicos de Produção

   Gestão de Sistemas de Produção;  Processos de Fabricação e Construção;  Planejamento e Controle da Produção e do Produto Industrial;  Logística da Cadeia de Suprimentos;  Organização e Disposição de Máquinas e Equipamentos em Instalações Industriais;  Procedimentos, Métodos e Seqüências de Fabricação e Construção nas Instalações

  Industriais; Sistemas de Manutenção  Sistemas de Gestão de Recursos Naturais.

  7.2 Engenharia da Qualidade

   Controle Estatístico e Metrológico de Produtos e Processos de Fabricação e Construção;  Normalização e Certificação da Qualidade;  Confiabilidade de Produtos e Processos de Fabricação e Construção.

  7.3 Ergonomia

   Ergonomia do Produto e do Processo;  Biomecânica Ocupacional;  Psicologia e Organização do Trabalho;  Análise e Prevenção de Riscos de Acidentes.

  7.4 Pesquisa Operacional

   Modelagem, Análise e Simulação de Sistemas no âmbito dos Campos de Atuação da Engenharia, em geral;

   Processos Estocásticos;  Processos Decisórios;  Análise de Demandas por Bens e Serviços.

  7.5 Engenharia Organizacional

   Métodos de Desenvolvimento e Otimização de Produtos;  Gestão da Tecnologia, da Inovação Tecnológica, da Informação de Produção e do Conhecimento.

   Planejamento Estratégico e Operacional;  Estratégias de Produção;  Organização Industrial;  Avaliação de Mercado;  Estratégia de Mercado;  Redes de Empresas e Cadeia Produtiva.

   Gestão de Projetos.

  7.6 Engenharia Econômica

   Gestão Financeira de Projetos e Empreendimentos;  Gestão de Custos;  Gestão de Investimentos;  Análise de Risco em Projetos e Empreendimentos;  Propriedade Industrial.

  

8. Ainda, segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção, ABEPRO, são

consideradas subáreas de conhecimento tipicamente afetas à Engenharia de Produção as seguintes:

  8.1. ENGENHARIA DE OPERAđỏES E PROCESSOS DA PRODUđấO

  Refere-se aos projetos, operação e melhorias dos sistemas que criam e entregam os produtos e serviços primários da empresa.

  8.1.1. Gestão de Sistemas de Produção e Operações

  8.1.2. Planejamento, Programação e Controle da Produção

  8.1.3. Gestão da Manutenção

  8.1.4. Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais: organização industrial, layout/arranjo físico

  8.1.5. Processos Produtivos Discretos e Contínuos: procedimentos, métodos e seqüências

  8.1.6. Engenharia de Métodos

  8.2. LOGÍSTICA

  Refere-se às técnicas apropriadas para o tratamento das principais questões envolvendo o transporte, a movimentação, o estoque e o armazenamento de insumos e produtos, visando a redução de custos, a garantia da disponibilidade do produto, bem como o atendimento dos níveis de exigências dos clientes.

  8.2.1. Gestão da Cadeia de Suprimentos

  8.2.2. Gestão de Estoques

  8.2.3. Projeto e Análise de Sistemas Logísticos

  8.2.4. Logística Empresarial

  8.3. PESQUISA OPERACIONAL

  Refere-se à resolução de problemas reais envolvendo situações de tomada de decisão, através de modelos matemáticos habitualmente processados computacionalmente. Esta subárea aplica conceitos e métodos de outras disciplinas científicas na concepção, no planejamento ou na operação de sistemas para atingir seus objetivos. Procura, assim, introduzir elementos de objetividade e racionalidade nos processos de tomada de decisão, sem descuidar dos elementos subjetivos e de enquadramento organizacional que caracterizam os problemas.

  8.3.1. Modelagem, Simulação e Otimização

  8.3.2. Programação Matemática

  8.3.3. Processos Decisórios

  8.3.4. Processos Estocásticos

  8.3.5. Teoria dos Jogos

  8.3.6. Análise de Demanda

  8.3.7. Inteligência Computacional

  8.4. ENGENHARIA DA QUALIDADE

  Área da engenharia de produção responsável pelo planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade que considere o gerenciamento por processos, a abordagem factual para a tomada de decisão e a utilização de ferramentas da qualidade.

