UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE MEDICINA DEPARTAMENTO DE CIRURGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM CIÊNCIAS MÉDICO-

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
FACULDADE DE MEDICINA
DEPARTAMENTO DE CIRURGIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU EM CIÊNCIAS MÉDICOCIRÚRGICAS

THYAGO ARAÚJO FERNANDES

ANESTESIA EM FACECTOMIA COM FACOEMULSIFICAÇÃO: DELINEAMENTO
CRÍTICO DA VIGENTE PRÁTICA CLÍNICA ADOTADA POR ESPECIALISTAS NO
BRASIL

FORTALEZA
2018

THYAGO ARAÚJO FERNANDES

ANESTESIA EM FACECTOMIA COM FACOEMULSIFICAÇÃO: DELINEAMENTO
CRÍTICO DA VIGENTE PRÁTICA CLÍNICA ADOTADA POR ESPECIALISTAS NO
BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências
Médico-cirúrgicas

da

Universidade

Federal do Ceará, como requisito parcial à
obtenção do título de Mestre em Ciências
Médico-cirúrgicas. Área de Concentração:
Metabolismo, Fisiologia e Biologia Celular
no Estresse.

Orientadora: Profa. Dra. Maria Elisabete
Amaral de Moraes.
Coorientadora: Profa. Dra. Cláudia Regina
Fernandes.

FORTALEZA
2018

THYAGO ARAÚJO FERNANDES

ANESTESIA EM FACECTOMIA COM FACOEMULSIFICAÇÃO: DELINEAMENTO
CRÍTICO DA VIGENTE PRÁTICA CLÍNICA ADOTADA POR ESPECIALISTAS NO
BRASIL

Dissertação apresentada ao Programa de
Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências
Médico-cirúrgicas

da

Universidade

Federal do Ceará, como requisito parcial à
obtenção do título de Mestre em Ciências
Médico-cirúrgicas. Área de Concentração:
Metabolismo, Fisiologia e Biologia Celular
no Estresse.
Aprovada em: ___/___/______.
BANCA EXAMINADORA
________________________________________
Profa. Dra. Maria Elisabete Amaral de Moraes (Orientadora)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
_________________________________________
Profa. Dra. Cláudia Regina Fernandes (Coorientadora)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
_________________________________________
Prof. Dr. Dácio Carvalho Costa
Universidade Estadual do Ceará (UECE)

À

Geysa,

Clarissa,

Maria

da

Paz,

Giovanna e Tatiana, as mulheres mais
importantes, pela fé que depositam em
mim e pelo incentivo incondicional à
busca do meu melhor.

AGRADECIMENTOS

Ao coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências
Médico-cirúrgicas da Universidade Federal do Ceará, Prof. Dr. Lusmar Veras
Rodrigues, pelo dedicado trabalho no cargo.
À Profa. Dra. Maria Elisabete Amaral de Moraes, pela orientação da linha de
pesquisa em Anestesiologia em Oftalmologia.
À Profa. Dra. Cláudia Regina Fernandes, pela amizade, pela paciência, pela
dedicação, pelos inúmeros e valiosíssimos ensinamentos – enquanto pessoa,
docente e profissional –, pela coorientação desse estudo e pelo estímulo perene ao
aprendizado e ao crescimento.
Ao Prof. Dr. Dácio Carvalho Costa, pelas construtivas críticas a essa
dissertação, pela amizade, pelo companheirismo durante o trabalho, pela bela
prática da docência e pela parceria na busca de novos saberes em prol da melhoria
constante da atenção ao paciente, configurando indubitavelmente um grande modelo
a se seguir.
À Sociedade Brasileira de Anestesiologia, notadamente ao Prof. Dr. Rogean
Rodrigues Nunes e à Carla Palmiere, pelo apoio à condução da presente proposta
de pesquisa, viabilizando o acesso aos médicos especialistas das diferentes regiões
do país.
À amiga Mara Aparecida Maricato Poma, colega anestesiologista e também
estudante do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências Médicocirúrgicas da Universidade Federal do Ceará, pela inestimável colaboração através
da revisão dessa dissertação.
Aos funcionários do Departamento de Cirurgia, responsáveis pela secretaria
de Pós-graduação em Ciências Médico-cirúrgicas, sobretudo à Magda Maria Gomes
Fontenele, pela prestatividade durante o curso, a realização das disciplinas e a
apresentação da dissertação.

