Desenho Técnico Elétrico e Eletrônico

Desenho Técnico Elétrico e Eletrônico

Prof. Carlos Antonio Vieira

2013
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Desenho Técnico Elétrico e Eletrônico
01 – Introdução
Os principais tipos de desenhos elétricos são:
Unifilar → É um desenho que mostra a parte de força, ou seja, a parte de potência de
um sistema elétrico, com todas as ligações e equipamentos através de um único fio, sabendose que os outros são análogos. Desta forma, o diagrama se apresenta mais simples, sendo
ideal para se entender a filosofia do conjunto, do sistema como um todo, não se prestando
para manutenção, pois não mostra todas as ligações com detalhes de bornes.
Trifilar (Bifilar, Multifilar) → Também é um desenho que mostra a parte de força,
porém com todos os fios existentes, (no caso um sistema trifásico), com todos os seus
equipamentos e bornes de ligação. É um desenho muito carregado, não sendo fácil a
visualização do todo, porém excelente para manutenção por mostrar todas as ligações
detalhadas.
Funcional → É um desenho que mostra a parte de comando, controle e proteção.
Indica as formas de se operar o sistema, bem como as grandezas que estão sendo controladas,
e as proteções existentes. É o desenho que mostra todas as possibilidades e limitações de
comando, controle e proteção do sistema.
Cablagem → São os desenhos que mostram as interfaces, as fiações existentes entre
os vários equipamentos de um sistema.
Físicos → São aqueles que mostram os arranjos em salas de equipamentos, mostram
as vistas frontais dos quadros, as furações necessárias para se montar os painéis, etc.
A Norma NBR 5444 estabelece os símbolos gráficos referentes às instalações elétricas
prediais.
A planta de instalações deve ser executada sobre um desenho, levando em
consideração as recomendações da NBR 5984. Esse desenho deve conter os detalhes de
arquitetura e estrutura para compatibilização com o projeto elétrico. Basicamente deve ser
usada uma matriz para a instalação de cada um dos seguintes sistemas:
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a) luz e força; que dependendo da complexidade, podem ser divididos em dois
sistemas distintos: teto e piso;
b) telefone: interno e externo;
c) sinalização, som, detecção, segurança, supervisão e controle e outros sistemas.
Em cada matriz devem ser localizados os aparelhos e seus dutos de distribuição, com
todos os dados e dimensões para perfeito esclarecimento do projeto. Sendo necessário devem
ser feitos detalhes, de maneira que não fique dúvida quanto à instalação a ser executada.
Eletrodutos de circuitos com importância, tensão e polaridade diferentes podem ser
destacados por meio de diferentes espessuras dos traços. Os diâmetros dos eletrodutos bem
como todas as dimensões devem ser dados em milímetros.
Aparelhos com potência ou importância diferentes podem ser destacados por símbolos
de tamanhos diferentes.
A seguir apresentam-se as tabelas da simbologia do sistema unifilar para instalações elétricas
prediais ABNT - NBR5444.

O uso dos símbolos gráficos em desenhos de esquemas elétricos serve para
representar os componentes, os equipamentos, as relações entre estes e os efeitos físicos que
integram o funcionamento completo ou parcial dos mesmos.
Os símbolos gráficos de circuitos elétricos são usados geralmente em projetos de
instalações prediais, industriais e em qualquer aplicação elétrica que precise de uma
esquematização através de gráficos.

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02 - SIMBOLOGIA E CONVENÇÕES DE CIRCUITOS ELÉTRICOS

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9

A Tabela I mostra as potências médias típicas de aparelhos eletrodomésticos e de
aquecimento.
Tabela I – Potências médias típicas de aparelhos eletrodomésticos e de aquecimento

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03

Sistemas de Instalações Elétricas, exemplos.

a.3)

Instalações da rede elétrica publica até a residencial

A Figura 1 ilustra as alturas mínimas do ramal de ligação ao solo para as instalações
da rede elétrica publica até a residencial, onde tem-se:
* Local de passagem de veículos pesados:
A-B
Ramal de ligação;
B-C
Ramal de Entrada;
A-C
Entrada de Serviço;
C-D
Ramal interno – Saída aérea
Valores das alturas mínimas conforme NBR 5434

Figura 1 – Alturas mínimas do ramal de ligação ao solo
b.3) Ligações Elétricas de Interruptores e Tomadas
As Figuras 2 e 3 mostram os Esquemas de Ligações Elétricas de Interruptores e
Tomadas

Figura 2 – Ilustração do Esquema de Ligações Elétricas de Interruptores
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Figura 3 – Esquema de Ligações Elétricas de Tomada e Interruptor na mesma caixa
A Figura 4 mostra a ligação de interruptor que permite comandar uma lâmpada (ou
conjunto de lâmpadas) de 2 (dois) locais diferentes, (“Three Way”).