  8.4.1. Gestão de Sistemas da Qualidade

  8.4.2. Planejamento e Controle da Qualidade

  8.4.3. Normalização, Auditoria e Certificação para a Qualidade

  8.4.4. Organização Metrológica da Qualidade

  8.4.5. Confiabilidade de Processos e Produtos Documento

  8.5. ENGENHARIA DO PRODUTO

  Esta área refere-se ao conjunto de ferramentas e processos de projeto, planejamento, organização, decisão e execução envolvidas nas atividades estratégicas e operacionais de desenvolvimento de novos produtos, compreendendo desde a fase de geração de idéias até o lançamento do produto e sua retirada do mercado com a participação das diversas áreas funcionais da empresa.

  8.5.1. Gestão do Desenvolvimento de Produto

  8.5.2. Processo de Desenvolvimento do Produto

  8.5.3. Planejamento e Projeto do Produto

  8.6. ENGENHARIA ORGANIZACIONAL

  Refere-se ao conjunto de conhecimentos relacionados com a gestão das organizações, englobando em seus tópicos o planejamento estratégico e operacional, as estratégias de produção, a gestão empreendedora, a propriedade intelectual, a avaliação de desempenho organizacional, os sistemas de informação e sua gestão, e os arranjos produtivos.

  8.6.1. Gestão Estratégica e Organizacional

  8.6.2. Gestão de Projetos

  8.6.3. Gestão do Desempenho Organizacional

  8.6.4. Gestão da Informação

  8.6.5. Redes de Empresas

  8.6.7. Gestão da Tecnologia

  8.6.8. Gestão do Conhecimento

  8.7. ENGENHARIA ECONÔMICA

  Esta área envolve a formulação, estimação e avaliação de resultados econômicos para avaliar alternativas para a tomada de decisão, consistindo em um conjunto de técnicas matemáticas que simplificam a comparação econômica.

  8.7.1. Gestão Econômica

  8.7.2. Gestão de Custos

  8.7.3. Gestão de Investimentos

  8.7.4. Gestão de Riscos

  8.8. ENGENHARIA DO TRABALHO

  É a área da Engenharia de Produção que se ocupa com o projeto, aperfeiçoamento, implantação e avaliação de tarefas, sistemas de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para fazê-los compatíveis com as necessidades, habilidades e capacidades das pessoas visando a melhor qualidade e produtividade, preservando a saúde e integridade física. Seus conhecimentos são usados na compreensão das interações entre os humanos e outros elementos de um sistema. Pode-se também afirmar que esta área trata da tecnologia da interface máquina

  • – ambiente – homem – organização.

  8.8.1. Projeto e Organização do Trabalho

  8.8.2. Ergonomia

  8.8.3. Sistemas de Gestão de Higiene e Segurança do Trabalho

  8.8.4. Gestão de Riscos de Acidentes do Trabalho

  8.9. ENGENHARIA DA SUSTESTABILIDADE

  Refere-se ao planejamento da utilização eficiente dos recursos naturais nos sistemas produtivos diversos, da destinação e tratamento dos resíduos e efluentes destes sistemas, bem como da implantação de sistema de gestão ambiental e responsabilidade social.

  8.9.1. Gestão Ambiental

  8.9.2. Sistemas de Gestão Ambiental e Certificação

  8.9.3. Gestão de Recursos Naturais e Energéticos

  8.9.4. Gestão de Efluentes e Resíduos Industriais

  8.9.5. Produção mais Limpa e Ecoeficiência

  8.9.6. Responsabilidade Social

  8.9.8. Desenvolvimento Sustentável

  8.10. EDUCAđấO EM ENGENHARIA DE PRODUđấO

  Refere-se ao universo de inserção da educação superior em engenharia (graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão) e suas áreas afins, a partir de uma abordagem sistêmica englobando a gestão dos sistemas educacionais em todos os seus aspectos: a formação de pessoas (corpo docente e técnico administrativo); a organização didática pedagógica, especialmente o projeto pedagógico de curso; as metodologias e os meios de ensino/aprendizagem. Pode-se considerar, pelas características encerradas nesta especialidade como uma “Engenharia Pedagógica”, que busca consolidar estas questões, assim como, visa apresentar como resultados concretos das atividades desenvolvidas, que o professor já se envolve intensamente sem encontrar estrutura adequada para o aprofundamento de suas reflexões e investigações.

