Um breve relato sobre a biodiversidade presente na Fazenda Cupido e Refúgio, Linhares - ES

  Um breve relato sobre a biodiversidade presente na Fazenda Cupido e Refúgio, Linhares - ES Maio de 2016 A Fazenda Cupido e Refúgio está localizada entre os municípios de Linhares, Sooretama, Vila Valério, e Jaguaré em uma área contígua a Reserva Biológica de Sooretama e a Reserva Natural da Vale do Rio Doce, juntos, esses fragmentos somam mais de 35% das áreas protegidas no Espírito Santo (Anacleto, 1997).

  A cobertura vegetal é representada pela Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas, com uma fitofisionomia comumente chamada de floresta de tabuleiro, que se estende desde o Estado do Pernambuco até o Rio de Janeiro, sua área central é imponente, com árvores que superam 30 metros de altura, distribuído do sul da Bahia até o norte do Espírito santo. O termo tabuleiro refere-se à topografia, constituindo uma faixa quase plana com altitudes que variam de 20 a 200 metros acima do nível do mar. É uma formação que ocupa as planícies costeiras, de formação pleistocênica do Grupo Barreiras (IBGE, 2004).

  O solo da faixa litorânea é constituído de areias quaternárias de coloração clara (areões da Bahia austral), que suportam a restinga, sendo precedidos na faixa mais próxima do mar pelas baixadas e pelos cordões arenosos quaternários. Caracteriza-se por solos de baixa fertilidade, álicos ou distróficos (IBGE, 2004). A Floresta Ombrófila Densa cobre cerca de 68% do território do Estado, sob um clima Ombrófilo e dependente de chuva, sem período biologicamente seco durante o ano. As temperaturas médias variam entre 22 e 25ºC. A FOD apresenta árvores de grande porte nos terraços aluviais e nos tabuleiros terciários, enquanto que nas encostas acima de 200 metros de altitude as árvores apresentam menor porte.

  

Figura 1: Distribuição original das formações fisionômicas do Estado do Espírito

Santo e localização da Fazenda Cupido e Refúgio.

  Fonte: IBGE.

  Caminhando pelas trilhas próximas à lagoa do Cupido podemos observar espécies de importância ecológica como, por exemplo, o araçá-piranga (Eugenia leitonii D. Legrand.), a grumixama (Eugenia brasiliensis Lam.) e a guabiroba (Campomanesia espiritosantensis Landrum), todas pertencentes a Família Myrtaceae, uma das Famílias mais representativas dos fragmentos estabelecidos na fazenda. Essas espécies possuem frutos que são avidamente procurados pelas aves. A espécie Joannesia princeps Vell. (Família Euphorbiaceae), de ocorrência natural no Estado, e que pode ser observado facilmente nas trilhas da fazenda, possui frutos drupóides com uma a três sementes, muito apreciado por cutias (Dasyprocta leporina). A Família Lauraceae é representada por espécies secundárias ou clímax, que são espécies que se encontram apenas em áreas bem preservadas, como por exemplo a canela-sassafrás (Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer). Todas as partes dessa árvore apresentam cheiro característico devido à presença de um óleo es sencial conhecido como “safrol”. Além da importância ecológica dessas espécies, há também a importância econômica, pois muitas delas são utilizadas nas indústrias alimentícias e farmacêuticas, entre outras. A floresta presente na Faz. Cupido e Refúgio apresenta-se com poucas espécies pioneiras em sua composição, principalmente onde o dossel é mais fechado. Espécies como as embaúbas Cecropia pachystachya Trécul., e

  

Cecropia hololeuca Miq., só podem ser observadas nas bordas das matas ou

em clareiras dentro do fragmento.

  Dentre as espécies de palmeiras (Família Arecaceae), podemos citar o palmito-amargoso (Polyandrococos caudescens (Mart.) Barb. Rodr.), espécie de suma importância para a fauna local, onde seus frutos são consumidos por várias espécies de animais. Espécies de distribuição mais ampla, mas não menos importante, como por exemplo o jerivá (Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman), o palmito-juçara (Euterpe edulis Mart.), a macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart.), e o coco (Cocos nucifera L.), também apresentam ocorrência no local e podem ser observados no interior das matas. Vivemos uma época de grandes transformações nos conceitos e paradigmas, principalmente em relação ao agronegócio, entre conflitos advindos da ocupação do solo e do manejo dos recursos naturais em área de potencial conservacionista. As Unidades de Conservação são uma boa estratégia para a preservação da biodiversidade, sendo adotado pela maioria das nações mundiais como a principal forma de garantir a proteção dos recursos naturais.