Figura 4 - Ligação de interruptor Three Way
O esquema CORRETO de ligação do conjunto deverá ser feito como:
1)

O Condutor Neutro é ligado em um ponto no Receptáculo da luminária;

2)

O Condutor Fase deverá ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no pino central.
Dos outros dois pinos deste Interruptor, deverão sair 2 condutores de Retorno, até o
outro Interruptor Paralelo;

3)

Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sairá outro condutor de retorno,
que deverá ser ligado no outro pólo do receptáculo da luminária,ccompletando assim,
o circuito elétrico.
A Figura 5 ilustra esquematicamente a ligação de interruptor Three Way

Figura 5 - Ilustração esquematicamente a ligação de interruptor Three Way
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Ligação de Interruptor Intermediário (“Four Way”)
Quando se deseja comandar uma lâmpada ou um conjunto de lâmpadas de mais de
dois locais diferentes, usa-se o interruptor Intermediário (“Four Way”) colocado/instalado
entre dois interruptores Paralelo (“Three Way”).
Podem ser instalados tantos interruptores Intermediários (“Four Way”) quantos forem
necessários os pontos de comando, no mesmo circuito.
O esquema mostrado na figura 6, mostra uma ligação de uma lâmpada comandada de
3 locais diferentes, com a utilização de 1 interruptor Intermediário (“Four Way”) e 2
interruptores Paralelo (“Three Way”).

Figura 6 - Ligação de Interruptor Intermediário, Four Way.
A ligação de Interruptor Intermediário, Four Way é feita conforme:
1)

O Condutor Neutro é ligado em um ponto no Receptáculo da luminária;

2)

O Condutor Fase deverá ser ligado em um dos Interruptores Paralelos, no pino central.
Dos outros dois pinos deste Interruptor, deverão sair 2 condutores de Retorno, indo
até aos dois pinos do mesmo lado do Interruptor Intermediário;

3)

Dos outros dois pinos do Interruptor Intermediário, sairão 2 condutores de Retorno,
que deverão ser ligados no segundo Interruptor Paralelo;

4)

Do pino central deste segundo Interruptor Paralelo, sairá outro condutor de Retorno,
que deverá ser ligado no outro polo do Receptáculo da luminária, completando assim,
o circuito elétrico.
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c.3)

Aterramento Elétrico

Aterramento Elétrico é a ligação intencional de um componente através de um meio
condutor com a Terra. Por exemplo: ligar a carcaça de um chuveiro elétrico, através de um
condutor, com a Terra.
Todo equipamento elétrico deve, por razões de segurança, ter o seu corpo (parte
metálica) aterrado.
Também os componentes metálicos das instalações elétricas, tais como, os Quadros
de Distribuição de Circuitos – QDC, os eletrodutos metálicos, caixas de derivação entre
outros, devem ser corretamente aterradas.
Quando há um defeito na parte elétrica de um equipamento que está corretamente
aterrado, a corrente elétrica escoa para o solo (Terra). Alguns tipos de solos são melhores
condutores de corrente elétrica, pois têm uma menor Resistividade Elétrica. A Resistividade é
em função do tipo de solo, umidade e temperatura.
Os Aterramentos Elétricos podem ser:
a)

Aterramento por razões funcionais: o Aterramento é necessário para que o
equipamento elétrico funcione corretamente;

b)

Aterramento do equipamento por razões de proteção e segurança: neste caso, o
Aterramento protege as pessoas e/ou animais domésticos contra os choques
elétricos.

A Figura 07 mostra um aterramento padrão.

