O processo de destruição criadora: A face destrutiva da inovação

  • Ivan Arenque Passos, casado, 40 anos, Bacharel em Administração em
    • – Coordenador Acadêmico (GBS- IBMEC) – Consultor (MKTPASSOS)

  Gestão da Tecnologia Gestão da Tecnologia da da Inovação Inovação WWW.mktpassos.com Prof. Ivan Passos mktpassos@gmail.com

  Síntese da vida profissional Síntese da vida profissional Prof. Ivan Arenque Passos Prof. Ivan Arenque Passos

  Comércio Exterior – UNIP/SP, MBA marketing – FGV/ES, Administração Estratégica – University Central Florida EUA, Mestrando Administração Estratégica. Membro do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA- USP) – Coordenador Pós-Marketing (FESV)

  • Esteve trabalhando nas seguintes empresas:
  • Consultoria e treinamento em Adm. E Marketing – MKTPASSOS Se

  especializou nas áreas:

  • Gestão da Qualidade Total, Marketing Varejo, Produto, Serviços, Pessoal, Social e Cultural e Administração.

  Inovação na era da informação; conceitos básicos de ciência e tecnologia, invenção e inovação; criatividade e inovação; Trajetórias tecnológicas; tipos de inovação; fases da inovação; sistemas de inovação; condicionantes da inovação; tecnologia na cadeia de valor; estratégias de escolhas tecnológicas.

  www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com ç é !" # !"

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  • + # + $ # # * # , # - % & *. # " / 0 " * 0 "
  • ( 1 ' ) * + , & A mudança tecnológica é um processo de criação que traz em seu bojo a destruição de formas pré-existentes de produção, acarretando prejuízos eventuais tanto ao capital quanto ao trabalho. Ao substituir equipamentos e métodos de produção já amortizados, a inovação sucatea parte do capital físico e organizacional já investido. Do ponto de vista do trabalho, inovações costumam resultar em desemprego, ocasionando a oposição dos trabalhadores.

      ! " #

      1. Oportunidades de aperfeiçoamento em razão da inadequação das técnicas vigentes ou necessidade de aprimoramentos criada por aumentos autônomos dos custos dos fatores;

      2. Uma superioridade de tal ordem que os novos métodos fossem compensatórios para cobrir os custos de mudança” (Landes, 1969)

      $ % & ' 1. A combinação de novos recursos produtivos mais eficientes e Substituição da habilidade e do esforço humano pelas

      abundantes permitiu um progressivo aumento auto-sustentado

      máquinas; 2. Substituição de fontes animadas de energia por na produtividade e na renda.

      A oportunidade de lucros passou a gerar investimentos em

      fontes inanimadas, em especial a introdução de ativos fixos e inovações tecnológicas. máquinas para converter o calor em trabalho; 3.

      O efeito combinado das invenções acabou por ter um impacto

      Uso de matérias primas novas e muito mais

      radical nos processos produtivos, dando origem à revolução abundantes, sobretudo a substituição de substâncias industrial.

      vegetais ou animais por minerais. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com $ & ' ( )*+, *-+.

      $ & ' Caracterizada pela introdução da maquinaria e da divisão do trabalho

      A principal fonte

      na indústria têxtil e centrada na economia de tempo

      geradora de

      A introdução de novos equipamentos e processos produtivos resultava

      energia primária

      em melhorias incrementais obtidas pela melhor combinação de

      para a

      princípios mecânicos básicos como alavancas, catracas, polias,

      automação da

      engrenagens e roldanas

      manufatura na

      As melhorias eram também derivadas da observação prática sobre

      primeira revolução

      diferentes formas de organizar máquinas e trabalhadores

      industrial foi a roda d’água.

      /

      Embora os princípios da máquina a vapor já fossem conhecidos desde fins do século

      XVII, a baixa qualidade do ferro e das transmissões mecânicas limitavam seu uso. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      O capitalismo antecede a Revolução Industrial (capitalismo mercantil e sistema putting-out). Advento da fábrica transforma relações sociais, separando o trabalho e o capital. O desenvolvimento tecnológico não é neutro, assumindo a direção apontada pelas forças econômicas e sociais em um processo de interação dialética. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      Sistema produtivo adotado antes do surgimento das fábricas no qual empresários proviam famílias pobres com matérias primas para que fiassem, tecessem e confeccionassem manualmente em suas próprias casas.