  8.10.1. Estudo da Formação do Engenheiro de Produção

  8.10.2. Estudo do Desenvolvimento e Aplicação da Pesquisa e da Extensão em Engenharia de Produção

  8.10.3. Estudo da Ética e da Prática Profissional em Engenharia de Produção

  8.10.4. Práticas Pedagógicas e Avaliação de Processo de Ensino-Aprendizagem em Engenharia de Produção

  O engenheiro em sua atuação profissional terá segundo o CREA as seguintes responsabilidades:

   Administrativa

  Resulta das restrições impostas pelos órgãos públicos, através do Código de Obras, Código de Água e Esgoto, Normas Técnicas, Regulamento Profissional, Plano Diretor e outros. Essas normas legais impõem condições e criam responsabilidades ao profissional, cabendo a ele, portanto, o cumprimento das leis específicas à sua atividade, sob pena inclusive, de suspensão do exercício profissional.

   Civil

  Decorre da obrigação de reparar e/ou indenizar por eventuais danos causados. O profissional que, no exercício de sua atividade, lesa alguém tem a obrigação legal de cobrir os prejuízos. A responsabilidade civil divide-se em: 1 - Responsabilidade contratual: pelo contrato firmado entre as partes para a execução de um determinado trabalho, sendo fixados os direitos e obrigações de cada uma. 2 - Responsabilidade pela solidez e segurança da construção: pelo Código Civil Brasileiro, o profissional responde pela solidez e segurança da obra durante cinco anos; é importante pois, que a data do término da obra seja documentada de forma oficial. Se, entretanto, a obra apresentar problemas de solidez e segurança e, através de perícias, ficar constatado erro do profissional, este será responsabilizado, independente do prazo transcorrido, conforme jurisprudência existente. 3 - Responsabilidade pelos materiais: a escolha dos materiais a serem empregados na obra ou serviço é da competência exclusiva do profissional. Logo, por medida de precaução, tornou-se habitual fazer a especificação desses materiais através do "Memorial Descritivo", determinando tipo, marca e peculiaridade outras, dentro dos critérios exigíveis de segurança. Quando o material não estiver de acordo, com a especificação, ou dentro dos critérios de segurança, o profissional deve rejeitá-lo, sob pena de responder por qualquer dano futuro. 4 - Responsabilidade por danos a terceiros: é muito comum na construção civil a constatação de outros. Os danos resultantes desses incidentes devem ser reparados, pois cabe ao profissional tomar todas as providências necessárias para que seja preservada a segurança, a saúde e o sossego de terceiros. Cumpre destacar que os prejuízos causados são de responsabilidade do profissional e do proprietário, solidariamente, podendo o lesado acionar tanto um como o outro. A responsabilidade estende-se, também, solidariamente, ao sub-empreiteiro, naquilo em que for autor ou co-autor da lesão.

   Ética Resulta de faltas éticas que contrariam a conduta moral na execução da atividade profissional.

  Em nível do CONFEA/CREAs, essas faltas estão previstas na legislação e no Código de Ética Profissional, estabelecido na do CONFEA. Uma infração à ética coloca o profissional sob julgamento, sujeitando-o a penalidades. Recomenda-se a todo profissional da área tecnológica a observância rigorosa às determinações do Código de Ética.

   Objetiva

  Estabelecida pelo Código de Defesa do Consumidor - Artigos 12º e 14º Resultante das relações de consumo, envolvendo o fornecedor de produtos e de serviços

  (pessoa física e jurídica) e o consumidor, assegura direitos consagrados pela Lei nº 8.078 , que dispõe sobre a Proteção ao Consumidor. O Código responde a uma antiga aspiração da sociedade, visando a garantia de proteção físico-psíquica ao consumidor, incluindo proteção à vida, ao meio ambiente e a proteção no aspecto econômico, detalhando quais são esses direitos e a forma como pretende viabilizar essa proteção. A responsabilidade profissional está, mais do que nunca, estabelecida através do Código de Defesa e Proteção ao Consumidor, pois coloca em questão a efetiva participação preventiva e consciente dos profissionais.

  Portanto, é fundamental que o profissional esteja atento à obrigatoriedade de observância às Normas Técnicas e à execução de orçamento prévio de projeto

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