Ficha catalogrâfica preparada pela Seção de Catalogação e Classificação da Biblioteca Central da UfV ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

EDGARD

A ESTAÇÃO CHUVOSA

KLINGER

NEVES

NA AMAZONIA,

SUA RELAÇÃO COM A CIRCULAÇÃO

DE 1988 A 1989, E
GERAL DA ATMOSFERA

à Universidade
Tese ApresentadaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCB
Federal de Viçosa, como Parte
das
Exigências do Curso de Meteorologia Agrícola,
para obtenção
do
Título deBAMagister Scientiae .

....-< , ..

\.

.

'

\.

VIÇOSA

- MINAS GERAIS

FEVEREIRO

-

1995

,,-----,-_._---_.
I

L

g lR U O T E C A
DEPTO,

ENG.

A ~ _ ~ !C ~ L A

Ficha catalogrâfica preparada pela Seção de Catalogação e
Classificação da Biblioteca Central da UfVZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

T

NS14e
1995

Neves, Edgard Klinger, 1934A estação chuvosa na Amazônia de 1988 a 1989
e sua relação com a circulação geral da atmosfera/ Edgard Klinger Neves. - Viçosa: UFV,
1995.
106p. : i1.
Orientador: Rubens Leite Viane110.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal
de Viçosa.
1. Climatologia sinótica - Amazônia. 2. Circu
lação atmosférica - Amazônia. 3. Chuvas - Amazõ
nIa - 1988-1989. I. Universidade Federal de Vi~
çosa. 11. Título.
CDD. 18. ed. 551.6
CDD. 19. ed. 551.6

EDGARD

A ESTAÇÃO

CHUVOSA

SUA RELAÇÃO

KLINGER

NEVES

NA AMAZONIA,

COM A CIRCULAÇÃO

DE 1988 A 1989, E
GERAL

DA ATMOSFERA

Tese ApresentadaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCB
à Universidade
Federal de Viçosa,
como Parte
das
Exigências
do Curso de Meteorologia
Agrícola,
para
Obtenção
do
Título deBAMagister
Scientiae.

Aprovada:

25 de fevereiro

de 1994

I/p

V/prof.

Prof.

Rubens Leite Vianel
(Orientador)

-----~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ -

Marcos

Heil

Costa

A minha

esposa MarianmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
de Fátima.

Aos meus
Henrique.
As minhas

filhos Carlos EduardoZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFED
e
Luiz
filhas

Izabela

Aos meus
pais Edgard
memoriam) .
Aos meus
sobrinhos,

e

e

Rafaella.
Sebastiana

lrmaos
e
lrmas,
que muito estimo.

11

cunhados

(in

e

AGRADECIMENTOS

A Jesus,
verança

para
Ao

ter-me

por

ter-me

a realização

Instituto

concedido

concedido
deste

Nacional

licença

A Universidade

para

Federal

a vida,

saúde

e

perse-

Curso.
de

Meteorologia-INMET,

a conclusão
de Viçosa

deste
(UFV),

por

Curso.
pelos

ensina-

mentos.

A
suporte

Financiadora

de Pesquias

e Projetos

- FINEP,

pelo

financeiro.
Aos

Professores

Baldicero

Molion,

Rubens

pela

Leite

orientação

Vianello

segura

e Luiz

Carlos

no decorrer

deste

trabalho.
Ao Professor
transmitidos,
incentivo
momentos

pelas

e pela
mais

Adil

Rainier

leituras

e sugestões,

hospitalidade,

difíceis

Alves,

do Curso.

iii

pelos
pela

o que muito

conhecimentos
estima,

me auxiliou

pelo
nos

iv
Aos Professores
da banca examinadora,
Curso,

José Maria N. Costa
pelas sugestões,

e demais

membros

e aos professores

do

pelos ensinamentos.
A

memória

conhecimentos

do

Professor

transmitidos,

Celestino

pela estima

Aspiazú,

e pela

pelos

nobreza

de

espírito.
Aos funcionários

do Departamento

cola da UFV, pela amizade
Ao
digitação

José

Roberto

e

incentivo,

deste

pela

amizade

e

pela

deste trabalho.

Carlos

cansaço

Agrí-

e cordialidade.
de Freitas,

Aos meus queridos,
que

de Engenharia

Eduardo,

esposa Fátima
pelo carinho,

pela compreensão,

e filhos Luiz Henripela

por tolerarem

e pela força que me proporcionaram

amizade,

pelo

meu ranço e

meu

para a

conclusão

trabalho.
Ao Geraldo

pela estima,

Felício

pelo

dos Santos,

incentivo,

pela amizade

pela presteza

sincera,

e pela hospitali-

dade.
Ao pessoal
AM, em particular

do lQ Distrito
ao Veríssimo,

Ao Professor
e pelo incentivo

durante

todos

que,

conclusão

direta

pela amizade,

a fase de realização
de Curso,

em particular
ou

deste trabalho.

de

Manaus-

pela amizade.