Figura 07 – Ilustração de uma instalação de aterramento
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d.3)

Esquemas de Aterramento
A Norma NBR 5410/97 determina os esquemas de aterramento, para efeito de

proteção que são classificados em: TN, TT e IT.
O sistema TN tem um ponto diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a
este ponto através de condutores de proteção. De acordo com a disposição dos
condutores, Neutro e de Proteção, este sistema se subdivide em:
-

TN-S onde o condutor Neutro (N) e o de Proteção (condutor PE) são distintos:

-

TN-C no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um
único condutor (condutor PEN o qual deve ser seccionado).

-

TN-C-S quando somente em parte do sistema as funções de Neutro e Proteção
são combinadas em um só condutor, mostrados na figura 08.

Figura 08 – Ilustração dos tipos de aterramentos

Os Sistemas de aterramento podem ser ainda do tipo TT e IT,
O sistema TT tem um ponto diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a eletrodos
de aterramento, eletricamente independentes do eletrodo de aterramento da alimentação,
O sistema IT não tem nenhum ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as
massas aterradas, ilustrados na figura 09.

Figura 09 – Aterramento TT e IT.
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e.3) Esquemas de Ligação de Reatores Eletromagnéticos – Modelo Europeu

Figura 10 - Esquemas de Ligação de Reatores Eletromagnéticos – Modelo Europeu

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Quadro I – Instalações de reatores para lâmpadas

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f3) Representação de Esquema Multifilar e Unifilar do comando de uma
lâmpada incandescente, figura 11.

Figura 11 - Representação de Esquema Multifilar e Unifilar do comando de uma
lâmpada incandescente.
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Interpretação de um esquema unifilar, figura 14, a partir das representações em
perspectiva cônica, figura 12 e desenho de instalação em eletroduto figura 14.

Figura 12 - Perspectiva Cônica com os componentes a serem instalados.

Figura 13 - Representação da instalação em Eletroduto
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Figura 14 - Esquema unifilar

g3) Dispositivos de Proteção e de Segurança
O disjuntor deve possuir dois elementos de acionamento ou disparo com
características distintas para cada tipo de falha.
a) Disparador térmico contra sobrecargas - consiste em uma lâmina bimetálica
(dois metais de coeficientes de dilatação diferentes), que ao ser percorrido por uma corrente
acima de sua calibragem, aquece e entorta, acionando o acelerador de disparo que desliga o
disjuntor.
b) Disparador magnético contra curtos-circuitos - é formado por uma bobina
(tubular ou espiralada) intercalada ao circuito, que ao ser percorrida por uma corrente de
curto-circuito, cria um campo magnético que atrai a armadura, desligando instantaneamente o
disjuntor.
A combinação desses dois disparadores protege o circuito elétrico contra correntes de
alta intensidade e de curta duração, que são as correntes de curto-circuito (disparador
magnético) e contra as correntes de sobrecarga (disparador térmico), conforme ilustra a figura
15.
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Figura 15 – Representações esquemáticas dos disjuntores.

f.3)

Quadros de Distribuição e Proteção

Esta padronização estabelece as características elétricas e mecânicas dos quadros de
distribuição e proteção - QDP, aplicáveis em proteção de redes de distribuição secundárias
subterrâneas das Concessionárias de energia CPFL - Paulista e CPFL – Piratininga, as figuras
16 a 20, ilustram o QDP.

Figura 16 - Quadro de Distribuição e Proteção

Figura 17 - Quadro de Distribuição e Proteção Interna
22

Figura 18 - Q D P - Placa de Identificação

Figura 19 – Fecho do Q D P
23

Figura 20 - Placa de Advertência Externa
A figura 21 e 22 mostram tipos de quadros de distribuição

Figura 21 – Quadro de distribuição Monofásico
24

Figura 22 – Quadro de distribuição Bifásico
A Figura 23, 24 e 25 mostram os desenhos de diagramas elétricos prediais com a
distribuição de cargas com respectivas tomadas e interruptores nas dependências de uma
residência.

25

Figura 23- Desenho de diagrama elétrico predial

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Figura 24- Desenho de diagrama elétrico predial pavimento térreo
27

Figura 25- Desenho de diagrama elétrico predial pavimento superior
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04 - SIMBOLOGIA DE ELETRÔNICA
As tabelas a seguir mostram exemplos de símbolos utilizados em desenhos técnicos
relacionados a diagramas de circuitos eletroeletrônicos ou na esquematização de projetos de
circuitos eletrônicos. Os símbolos gráficos são estabelecidos pelas normas da ABNT.