  A Faz. Cupido e Refúgio apresenta cerca de 62% do seu território com cobertura vegetal nativa, sendo que 10% dessa área foi plantada como forma de subsídio e suporte para a conservação. Dentre outras atividades, a Faz. Cupido e Refúgio apresenta um sistema agroflorestal

  • – SAF, onde é realizado o cultivo de diferentes culturas agrícolas e florestais em um mesmo local, estabelecendo- se assim um “mosaico” com espécimes de seringueira (Hevea brasiliensis (Willd. ex A. Juss.) Müll. Arg.) fazendo sombra para os espécimes de cacau (Theobroma cacao L.), mamão-
papaia (Carica papaya L.), abacaxi (Ananas comosus (L.) Merr.), entre outras espécies frutíferas. Além do convívio mais pacífico entre os animais e as atividades agrícolas, a integração da seringueira com outras espécies frutíferas favorece a atração de aves frugívoras, aumentando assim a dispersão das sementes. Essa contribuição, se comparado à monocultura, é de suma importância para a manutenção do solo pois, além do controle às erosões, a composição dos nutrientes também se mantém equilibrada. E por falar em aves, quem visita a Faz. Cupido e Refúgio pode facilmente observar o mutum-de-bico-vermelho ou mutum-do-espírito-santo (Crax

  

blumembachii). Essa ave encontra-se na Lista de Animais em extinção (IUCN)

  na categoria em perigoEN. O mutum passa boa parte do tempo forrageando a serapilheira em busca de alimento, tais como sementes e frutos caídos, pequenos animais como insetos, aranhas, centopeias e caracóis. Possui também o hábito de buscar frutos nas árvores e comê-los no chão, fazendo o papel de um grande dispersor de sementes. É uma espécie endêmica da Mata Atlântica, habita florestas preservadas de áreas quentes e úmidas, e sua distribuição restrita do sul da Bahia ao norte do Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

  

Foto 1: Mutum-de-bico-vermelho (fêmea) (Crax Foto 2: Mutum-de-bico-vermelho (macho) (Crax

blumenbachii). blumenbachii).

  Em poucos minutos caminhando por uma trilha com cobertura vegetal em estágio avançado de regeneração, com árvores emergentes, apresentando mais de 30 metros de altura, observamos o benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons).

  É uma espécie de pica-pau bastante sociável, barulhento, que gosta de exibir suas cores vibrantes, pode ser facilmente observado em áreas de matas secundárias, capoeiras, plantações e pomares. Sua área de ocorrência estende-se da Bahia e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, sudoeste do Mato Grosso e Goiás.

  

Foto 3: Benedito-de-testa-amarela (Melanerpes flavifrons) em busca de alimento no

tronco.

  Seguindo a trilha próximo à lagoa, uma espécie de tucano deu o ar das graças, o araçari-de-bico-branco (Pteroglossus aracari), facilmente identificável pela faixa branca na maxila, contrastando com o negro da mandíbula, além de uma faixa vermelha na região, que o diferencia de outras espécies do seu grupo. O araçari-de-bico-branco pode ser observado sobre a copa de florestas altas e também nos igapós e nas várzeas, tanto dentro da mata como em sua borda. Pode ser encontrado tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, nordeste, até Santa Catarina.

  Foto 4: Araçari-de-bico-branco (Pteroglossus aracari) em uma copa emergente.

  Outra espécie de ave que também pode ser avistado rapidamente na Faz. Cupido e Refúgio é o surucuá-grande-de-barriga-amarela ou capitão-do-mato (Trogon viridis), apresentam os olhos escuros de coloração marrom com um anel claro periocular de coloração azulada. Apresentam tons de azul escuro que contrastam com o ventre amarelo.