      O sistema antecedeu a idéia de fábrica separando o trabalho do capital.

      $ " ' # Penetração das idéias liberais na sociedade Investimentos em infra-estrutura Redução privilégios das classes dominantes Estabilidade do Estado Poder de compra relativamente elevado e melhor distribuição de renda (em comparação com o resto da Europa)

      1 23 4 5'5 www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      " Thomas Newcomen (1663-1729), ferreiro e

      mecânico inglês, é considerado o pai da máquina a vapor. Em 1698 inventa uma máquina para drenar a água acumulada nas minas de carvão, patenteada em 1705, a primeira movida a vapor.

      James Watt, mecânico escocês, aperfeiçoa em

      1765, o modelo de Newcomen. Seu invento deflagra a revolução industrial e serve de base para a mecanização de toda a indústria.

      George Stephenson revoluciona em 1814 os transportes com a invenção da locomotiva a vapor. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com "

      Thomas Newcomen

      (1663-1729), ferreiro e mecânico inglês, é considerado o pai da máquina a vapor. Em 1698 inventa uma máquina para drenar a água acumulada nas minas de carvão, patenteada em 1705, a primeira movida a vapor.

      " 6 7 /

      8 8 "

      8

      9 % " 6 7

      Os cilindros produzidos com o ferro então disponível apresentavam pouca resistência. Quando a pressão aumentava os cilindros se rompiam. O rendimento da máquina era de apenas 1%, ou seja, transformava 100 unidades de energia em apenas 1 de força. Única aplicação viável: retirada de água das minas de carvão onde o insumo energético era disponível abundantemente. A maquina a vapor necessitava de inovações complementares (principalmente o aço) para poder se difundir.

      Em 1763 a Universidade de Glasgow pediu a James Watt que reparasse uma máquina a vapor de Newcomen. Ele não só a reparou como aprimorou a técnica registrando a patente de um dispositivo que melhorava a produtividade da máquina, com a ajuda de um condensador e uma bomba de ar. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      : " ; < Reduzia a perda de temperatura; Era 75% mais potente que a máquina de Newcomen; Era mais econômica no consumo de carvão; Melhoramentos incrementais nos motores a vapor foram o fator-chave do avanço da revolução industrial no século 19. As máquinas ficaram menores e puderam ser montadas em vagões e barcos.

      = /

      8

      9 8 ! *+) & > www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      = / ? & " @ 6 % A = / 8 / Para Smith a essência da industrialização residia na divisão do trabalho.

      A especialização dos trabalhadores em uma única tarefa permitia melhorar habilidades e aumentar a produtividade em relação ao trabalho feito individualmente pelo mesmo número de trabalhadores. Em “Princípios de Economia

      &

      9 Política” (1817) Ricardo constata

      que a introdução de uma nova

      8 máquina substitui o trabalho

      Martin Ludd liderou em humano provocando 1811 uma revolta contra desemprego. as fábricas têxteis

      Porém, inova ões tecnol.gicas inglesas que dispensavam permitem a redu ão dos custos de trabalhadores produ ão, estimulando a substituindo-os por expansão do mercado atrav2s do máquinas. mecanismo de elasticidade-pre o

      O movimento de da demanda. destruição de máquinas

      A redução dos preços aumenta terminou tragicamente a demanda e estimula o com enforcamentos em investimento, reempregando massa em York www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com assim parte dos trabalhadores. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

    9 Até hoje, o termo

      B

      ludismo simboliza os argumentos éticos e

      %

      3

      morais contra os excessos da tecnologia moderna que são utilizados para nos controlar e não para nos servir.