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05 - DIAGRAMAS TRIFILARES E FUNCIONAIS
A seguir são apresentados os diagramas trifilares e funcionais para as várias maneiras
de se ligar os motores com identificação segundo Norma ANSI (American National
Standards Institute).
5.1 - Ligação Básica de um Motor
A Figura 26, nas colunas 0, 2 e 5, apresenta-se o diagrama trifilar da ligação de um motor
elétrico trifásico, alimentado em 220V. Primeiro a corrente elétrica passa pelos fusíveis,
depois pelo contator e finalmente pelo relé térmico antes de chegar ao motor. Na derivação
temos a medição da tensão entre as três fases através de uma chave de transferência
voltimétrica (9), e a medição de corrente da fase V (10).
Tendo como tensão de comando 220VCA através das fases A e B protegidas por
fusíveis, encontramos nas colunas 25 a 35 a parte de comando propriamente dito do motor.
Para ligar o motor é necessário que se energize o contator C1 (27) pressionando se a botoeira
de liga BL-1 (27), fazendo com que a corrente passe pelos contatos NF do relé térmico 49-1
(27) e da botoeira de desliga BD-1 (27). Com a energização de C1 seus contatos principais (0,
2 e 5) se fecham, alimentando o motor, e fechando também seu contato auxiliar (31),
permitindo uma auto-alimentação da sua bobina quando a botoeira BL-1 (27) voltar ao seu
normal NA. Este contato é chamado de “selo”.
Desta forma o motor está ligado através do contator que está “selado”. Para desligá-lo
é necessário que se pressione a botoeira BD-1 (27), fazendo com que se interrompa o circuito
de alimentação da bobina do contator C1 (27), provocando a sua desenergização e
consequentemente à volta às condições iniciais, ou seja: abertura dos contatos principais (0, 2
e 5) levando à parada do motor, e a abertura do contato de selo (31), fazendo com que não
cesse a auto-alimentação. Desta forma quando a botoeira BD-1 (27) voltar ao seu normal NF,
o circuito ficará aberto, no contato da botoeira BL- 1 (27) e no contato de selo de C1 (31),
permanecendo assim o motor desligado.
A proteção de curto-circuito do motor é feita diretamente através de fusíveis (0, 2 e 5),
pois a fusão interrompe a corrente de alimentação. Para a proteção de sobrecarga é utilizado
um relé térmico 49-1 (6), que quando acionado abre o seu contato NF (27), provocando a
desenergização do contator C1 (27) e consequentemente a parada do motor.

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A sinalização é feita para as condições de motor ligado, desligado e térmico atuado.
Para motor ligado, utiliza-se um sinaleiro vermelho VM1 (44) que é acionado por um contato
auxiliar NA do contator C1 (44), o qual se fecha simultaneamente com os contatos principais
(0, 2 e 5) que alimentam o motor. Para a situação de motor desligado, um sinaleiro verde
VD1 (52) é energizado através de um contato auxiliar NF do contator C1 (52). A sinalização
de térmico atuado é feita em um sinaleiro de cor amarela AM1 (58) que é energizado por um
contato NA do relé térmico 49-1 (58) que se fecha quando há sobrecarga.

Figura 26 - Ligação Básica de um Motor

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5.2 - Ligação de uma Bomba D'Água
Este sistema, figura 27, tem como base o anterior, com pequenas alterações. A parte
de força, o diagrama trifilar (0 a 10), não tem alteração, permanecendo como o esquema
anterior. A parte de comando e sinalização apresenta duas modificações: a chave
Manual/Automático 43-1 (22) e as bóias das caixas d'água superior e inferior BS e BI (34 e
39), respectivamente. Para a condição de submergência mínima foi colocada uma bóia (BI),
com apenas um contato NA (39). Como havia necessidade de dois contatos, esta condição foi
multiplicada através de um relé auxiliar A1 (39), sendo que, um de seus contatos NA (25) foi
utilizado para bloquear o acionamento do motor com a condição de nível baixo, e outro NF
para sinalização (57).
No funcionamento deste esquema foi colocada uma chave para a escolha do modo de
operação desejado: Manual, Desligado ou Automático. Foi colocado um contato desta chave
Man/Des/Aut (25), que é fechado na posição manual entre o contato do relé térmico NF (25)
e o contato da botoeira BD-1 NF (25), fazendo com que as botoeiras e o "selo" somente
fiquem operantes para a condição manual. Foi colocado outro contato da chave Man/Des/Aut,
fechado na posição automático (34), fazendo com que o contator fique comandado por uma
bóia diferencial BS (34), que liga e desliga a bomba, dependendo do nível da caixa superior.
Após o "reencontro" destas duas condições, manual e automático foram colocado um contato
NA do relé auxiliar A1 (25), que se abre para a condição de nível baixo da caixa inferior,
bloqueando assim o acionamento do contator C1, tanto para a condição manual como para a
automática. A mesma coisa acontece com a condição de atuação do térmico, que por ter o seu
contato NF (25) em uma posição antes da chave manual/automático, faz com que, se houver
sobrecarga, o motor seja desligado, tanto para a condição de operação manual, como para a
condição de automático.
Permanecem inalteradas as sinalizações de ligado, desligado e térmico atuado.