Luiz Clairmont,

Aos companheiros
de experiência,

de Meteorologia

pela amizade

ao Edmundo

indiretamente,

pelo apoio

do Curso.
e pela

troca

e Marco Aurélio
cooperaram

para

e a
a

BIOGRAFIAnmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

EDGARD
tiana
Tefê,

KLINGER

de Paula
Estado

NEVES,

Neves,

filho

nasceu

de Edgard

Neves

em 05 de dezembro

e

Sebas-

de '1934,

em

do Amazonas.

Cursou

o primeiro

e o segundo

graus

em Manaus,

Amazo-

nas.
Em
versidade
também

pela

novembro

de

1968,

Federal

do

Rio

UFRJ,

graduou-se
de

em Física

Janeiro

(UFRJ),

pela

Uni-

em

1969,

e

em Meteorologia.

Em dezembro

de

1968,

de

1968

ingressou

no

Instituto

Nacional

de Meteorologia-INMET.
De dezembro
Centro

de

Janeiro

e em Brasília.
De

Manaus

como

Análise

março
chefe

a fevereiro

e Previsão-CAPRE

de

1979

a novembro

do

lQ Distrito

v

de
do

de

1979,
INMET,

1985,

trabalhou
no

Rio

trabalhou

no
de

em

de Meteorologia.ZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

vi
De dezembro

de

Brasília,

onde

Previsão

do Tempo,
Em março

Meteorologia
Viçosa,

1985

exerceu
Seção

de

MG, concentrando

gia Sinótica.

as funções

de 1990,
de chefe

voltou
da

Seção

para
de

de Climatologia.

1990,

Agrícola

a fevereiro

iniciou

o Curso

na Universidade
seus

estudos

de

Mestrado

Federal
na Area

de
de

em

Viçosa,

Climatolo-

C O N T E tID o

P á g in a

L IS T A

DE

S I G L A S .......................................

L IS T A

DE

QUADROS

L IS T A

DE

F I G U R A S ......................................

ix

x iii

x iv

EXTRATO

xv i i

1.

I N T R O D U çA o

2.

R E V IS Ã O
2 .1 .

DE

1

L I T E R A T U R A ........................

G ra n d e

E s c a la

2.

AI t a

1 . 1.

2 .1 .

2.

10

..
da

Zona

10
Bo 1ív i a

de

.

C o n v e rg ê n c ia

In te rtro p ic a l

(Z C IT )

2 .2 .

2 .1 .3 .

El

N iõ o

E s c a la

S in ó tic a

2 .2 .1 .

S is te m a s

16

17
-

O s c ila ç ã o

Sul

(E N O S )

19
24

F ro n ta is

v ii

24

Vl.l.l.

2.3.

2.4.

2.2.2.

Zona

2.2.3.

Radiação

de Onda

Longa

2.2.4.

Corrente

de

Subtropical

2.2.5.

Fontes

Escala

Subsinótica

34

2.3.1.

Ondas

39

Meso

3. MATERIAL

de Convergência

das

das

(CJS)

.....

3.2.2.

40

Imagens

de

44

Cartas

de Superfície..........

Globais

Cartas

"Grids"

33
33

de Leste

3.2.1. Análises
200 hPa

27
31

E MÉTODOS

Análise

4. RESULTADOS

(ROL)

e Sumidouros

3.1.1. Análises

3.3.

Sul..

e Microescala

3.1. Análise

3.2.

Jato

do Atlântico

.....

de TSM

53

de Ar Superior..............

Globais

das

51

Cartas

54

850, 500 e

de

55
de

Superfície

e Ar

Superior.....

55

Satélite............................zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWV
56

E DISCUSSÃO

57

4.1. Resultados
cas
4.2.

das Análises
das Cartas
PluviométriMensaiswvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
62

Resultados
cie

das

Resultados
GOES

das

4.4. Resultados
200 hpa

das

4.3.

5. CONCLUSOES

BIBLIOGRAFIA

Análises

das

Cartas

de

Superfí77

Análises

das

Imagens

do

Satélite

82
Análises

E SUGESTOES

dos

Mapas

de

850, 500 e
92
95

99

L IS T A

A - Ativa,
AB - Alta
ABLE
AMJ

da Bolívia.

- Agência

Bloq

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDC
~IGLAS

(o)

- Experimento

AVHRR
metro
Polar

DE

Entorno

da Camada

de Meteorologia

Limite.

do Japão.

- Advanced
Very High Resolution
Radiometer
(Radiôde
Alta Resolução
a Bordo do Satélite
de Orbita
da Série NOAA).
- Bloqueio

CAC - Climate
ca do Serviço

Analysis
Center
de Meteorologia

(Centro de Análise
dos EUA).