      9 /

      Aprimoramento da

      ' %

      tecnologia da

      = &

      máquina a vapor e sua ampla difusão

      '

      na indústria e nos transportes. Desenvolvimento da tecnologia do aço Inovações se espalham na Europa continental e nos Estados www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com Unidos www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      C C = & '

      Em 1854, João Evangelista de Souza, o Barão de Mauá inaugura a primeira ferrovia brasileira ligando o Porto de Mauá, na baia de Guanabara, com a raiz da serra de Petrópolis. D

      1 & @ =

      O trajeto servia para a ligação com a região pioneira na produção de café (Vale do Paraíba) e era utilizado pelo Imperador Pedro II para suas idas a Petrópolis. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

      Primeiro processo industrial de baixo custo para produção em massa de aço a partir de ferro gusa derretido. O processo foi patenteado em 1855 por Henry Bessemer tendo sido desenvolvido a partir de conhecimentos práticos conhecidos na China desde o século III. O princípio chave é a remoção das impurezas do ferro pela oxidação obtida por meio da injeção de ar no ferro derretido. A oxidação também aumenta a temperatura da massa de ferro e o mantêm derretido. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com C ( *EF.

      O processo é realizado em um grande container oval de aço forrado com argila e dolomita chamado de conversor de Bessemer.

      A capacidade de um conversor variava de 8 a 30 toneladas de ferro derretido. No alto do conversor tem uma abertura geralmente inclinada para o lado para permitir a introdução do ferro e a retirada do produto final. A parte de baixo é perfurada por canais chamados de

      tuyeres através dos quais o ar é introduzido no conversor.

      O conversor gira em torno de eixos de forma a receber a carga e descarregar o aço.

      GH '= = $& C9 1 = $&'6 '$ '= 6D& 6 = $ 9 = $ I= = 6 '6 6 '=#

    • -CUSTOS DE TRANSPORTES E FRAGMENTAđấO DOS MERCADOS

      ỄNECESSIDADE DE IMPORTAđấO DE LÃ FINA À INDÚSTRIA DE TECIDOS TERRITORIAL -Países maiores em termos populacionais; -Tamanho + Dificuldades geográficas RECURSOS NATURAIS -Menos favoráveis ao aumento produtivo; DEFICIÊNCIAS DA NATUREZA

    • -Agravado pela ação do homem
      • COBRANÇAS DE PEDÁGIO (ABUSIVOS)
      G

        8 # Pelo lado da demanda - Limitações sociais e institucionais, provocada pela distribuição da riqueza de forma mais desigual nos paises continentais e desestímulo ao consumo de produtos padronizados por parte da sociedade; Pelo lado da oferta- Considerações políticas e sociais que acabam por agravar as desvantagens naturais. (a iniciativa empresarial era um atividade classista); Além das restrições institucionais, outro problema enfrentado foi a ausência do espírito empreendedor dos industriais, inclusive com o investimento elevado em unidades fabris ineficientes. PAULO TIGRE, GESTấO DA INOVAđấO. Ed.Elsevier, 2006

        = / ? & " @ 6 % A = /

        O maior aprimoramento das forças produtivas do trabalho, e a maior parte da habilidade, destreza e bom senso com os quais o trabalho é em toda parte dirigido ou executado, parecem ter sido resultados da divisão do trabalho.

        8 Um operário não treinado para essa atividade dificilmente poderia talvez fabricar um único alfinete em um dia, empenhando o máximo de trabalho; de qualquer forma, certamente não conseguirá fabricar vinte. (Com divisão de trabalho) um operário desenrola o arame, um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer uma cabeça de alfinete requerem-se 3 ou 4 operações diferentes... Assim, a importante atividade de fabricar um alfinete está dividida em aproximadamente 18 operações distintas, as quais, em algumas manufaturas são executadas por pessoas diferentes,ao passo que, em outras, o mesmo operário às vezes executa 2 ou 3 delas. D 8 8 / (Com divisão do trabalho), essas 10 pessoas conseguiam produzir entre elas mais do que 48 mil alfinetes por dia. Assim, já que cada pessoa conseguia fazer 1/10 de 48 mil alfinetes por dia, pode-se considerar que cada uma produzia 4 800 alfinetes diariamente. Se, porém, tivessem trabalhado independentemente um do outro, e sem que nenhum deles tivesse sido treinado para esse ramo de atividade, certamente cada um deles não teria conseguido fabricar 20 alfinetes por dia, e talvez nem mesmo 1.