39

Figura 27 - Ligação de uma Bomba D'Água

40

5.3 - Portão Elétrico
A Figura 28 ilustra o esquema básico de um portão elétrico com o motor funcionando
com inversão de rotação. Para esta situação a parte de força, o trifilar é descrito de (01 a 15).
Na parte de comando entram as condições de aberto e fechado, captadas pelos fins de
curso f.c. aberto e f.c. fechado (37 e 40), os quais por possuírem apenas um contato e
necessitar de mais, os mesmos devem ser multiplicados em relés auxiliares A1 e A2,
respectivamente. A atuação destes contatos é de interromper o movimento do portão quando
chega na posição aberto ou fechado, sendo um contato NF de A1 (23) portão aberto, em série
com a bobina do contator C1, que faz o movimento de abertura do portão, e um contato NF
de A2 (31), portão fechado em série com a bobina de C2, que faz o movimento de
fechamento do portão. Portanto após um comando em qualquer uma das botoeiras de liga, o
respectivo contator é energizado, fazendo com que o motor gire, e o portão se desloque em
um determinado sentido até que seja dado um comando de parada, botoeira BD1 (23), ou até
que o mesmo atinja a sua posição máxima de abertura ou de fechamento, quando é parado
automaticamente pelos fins de curso.
A situação mais comum de acionamento de portões elétricos é por controle remoto,
onde um sistema eletrônico, operado por ondas eletromagnéticas captam um sinal e fazem a
função das botoeiras BL1 e BL2 (23 e 31).
A sinalização foi um pouco alterada para que se tivesse as condições de abrindo e
fechando no mesmo sinaleiro de aberto e fechado. Em condições normais é sinalizado: aberto
e fechado através de contatos NA dos relés auxiliares A1 e A2 que representam as condições
de aberto e fechado (48 e 56) respectivamente. Para a condição de motor ligado, portão em
movimento, antes de chegar à sua posição final, faz-se a sinalização através da lâmpada na
qual é sinalizada posição que vai chegar, mas de forma pulsante. Por exemplo, com o portão
fechado a lâmpada VD1 fica acesa continuamente através do contato NA de A2 que capta a
condição de fechado. Quando o portão recebe um comando de abrir e sai da posição fechado,
esta sinalização desaparece. Com o motor girando na condição de abrir, contator C1
energizado, um contato dele NA (48) faz com que a sinalização VM1 (44) de portão aberto
seja acionada, porém de forma pulsante por ser energizada através do pisca (48). Quando o
portão chega na posição aberta A1 (44) a sinalização passa a ser de forma contínua e o
contator C1 é desenergizado. A mesma situação acontece para a condição de portão fechando
e fechado.