Climáti-

Cb - Cúmulo-Nimbos.
CCM

- Complexo

CISK
dade

Convectivo

de Mesoescala.

- Conditional
Instability
of Second
Condicional
de Segunda Espécie).

CJ - Corrente
- Corrente

de Jato

Polar.

CJS

- Corrente

de Jato

Subtropical.

DISME

(Instabili-

de Jato.

CJP

CPRM

Kind

- Companhia
- Distrito

de Pesquisas

de Recursos

de Meteorologia.

ix

Minerais.

xzyxwvutsrqponmlkj

DNAEE
ca.

- Departamento

Nacional

de Àguas

e Energia

Elétri-

ECMWF - European
Center of Medium Range Weather
Forecast
(Centro Europeu de Previsão
do Tempo a Médio Prazo).
ENOS

- EI Nino-Oscilação

ESMET

- Estação

Sul.

Meteorológica.

ETP - Evapotranspiração

Potencial.

ETR - Evapotranspiração

Real.

F - Fraco.
FF - Frente

Fria.

FQ - Frente

Quente.

Frt

- Forte.

GOES - Geostationary
Operational
Environmental
(Satélite
Meteorol6gico
Geoestacionário).
GRIDES - Cartas Globais
Latitude
e Longitude.
GTE

- Experimento

em Forma

Global

- Hora

System

(Sistema

- Hemisfério

Norte.

H.S.

- Hemisfério

Sul.

IBGE - Instituto
- Instituto

INPE - Instituto

Brasileiro

de Geografia

de

Nacional
Nacional

e Estatística.

de Meteorologia.
de Pesquisas

Espaciais.

IOS - lndice
de
Oscilação
Sul.
Diferença
Atmosférica,
ao Nível do Mar, entre Taiti e
Relação à Média Anual do Desvio-Padrão.
IV - Radiação

LCz - Linha

Global

Pascal.

H.N.

Lc - Linha

de

Local.

hPa - Hecto

INMET

de 50 x 50

da Troposfera.

GTS - Global Telecommunications
Telecomunicações).
H.L.

de Grades

Satellite

Eletromagnética

de Corrente,
de Corrente,

na Faixa

Comportamento
Comportamento

do

de
Pressão
Darwin,
em

Infravermelho.

Meridional
Zonal

(Verão).

(Inverno).

xi
LCb

- Linha

de Cúmulo-Nimbos.

LI - Linha
LIC

de Instabilidade.

- Linha

de

Instabilidade

que

Dissipa

na Costa.

LIP
Linha
Dentro.

de

Instabilidade

que

se Propaga

Continente

a

M - Moderado.
mb - Milibar.
MC - Média

Climática

ou Climatológica.

METEOSAT
- Meteorological
Satellite
(Satélite
Meteorológico Geoestacionário
da Agência
Espacial
Européia).
NESDIS/ESL
- National
Environmental
Satellite
Information
Service/Environmental
Satellite
(Serviço
de Disseminação
de Dados de Satélites
dos EUA/Laboratório
de Satélites
Ambientais).
NMC - National
Meteorological
Meteorologia
dos EUA).

Center

(Centro

Data
and
Laboratory
Ambientais
Nacional

de

NOAA 9 - Satélite
Meteorológico
de Órbita
Polar da NOAA National
Oceanic
and Atmospheric
Administration
(Administração Nacional
dos Oceanos
e da Atmosfera
dos EUA).
NWS - National
Weather
Service
Previsão
do Tempo dos EUA).
OL

- Onda

- Organização

PNM

- Pressão

ROL

Nacional

de

de Leste.

OMM

PORTOBRAs

(Serviço

Meteorológica

ao Nível

- Empresa

- Radiação

SF - Sistema

Mundial.

do Mar.

de Portos

de Onda

do Brasil

S.A.

Longa.

Frontal.

SFHN

Sistema

frontal

do Hemisfério

Norte.

SFHS

- Sistema

Frontal

do Hemisfério

Sul.

SMS - Special Meteorological
lógico da Série GOES).
TMG

- Tempo

Médio

TPP

- Tropopausa.

TSM

- Temperatura

Satellite

de Greenwich.

da Superfície

do Mar.

(Satélite

Meteoro-

xii
VIS - Radiação
tro.
WMO

- World

Eletromagnética

Meteorological

na Faixa

Visível

Organization.

ZCAS

- Zona

de Convergência

da América

do Sul.

ZCIT

- Zona

de Convergência

Intertropical.

ZCPS

- Zona

de Convergência

do Pacífico

Sul.

do Espec-

LISTA DE QUADROSzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHG

Página

Quadros

1 - Cotas Máximas do Rio Negro Observadas
em Manaus de
a 1989......................................
1904zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
2 - lndices

de OscilaçãoMLKJIHGFEDCBA
S u l.........................