        J 1 3 Para Marx, a relação entre tecnologia e sociedade não era determinista, pois um sistema econômico não poderia ser moldado apenas pela tecnologia, porque dependia fundamentalmente das instituições políticas e sociais; A tecnologia é considerada um elemento endógeno presente nas relações produtivas e na valorização do capital.

        A economia capitalista não pode ser entendida sem que se compreenda a lógica da mudança tecnológica, pois “a burguesia em si não poderia existir sem revolucionar constantemente os meios de produção”; www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        ? "

        4 K / A “A economia capitalista está sempre em processo de transformação em um turbilhão de permanente desintegração de mudança, luta e contradição.” Marx atribui ao sistema capitalista um caráter instável e extremamente dinâmico. A economia capitalista não pode ser considerada estacionária pois está sempre sendo revolucionada por novos empreendimentos, pela introdução de novas mercadorias e novos métodos de produção.

        1 3 L As inovações em bens de capital e o aprofundamento da divisão social do trabalho constituem segundo Marx, a base técnica necessária para o processo de acumulação de capital.

        As empresas capitalistas procuram a todo custo aumentar o tempo de trabalho excedente, ou seja, a mais-valia, por meio de melhoramentos no processo de produção e pela introdução de máquinas que substituem o “trabalho vivo” pelo “trabalho morto”.

        6 :

        8 Enquanto que para os clássicos a discussão se centra na O negligenciamento histórico dos economistas natureza e nas causas da riqueza das nações (o título do neoclássicos das questões relativas à organização livro de Smith é “Inquiry about the Nature and Causes of the industrial e mudança tecnológica se deve à idéia de que Wealth of Nations”) para Walras, Marshall e a escola que estes temas estão fora do âmbito de competência e veio ser conhecida como neo-clássica a preocupação se especialização dos economistas, devendo ser tratados centra na questão da formação de preços e alocação de por engenheiros e administradores de empresas. recursos.

        A firma neoclássica é tratada não como instituição, mas sim como ator, com um status similar ao consumidor A preocupação dos economistas se descola da produção individual. Um ator passivo e sem autonomia, cujas de bens e serviços para a sua distribuição, enfatizando os funções se resumem em transformar fatores em mecanismos de mercado que formam preços e quantidades produtos e aperfeiçoar as diferentes variáveis de ação. produzidas. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com 9 < ( *-M, N +.

        < 9 $

        Procurou ordenar de Propõe um mecanismo forma lógica o em que todos os funcionamento da preços e quantidades economia por meio de são determinados de um modelo matemático uma única forma: a lei de equilíbrio geral da oferta e da procura formado por uma série regula de equações automaticamente a simultâneas. economia

        8 1 / ( *MB, NBM.

        Apesar do maior realismo da visão de Marshall, a teoria Marshall aperfeiçoa o neoclássica acabou dominada pela proposta walrasiana. modelo walrasiano através das teorias de

        A questão da mudança tecnológica não ocupa o interesse pois equilíbrio parcial. as preocupações centrais se concentram nas questões de

        Apesar de também equilíbrio geral; recorrer ao método matemático, ele não via Somente no final do século XX a abordagem neoclássica a economia com suas incorporou avanços teóricos no sentido de tratar a inovação como análises e “leis” como variável explicativa da dinâmica do sistema; dogmas universais e imutáveis.

        >

        4 Para Marx, em contraste, a

        mudança tecnológica é

        K

        principalmente endógena pois Apesar dos avanços a teoria neoclássica não dá destaque às sua apropriação em bases

        3K #

        exclusivas é uma preocupação inovações tecnológicas, principalmente aquelas que visam à central do empresário. Na medida em que o capital

        Na teoria neoclássica, a diferenciação de produto. avança, a utilização do tecnologia é conhecimento científico se torna considerada exógena à