41

Figura 28 – Esquema de Instalação de um Portão Elétrico

42

5.4 - Partida Escalonada de dois Motores
Na Figura 29 é ilustrada a situação em que se liguem dois motores, que tenham sua
parte de força, o trifilar, totalmente independente, mas o seu comando vinculado. Portanto o
diagrama trifilar (00 a 15) apresenta a ligação de dois motores de forma independente, cada
um com os seus fusíveis, contator e relé térmico, sendo representado o motor M1 nas
coordenadas 01 a 05, e o motor M2 nas coordenadas 10 a 15.
No comando parte-se de um acionamento normal de um motor (27 e 32), com o
contato do térmico, botoeira de desliga, botoeira de liga, selo e bobina do contator C1. Como
se trata da operação em conjunto de dois motores, o funcionamento fica condicionado à boa
operação dos dois motores e, se o térmico de um deles atuar, derruba o sistema, os dois
motores, por isso estão em série os contados dos relés térmicos dos dois motores, 49-1 e 49-2
(27). Neste sistema, juntamente com a energização do contator C1 (27), há a energização do
relé temporizado T1 (32), fazendo com que o mesmo comece a contar tempo para operar seus
contatos. Decorrido o tempo pré-determinado, um contato NA do temporizador T1 (36) faz
com que se energize o contator C2 (36), ligando assim o segundo motor e permanecendo
ligado através do contato do temporizador. A operação do segundo motor, contator C2, fica
também condicionada aos mesmos contatos de atuação do térmico e da botoeira de desliga
(27). Para a sinalização leva-se em consideração o sistema desligado quando não foi acionado
o primeiro motor, contato NF do contator C1 (50). Para a condição de sistema ligado é feita
somente quando o segundo motor foi acionado, contato NA de C2 (45).
No intervalo de tempo com C1 ligado e C2 desligado, é feita a sinalização de sistema
ligando através do pisca, ficando a lâmpada da condição ligado piscando e, com a entrada de
C2 prevalece a condição de lâmpada acesa de forma contínua, sinalizando sistema ligado
(45). Para a condição de térmico atuado são colocados em paralelo os contatos de 49-1 e 49-2
(55 e 60), acionando assim a sinaleira AM1 (55) quando qualquer um deles operar.

43

Figura 29 - Partida Escalonada de dois Motores

44

Tabela II - ANSI de números de identificação dos dispositivos elétricos de Proteção,
regulação e controle, para serem utilizados em diagramas e especificações.
No

Denominação

1

Elemento Principal

2

Relé de partida/ fechamento temporizado

3

Relé de verificação ou intertravamento

4

Contator principal

5

Dispositivo de desligamento

6

Disjuntor de partida

7

Relé de taxa de variação

8

Dispositivo de desconexão de controle de energia

9

Dispositivo de reversão

10

Chave de sequência unitária

11

Dispositivo multifunção

12

Dispositivo de sobrevelocidade

13

Dispositivo de rotação síncrona

14

Dispositivo de subvelocidade

15

Dispositivo de ajuste ou comparação de velocidade ou frequência

16

Reservado para futura aplicação

17

Chave de derivação ou descarga

18

Dispositivo de aceleração ou desaceleração

19

Contator de transição partida-marcha

20

Válvula operada elétricamente

21

Relé de distância

22

Disjuntor equalizador

23

Dispositivo de controle de temperatura

24

Relé de sobreexcitação ou Volts por Hertz

25

Relé de verificação de Sincronismo ou Sincronização

26

Dispositivo térmico do equipamento

27

Relé de subtensão

28

Detetor de chama

29

Contator de isolamento

30

Relé anunciador

31

Dispositivo de excitação

32

Relé direcional de potência

33

Chave de posicionamento

34

Dispositivo master de sequência
45

35

Dispositivo para operação das escovas ou curto-circuitar anéis
coletores

36

Dispositivo de polaridade de tensão

37

Relé de subcorrente ou subpotência

38

Dispositivo de proteção de mancal

39

Monitor de condições mecânicas

40

Relé de perda de excitação ou relé de perda de campo

41

Disjuntor ou chave de campo

42

Disjuntor/ chave de operação normal

43

Dispositivo de transferência ou seleção manual

44

Relé de sequência de partida

45

Monitor de condições atmosféricas

46

Relé de reversão ou desbalanceamento de corrente

47

Relé de reversão ou desbalanceamento de tensão

48

Relé de sequência incompleta/ partida longa

49

Relé térmico

50

Relé de sobrecorrente instantâneo

51

Relé de sobrecorrente temporizado

52

Disjuntor de corrente alternada

53

Relé para excitatriz ou gerador CC

54

Dispositivo de acoplamento

55

Relé de fator de potência

56

Relé de aplicação de campo

57

Dispositivo de aterramento ou curto-circuito

58

Relé de falha de retificação

59

Relé de sobretensão

60

Relé de balanço de corrente ou tensão

61

Sensor de densidade

62

Relé temporizador

63

Relé de pressão de gás (Buchholz)