  Sua dieta é basicamente frutos e insetos, que são capturados diretos das árvores tanto no interior das florestas altas como nas bordas ou capoeiras. A espécie pode ser encontrada tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, do Pernambuco até Santa Catarina.

  

Foto 5: Surucuá-grande-de-barriga-amarela (Trogon viridis) registrado na Faz.

Cupido e Refúgio. Foto: Samuel Betkowski.

  Registramos também a choca-de-sooretama (Thamnophilus ambiguus), uma espécie exclusiva da Mata Atlântica que ocorre do sul de Sergipe até o Rio de janeiro, leste de Minas Gerais e no vale do rio Doce. Habita as bordas de formações primárias e secundárias nas florestas de tabuleiro e clareiras no interior das matas.

  

Foto 6: Choca-de-sooretama (Thamnophilus ambiguus) registrado na Faz. Cupido e

Refúgio. Foto: Samuel Betkowski.

  Moradores locais relatam a presença de jacaré-do-papo-amarelo (Caiman

  

latirostris) na lagoa do Cupido, porém a visualização dar-se-á somente no

  período noturno, sendo possível a observação através do reflexo dos olhos, quando encontrados, utilizando-se de lanternas. Apesar do pouco tempo que tínhamos para conhecer, deu para ver e sentir que a Faz. Cupido e Refúgio possui uma flora exuberante, um acervo altamente diversificado e bem preservado que dá suporte e abriga a fauna local. Infelizmente, muitas espécies se encontram em listas de espécies ameaçadas, ou já foram extintas, e não teremos mais a oportunidade de observar em vida livre. A preservação dos recursos naturais é uma obrigação de todos, e a Fazenda Cupido e Refúgio cumpre seu papel com maestria.

Registro Fotográfico

  

Foto 1: Entrada da Fazendo Cupido e Refúgio. Foto 2: Placa informativa da Fazenda Cupido

e Refúgio.

  

Foto 3: Placa informativa da Fazenda Cupido e Foto 4: Vista geral dos espécimes de

Refúgio

  • – cultivo de cacau. Theobroma cacao.
Foto 5: Vista geral do sistema agroflorestal composto por indivíduos de Theobroma cacao e Hevea brasiliensis.

  Foto 6: Vista geral do sistema agroflorestal composto por indivíduos de Theobroma cacao e Hevea brasiliensis.

  Foto 7: Vista geral da lagoa do Cupido e, ao fundo, fragmento de mata de tabuleiro em estágio avançado de regeneração.

  Foto 8: Vista geral da lagoa do Cupido e, ao fundo, fragmento de mata de tabuleiro em estágio avançado de regeneração.

  Foto 9: Vista geral da lagoa do Cupido e, ao fundo, fragmento de mata de tabuleiro em estágio avançado de regeneração.

  Foto 10: Vista da margem da lagoa – o solo favorece o registro de pegadas de capivaras, tatu-galinha e tatu-canastra, entre outros. Foto 11: Vista geral da lagoa do Cupido e, ao fundo, fragmento de mata de tabuleiro em estágio avançado de regeneração.

  Foto 12: Vista geral da lagoa do Cupido e, ao fundo, fragmento de mata de tabuleiro em estágio avançado de regeneração.

  Foto 13: Vista geral da lagoa do Cupido. Foto 14: Vista geral da lagoa do Cupido.

  Foto 15: Vista da margem da lagoa

  Foto 16: Vista da margem da lagoa

  • – o solo favorece o registro de pegadas de capivaras, tatu-galinha e tatu-canastra, entre outros.
  • – o solo favorece o registro de pegadas de capivaras, tatu-galinha e tatu-canastra, entre outros.

  Foto 17: Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas (tabuleiro), em estágio avançado de regeneração.

  Foto 18: Remanescente arbóreo com mais de 30 metros de altura, característica das matas de tabuleiro.

  São Paulo, 11 de maio de 2016 Pedro Ventura Zacarias Biólogo

  • – Vegetação CRBio: 97.524/01-D Fone: (011) 94254-2486 / 98616-9223 Email

  LEGISLAđấO CONSULTADA

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