        Um novo produto é considerado um novo mercado, que criará sua cada vez mais necessária para

        empresa , pois constitui

        aumentar a capacidade própria demanda. Assim o processo de formação de preços tem um fator de produção produtiva. que pode ser adquirido por princípio uma relativa homogeneidade do produto. no mercado por meio da O acesso a estes compra de bens de conhecimentos não é

        Tal pressuposto é pouco realista nos dias de hoje, pois o processo capital ou via necessariamente universal, contratação de sendo capturado e aplicado concorrencial é ostensivamente intensivo em marketing e trabalhadores pioneiramente por algumas especializados empresas mais capacitadas diferenciação de produtos. técnica e financeiramente

      • Introduz um novo conceito de tecnologia, pelo qual esta deixa de ser considerada um bem público puro, e passa a ser

        D

        2 considerada um bem econômico passível de exclusão.

        Admite a concorrência imperfeita em alguns setores da economia de forma a justificar a “sobra” de produto para remunerar as atividades inovadoras, admitindo assim a existência de retornos crescentes de escala na geração de novas tecnologias. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        Surge nesta época a

        2 2 grande empresa

        Alfred Chandler (1990), considerado o pioneiro no estudo histórico das

        industrial, uma força

        grandes corporações, identifica a origem e o crescimento da grande

        capaz de acelerar o

        empresa moderna em uma cadeia de eventos interligados;

        processo de No início do século XX,

        O primeiro elo da cadeia foi o cluster de inovações que provocaram

        concentração inovações tecnológicas e

        uma revolução no campo dos transportes e das comunicações;

        econômica; organizacionais que há

        Outros elos são três conjuntos de inovações que contribuíram

        O oligopólio se décadas estavam em gestação entraram em fase transformou na significativamente para alterar a estrutura da indústria, gerando novos de rápida difusão, ampliando estrutura característica modelos de firmas e mercados: a eletricidade, o motor a combustão a escala e a dimensão de vários segmentos e as inovações organizacionais conhecidas como “fordistas- da indústria européia e geográfica dos negócios.

        tayloristas”.

        norte-americana .

        Samuel Morse iniciou em

        ' %

        1832 o desenvolvimento de um sistema telegráfico que utilizava

        4

        energia elétrica para

        %

        transmitir sinais à % ( . distância. O dispositivo que

        !

        inventou era constituído

        " ! 4 ! !

        por um transmissor que continha uma bateria,

        1

        8

        um interruptor de circuito

        ' O K

      • chave Morse - e uma pequena campainha que

        8 / P ! D

        era o sistema receptor

        /

        conectado ao emissor por um condutor elétrico www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com a dois fios.

        %

        Em 1850 um cabo marítimo ligava a Grã Bretanha ao continente Europeu e em 1858 já existia uma ligação entre a América do Norte e a Inglaterra

        ? 8 % A / $ / *N www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        L %

        Apesar da conversão de energia elétrica em luz ter sido

        8 L

        4

        demonstrada em laboratório em

        4

        1801, foram necessários cerca de 100 anos para que a moderna forma da lâmpada elétrica fosse desenvolvida, com a contribuição de muitos inventores. A invenção da lâmpada elétrica é atribuída na Inglaterra a Joseph Wilson Swan e nos Estados Unidos a Thomas Alva Edison, o primeiro a introduzi-la no mercado com sucesso.

        P ,D O @

        Os eletrodomésticos A essência da filosofia como geladeiras, de Taylor era que as gramofones e leis científicas aspiradores de pó poderiam definir a resultam de atividades forma de organizar as de P&D e exigem atividades dos muitos conhecimentos trabalhadores e a técnicos e capitais para operação dos sistemas serem lançados. A produtivos. indústria já nasceu concentrada www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        8 /

        6 8 / ! P ( .

        Para cada tipo de indústria, ou Taylor propõe a para cada processo, estudar e completa divisão entre determinar a técnica mais o trabalho manual, conveniente. limitado a execução de

        Analisar, metodicamente, o tarefas previamente definidas, e o trabalho trabalho do operário, estudando e cronometrando intelectual de buscar as formas mais rápidas e os movimentos elementares. produtivas de realizar

        Transmitir, sistematicamente, uma tarefa. instruções técnicas ao operário

        6 6 8 / ! P (B. 8 / ! P (-.