“Minha



é

no

desconhecido,

em tudo que não podemos compreender
por

meio

da

razão.

Creio que o que está acima do nosso
entendimento é apenas um fato em outras
dimensões,

e

que

no

reino

do

desconhecido há uma infinita reserva de
poder.” (Charles Chaplin)

RESUMO

Inexiste consenso sobre como realizar a anestesia para a cirurgia de catarata. Este
estudo objetivou avaliar a conduta em candidatos à facoemulsificação, adotada por
especialistas titulados pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia. A investigação
enquadrou-se em perfil observacional, transversal, abrangendo todo o território
nacional, em 2018. Aplicou-se questionário com o software SurveyMonkey.
Contemplou 145 médicos, 60% do sexo masculino, com idade entre 25 e 44 anos
(66%) e experiência superior a cinco anos em anestesia para oftalmologia (61%). As
regiões de maior participação foram Sudeste (33%) e Nordeste (30%). Empregou-se
principalmente a anestesia regional (64%), sobretudo a técnica peribulbar (53%). A
experiência de anestesia em oftalmologia superior a cinco anos (p 0,019) e a nãoatuação exclusiva em instituições públicas (p 0,041) se relacionaram à preferência
pela anestesia tópica. A sedação constituiu prática de quase totalidade dos
entrevistados (96%), com administração principalmente de benzodiazepínicos e
opioides. Dos participantes da pesquisa, 52% adotam mistura de anestésicos locais
em bloqueios. Apenas 22% administram vasoconstritor. Houve propensão à punção
única entre 63%, com p 0,029 e p < 0,001 quanto, respectivamente, à não-realização
da anestesia regional exclusivamente em instituições públicas e ao emprego de
baixo volume de solução anestésica. Até 6mL de solução anestésica são
administrados por 66,2%. Declarou-se o uso de adjuvantes por 68%; para tanto,
despontou a hialuronidase (85,4%) dentre os adeptos. Ptose palpebral (61,4%) e
paralisia dos movimentos oculares (88,3%) foram os parâmetros mais observados
para avaliar a qualidade das técnicas regionais.

Dentre os eventos adversos

mais frequentes em bloqueios oftalmológicos, relataram-se quemose (60%) e dor à
injeção da solução anestésica (31%). Traçou-se, logo, o perfil da anestesia para
facoemulsificação no país: realiza-se sedação com anestesia regional, sobretudo
peribulbar, com baixo volume de solução anestésica, juntamente com hialuronidase
em adjuvância.
Palavras-chave: Extração de Catarata. Facoemulsificação. Farmacologia Clínica.
Anestesia. Demografia.

ABSTRACT

There is no consensus on how to perform anesthesia for cataract surgery. This study
aimed

the

evaluation

of

the

anesthetic

management

of

candidates

for

phacoemulsification, a practice overview of members of the Brazilian Society of
Anesthesiology. The research had a cross-sectional observational profile, covering
the entire national territory, in 2018. A questionnaire was applied with SurveyMonkey
software. The amount of 145 physicians were included, 60% male, aged between 25
and 44 years (66%) and with professional experience greater than five years in
ophthalmological surgeries (61%). Brazilian regions with the most expressive
participation were Southeast (33%) and Northeast (30%). Regional anesthesia was
the main technique (64%), specially the peribulbar block (53%). Professional
experience greater than five years (p 0.019) and non-exclusive practice in public
health institutions (p 0.041) were identified as factors significantly related to regional
anesthesia. Sedative drugs were used by almost all the interviewees (96%), specially
with benzodiazepines and opioids. Almost 52% prefer local anesthetics mixtures in
blocks. Vasoconstrictors are administered by 22%. Single injection block was
preferred among 63%; with p 0.029 and p
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