64

Relé detetor de terra

65

Regulador

66

Relé de supervisão do número de partidas

67

Relé direcional de sobrecorrente

68

Relé de bloqueio por oscilação de potência

69

Dispositivo de controle permissivo

70

Reostato

71

Dispositivo de detecção de nível
46

72

Disjuntor de corrente contínua

73

Contator de resistência de carga

74

Relé de alarme

75

Mecanismo de mudança de posição

76

Relé de sobrecorrente CC

77

Dispositivo de telemedição

78

Relé de medição de ângulo de fase/ proteção contra falta de
sincronismo

79

Relé de religamento

80

Chave de fluxo

81

Relé de frequência (sub ou sobre)

82

Relé de religamento de carga de CC

83

Relé de seleção/ transferência automática

84

Mecanismo de operação

85

Relé receptor de sinal de telecomunicação (teleproteção)

86

Relé auxiliar de bloqueio

87

Relé de proteção diferencial

88

Motor auxiliar ou motor gerador

89

Chave seccionadora

90

Dispositivo de regulação (regulador de tensão)

91

Relé direcional de tensão

92

Relé direcional de tensão e potência

93

Contator de variação de campo

94

Relé de desligamento

95 à 99 Usado para aplicações específicas

47

6. - SÍMBOLOS LITERAIS
A TabelaII a seguir mostra, conforme NBR 5280 a identificação literal de
componentes em esquemas elétricos:

48

7. - Plantas
a)

O layout é um desenho de grande importância para orientar a montagem,

localização e reparação de falhas em todos os equipamentos que constituem uma instalação
elétrica. Ele deve sempre refletir a distribuição real dos dispositivos, barramentos,
condutores, etc., e seus elementos separados, como indicar os caminhos empregados para a
interconexão dos contatos destes elementos, conforme ilustra a figura 30.

Figura 30 – Exemplo de layout de um painel.
49

b)

A planta de fiação ou diagrama de interligações é a representação dos

condutores internamente a um aparelho ou painel, entre aparelhos ou entre grupos de
aparelhos de uma instalação. Observe-se que, se duas ou mais partes de uma instalação estão
interligadas entre si por condutores, estes são ligados em ambos os lados a blocos terminais
(régua de bornes). Tanto os terminais quanto os conjuntos de bornes são identificados por
letras e números, mostrado na figura 31.

Figura 31 – Régua de bornes.
A figura 32 apresenta um exemplo de desenho contendo a régua de bornes.

Figura 32 – Diagrama contendo a régua de bornes.

50

Bibliografia
CAVALIN, G. SERVELIN, S. Instalações Elétricas Prediais. Conforme NBR
5410/2004, 20ed. Editora Érica, São Paulo 2010.
ABNT – NBR 5444 – 89. Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.
ABNT - NBR 5280 – 83. Símbolos literais de identificação de elementos de circuito.
CATAREIRA, M. Instalações Elétricas Industriais, disponível em:
http://www.rosaperrone.com.br/baixar.php?arquivo=rps_apostila_-_instala%E7%F5es_eletricas_industriais.pdf.

CPFL Energia. Quadro de Distribuição e Proteção - QDP – Padronização, disponível
em: http://www.cpfl.com.br/LinkClick.aspx?fileticket=%2BRZgQxRVJPU%3D&tabid=1411&mid=2057
Bibliografia Complementar
NBR 5410:04 - Instalações elétricas de baixa tensão.
NBR 5419:05 - Proteção de estrutura contra descargas atmosféricas.
NBR 13534:95 - Instalações elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde requisitos para segurança.
NBR 13570:96 - Instalações elétricas em locais de afluência de público.
NBR 14306:99 - Proteção elétrica e compatibilidade; eletromagnética em redes internas
de telecomunicações em edificações – Projeto.
NBR 14639:01 - Posto de serviço - Instalações elétricas.
NBR 5422:85 - Projeto de linhas aéreas de transmissão e subtransmissão de energia
elétrica – procedimento
NBR 5433:82 - Redes de distribuição aérea rural de energia elétrica – padronização.
NBR 5434:82 - Redes de distribuição aérea urbana de energia elétrica – padronização
NBR 14039:05 - Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV
NBR 9153:85 - Conceituação e diretrizes de segurança de equipamento elétrico utilizado
na prática médica - aspectos básicos – procedimento

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