        Selecionar, cientificamente, Unificar o tipo de ferramentas os operários. e utensílios.

        Separar as funções de Distribuir, eqüitativamente, preparação e execução, por todo o pessoal, as definindo-as com atribuições vantagens que decorressem precisas. do aumento de produção.

        Especializar os agentes nas Controlar a execução do funções de preparação e trabalho. execução

        Classificar mnemonicamente Predeterminar tarefas as ferramentas, os processos individuais ao pessoal e e os produtos conceder-lhe prêmios, www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com quando realizadas.

        P / D

        Antes da introdução da linha

        Estudo de tempos e movimentos

        de montagem, em 1913, cada chassi era montado por um

        Psicologia industrial

        trabalhador em 12 horas e

        Técnicas de sequenciamento e divisão do meia. trabalho

        Quando a linha já estava em seu formato final, com cada

        Mecanização do processo,

        trabalhador realizando apenas uma tarefa específica

        Padronização de peças, tarefas e

        e o chassi sendo movido

        procedimentos

        mecanicamente, o tempo

        Intercambio de peças

        médio de mão de obra foi reduzido para 93 minutos

        Administração científica racional.

        /

        O sistema fordista de produção foi criticado pela sua excessiva ênfase na especialização, conferindo rigidez ao processo produtivo.

        / " www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        % @ "

        8

        1. Integração vertical de atividades encadeadas em

        unidades distintas, a exemplo da indústria do petróleo.

        2. Organização multidivisional, onde as diferentes

        áreas de atividades da empresa eram separadas em unidades de negócios distintas. Ambas contribuíram para viabilizar a administração eficiente da grande corporação, eliminando assim as deseconomias internas de escala.

        @ /

        O escritório central planeja, coordena e avalia o trabalho de diversas divisões operacionais e aloca pessoal, instalações, capital e demais recursos necessários para realizar a produção.

        $ = ( NBF.

        Diferentes escalas determinam diferentes custos de produção. Observou a

        Produtores mais Sraffa levanta “o dilema incompatibilidade dos eficientes podem de Marshall” – como princípios neoclássicos comandar preços conciliar concorrência de rendimentos menores e/ou maiores com retornos lucros, desequilibrando decrescentes com crescentes de escala? o mercado e economias de escala provocando concentração www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        ; & 8 ; & 8

        Joan Robinson

        A evidência empírica das grandes firmas usufruindo

        (1933) formulou sua

        economias de escala levou-a a afirmar que cada

        teoria ao perceber o

        empresa tinha um monopólio para seus produtos, que

        irrealismo da

        era resultado da preferência dos consumidores, apesar

        situação de

        da existência de substitutos muito próximos produzidos

        concorrência por outras firmas. perfeita, onde

        A Economia da Concorrência Imperfeita (1933), foi

        nenhum produtor

        inspirada simultaneamente em Sraffa e Keynes, e suas

        teria individualmente

        respectivas críticas à teoria vigente que se baseava nos pressupostos da concorrência perfeita e do equilíbrio

        condições de afetar com pleno emprego. os preços.

        Robinson coined the term " monopsony ," which is used to describe the buyer converse of a seller monopoly

        = / = /

        A destruição criadora, decorrente da introdução no

        Schumpeter (1911)

        mercado de novos produtos, novos processos e novas

        critica os economistas

        formas de administração da produção, é motivada pela

        de sua época por

        possibilidade de auferir lucros monopolistas associados

        estarem preocupados

        à inovação;

        em analisar como o

        Estes lucros, ainda que temporários, mobilizam as

        capitalismo administra

        inversões em bens de capital e a introdução de novos

        as estruturas

        produtos;

        existentes, deixando de lado a questão mais

        Schumpeter questiona também a relação estabelecida

        relevante que é como

        pela teoria convencional entre tipo de competição e ele as cria e destrói. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com benefícios para os consumidores.

        = / = /

        Schumpeter, apesar de ter sido o autor que mais desenvolveu as

        Assim como Marx, Schumpeter considera que a

        idéias de Marx sobre o papel da tecnologia na economia capitalista,

        mudança tecnológica constitui o motor do

        não assume suas implicações políticas;

        desenvolvimento, revolucionando a estrutura econômica

        Para ele, Marx não tinha uma teoria da empresa, e falha ao não por dentro em um processo de criação destruidora.

        Schumpeter considera o capitalismo um “método de distinguir o capitalista do empreendedor; mudança econômica” que nunca poderia ser

        Por outro lado, Schumpeter desenvolve a idéia de Marx de que o considerado estacionário. capitalismo é um processo evolucionário, criticando os neoclássicos

        O impulso fundamental que coloca e mantêm o motor

        e sua visão estática do funcionamento do capitalismo;

        capitalista em movimento não advém de fenômenos

        Schumpeter introduz também uma distinção entre crescimento e

        naturais ou sociais como guerras e revoluções, mas sim dos novos bens de consumo, novos métodos de

        desenvolvimento. Para ele, o desenvolvimento deriva de “métodos

        produção e transportes, novos mercados e novas diferentes de emprego”. formas de organização industrial que a empresa capitalista cria e destrói.

        ' % ' /

        Schumpeter reconhece a importância da grande empresa no

      • F+

        84 processo de concorrência capitalista ao observara relação positiva

        8 8 % 8 ! ! @ entre concentração de capital e progresso técnico. Por um lado, o

        "

        8 processo de diferenciação do produto induz a expansão e a criação

        > 8 = ! ; 1 / & / P

        de novos mercados monopolistas; por outro lado, os altos custos de P&D exigem a presença de grandes empresas no mercado;

        ! " As idéias de Schumpeter abrem caminho para a consolidação de

        3 @ @ ! novas teorias da firma, onde são enfatizados o comportamento

        8Q organizacional (firma organização), o comportamento institucional

        @ 84 @ (firma instituição) e o conceito de custos de transação.

        % PAULO TIGRE, GESTấO DA INOVAđấO

        8 % > = ' % (6 8 N)*.

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        8 www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        2 O último quartil do século XX vivenciou o M K , início de uma nova revolução tecnológica, protagonizada pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Ao contrario do fordismo que é intensivo no uso de energia e materiais, a nova onda de destruição criadora é intensiva em informação e conhecimento.

        1 1.

        Aumento nos preços do petróleo, a partir da crise de 1973, que mostrou ao mundo que o modelo de crescimento baseado no consumo crescente de materiais e energia barata não era sustentável.

        2. Esgotamento do modelo fordista de produção,

        baseado na exploração excessiva dos princípios da padronização e divisão do trabalho.

        3. Onda de inovações iniciada com a invenção do

        transistor na década de 1940 e potencializada pela introdução do circuito integrado nos anos 70 e pela Internet nos anos 90. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        K

        As sucessivas crises do petróleo interromperam um longo ciclo de crescimento e provocou uma crise do paradigma produtivo intensivo em energia e materiais.

        O modelo baseado na exploração excessiva dos princípios da padronização e divisão do trabalho foram questionados pela rigidez e incapacidade de responder as novas características do mercado global.

        O Japão liderou a nova trajetória de inovações organizacionais voltadas para:

        redução de desperdícios aumento da qualidade, cooperação intra e inter- industrial uso intensivo de informação e conhecimento.

      2 A microeletrônica serviu como

        base técnica para a imbricação das tecnologias de informática, telecomunicações, optoeletrônica, software e

        broadcasting e suas múltiplas

        aplicações que retro-alimentam o processo inovativo. Esta “revolução em miniatura” caracteriza uma trajetória de inovações associada à aplicação das TIC a produtos, processos e servicos.

        Convergência Digital Convergência digital

        ' @ ' Nova estrutura industrial: “wintelismo” (Windows + Intel) Aumento do conteúdo informacional: ciclos de vida dos produtos cada vez mais curtos. Economias de velocidade: a redução do tempo necessário para completar um processo permite transformar custos fixos elevados em baixos custos unitários.

        Economias externas: A concentração de recursos humanos qualificados, infra-estrutura física e capacidade produtiva em uma determinada região aumenta a eficiência coletiva das empresas individuais.

        6 , / Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente; mas sim, o que melhor se adapta às mudanças.” Charles Darwin no século XIX

        A competitividade de uma empresa em uma atividade particular é definida como um conjunto de competências tecnológicas diferenciadas, de ativos complementares e de rotinas.

        Tais competências são geralmente tácitas e não transferíveis, conferindo à firma um caráter único e diferenciado.

        @

      1 Processo no qual a

        repetição e a experimentação faz com que, ao longo do tempo, as tarefas sejam efetuadas de

        8 /P

        forma mais rápida e melhor e que as novas

        ,H

      8 U

        oportunidades operacionais sejam efetivamente

        Fluid phase: Antes da emergência de um padrão ou projeto experimentadas.

        dominante há pouco P&D orientado para melhorar o processo A aprendizagem é produtivo, porque o projeto do produto é instável e o mercado para cumulativa e coletiva (no cada produto é pequeno.

        âmbito da firma) e depende fundamentalmente de

        Transitional phase Um padrão dominante emerge na, e processos

        rotinas organizacionais de produção especializados são desenvolvidos aumentando a escala codificadas ou tácitas. e o capital necessários para produzir competitivamente. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        Schumpeter associou os períodos de prosperidade à fase de rápida difusão de inovações chaves no sistema produtivo.

        Kondratieff (1925) foi pioneiro no estudo das ondas O boom terminaria dando espaço à depressão que se largas ao estudar o comportamento histórico dos iniciaria quando o potencial de exploração das novas preços de commodities. Ele observou que, em tecnologias se esgotasse períodos de crescimento econômico, os preços das matérias primas e insumos, cuja oferta é inerentemente inelástica em curto prazo, tendiam a subir rapidamente, enquanto que o inverso ocorria em épocas de crise.

        Schumpeter atribuiu a ocorrência dos ciclos de Kondratieff ao processo de difusão de grandes inovações na economia mundial.

        = /

        Ele associou os períodos de prosperidade à fase de O boom terminaria dando espaço à depressão que rápida difusão de inovações chaves no sistema se iniciaria quando o potencial de exploração das produtivo, a exemplo da máquina a vapor e da novas tecnologias se esgotasse. À medida que as eletricidade. O sucesso de empresários inovadores inovações se difundem e seu consumo se na introdução de novos produtos e processos generaliza, há uma tendência de redução das proporcionariam uma onda de otimismo diante das margens de lucro e geração de capacidade ociosa. perspectivas de grandes lucros.

        Consequentemente, os empresários reduziriam a Ao reproduzir as inovações bem-sucedidas, produção, interromperiam investimentos e empresários imitadores realizariam investimentos passariam a reduzir custos e a demitir mão-de-obra produtivos e criariam novos empregos favorecendo levando a economia a uma fase de recessão. o crescimento econômico. www.mktpassos.com – Prof. Ivan Passos – mktpassos@gmail.com

        '

        8 Novo potencial 8 / tecnológico Exaustão do busca

        Pós-Fordismo Fordismo paradigma

        Especializacao flexível, Trabalho fragmentado e

        prevalecente Construção de um

        trabalhadores polivalentes. padronizado

        novo paradigma

        High-trust/high-discretion Low-trust/low-discretion majority employed in service majority employed in

        Pressão

      Inércia do velho quadro manufacturing sector/blue sector/white collar jobs.

      econômica e social collar jobs. sócio-institucional para mudança

        Regular on the job training, Little on the job training greater demand for required for most jobs. knowledge workers.

        Difusão do novo senso comum

        Growing managerial and professional service/class. Small managerial and

        Construção do novo quadro sócio-institucional

        Unpredictable labour market professional elite. histories due to technological

        Fairly predictable labour change and increased market histories

        Recuperação do crescimento econômico economic uncertainty. Uso do novo potencial tecnológico Fonte: Carlota Perez

        '

      8 O impulso fundamental que mantém o

        Fordismo Pós-fordismo motor da economia capitalista em

        movimento vem de novos consumidores, novos produtos, novos Competição Global

        Mercados nacionais métod

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