20

3 - Cotas
do Nível do Rio Negro, no Porto de
em Relação ao Nível do Mar no Ano de 1988
4 - Cotas
do
em Relação

Manaus,
45

Nível do Rio Negro, no Porto de Manaus,
ao Nível do Mar no Ano de 1989

5 - Estações Meteorológicas
logia ria Amazônia.

dos Distritos

4

de

46

Meteoro48

6 - Sistemas
Atmosféricos
que
Contribuíram
para
Produzir as Condições
de Tempo na Amazônia
para
o
Período de Setembro
de 1988 a Maio de 1989

72

7 - Sistemas

Atmosféricos
Significativos
que
Produziram
as Condições
de Tempo na
Amazônia
para
o
Período
de
Setembro
de 1988 a Maio
de
1989
e
lndices
de Oscilação
Sul dos
Anos
de
1952/53,
.
1975/76 e 1988/89

xiii

86

LISTA DE FIGURAS

Figuras

1 - Cotas
1990

Página

Máximas

do Rio

Negro

em Manaus,

de

1903

awvutsrqponmlkjihgfedcbaZYX

.

2 - Variações
Mínimas,
1991

5

do Nível do Rio Negro, Cotas Máximas
em
Manaus,
Série Histórica
de
1903

e
a
6

3 - Linhas
de
Função de
Corrente
Representando
o
Escoamento
Troposférico
de
Julho
(Inverno),
Níveis de 700 a 100 mb

13

4 - Linhas
de
Função de
Corrente
Representando
o
Escoamento
Troposférico
de
Janeiro
(Verão),
Níveis de 700 a 100 mb

14

5 - Diagrama
Esquemático
Representando
a
que
Resulta
do Aquecimento
Diferencial
Continente
e os Oceanos
no Verão

Circulação
entre
o
15
.zyxwvutsrqponmlkjihgfedcb

6 - Diagrama
de Walker

Circulação

7 - Campo

Esquemático

Médio

8 - (a) Célula
Convectiva

Representando

a

15

de Pressão
Convectiva:
Vento Fraco

do Mês

de

Janeiro........

21

Vento Moderado
(b)
Célula
e Região de Subsidência
..

9 - Representação
Esquemática
cos ZCIT, ZCAS e OL

dos

Sistemas

26

Atmosféri28

'--._~_.KJIHGFEDCBA

xiv
j

I.~_EPTO.

BIBLIOTECA

ENG.

AGRIC~LA

I

xvzyxwvutsrqponml

Figuras

Página

10 - Anomalias
11 - Mosaico

de Radiação
de Nebulosidade

de Onda

Longa

Sobre

32

a América

do Sul

38

12 - Posição
Geográfica
Média do Eixo de
Nebulosidade
Convectiva,
Indicativo
da Posição
da ZCIT
13 - Rede
de
Amazônia
14 - Anomalias
Dezembro

Estações

Meteorológicas

do

INEMET

39
na
49

de

de Pressão
1988

15 - Precipitação
1989 e MC em

ao Nível

do Mar

no

Mês

50

Média Mensal
dos
Itacoatiara,
AM

16 - Precipitação
Média Mensal
1989 e MC em Parintins,
AM

dos

17 - Precipitação
Média Mensal
1989 e MC em Manaus,
AM

dos

18 - Precipitação
Média Mensal
1989 e MC em Tucuruí,
PA

dos

Anos

1987,

1988,
58

Anos

1987,

1988,
58

Anos

1987,

1988,
59

Anos

1987,

1988,
59

19 - Média
de
Precipitação
do Trimestre
Novembro,
Período
de 1981 a 1990

Setembro

20 - Média
de
Fevereiro,

Dezembro

Precipitação
do Trimestre
Período
de 1981 a 1990

21 - Média
de Precipitação
Período
de 1981 a 1990

de

do Trimestre

Março

a
.

60

a
.

61

a Maio,
61

22 - Distribuição
Média
Anual
da
Precipitação
Amazônia,
Período
de 1981 a 1990
Setembro

na
62

23 - Total

de Precipitação

do Mês

de

de

24 - Total

de Precipitação

do Mês

de Outubro

25 - Total

de Precipitação

do Mês

de Novembro

de

1988

66

26 - Total

de Precipitação

do Mês

de Dezembro

de

1988

68

27 - Total

de Precipitação

do Mês

de

Janeiro

28

- Total

de Precipitação

do Mês

de

Fevereiro

29 - Total

de Precipitação

do Mês

de Março

de

1989

73

30 - Total

de Precipitação

do Mês

de Abril

de

1989

74

31 - Total

de Precipitação

do Mês

de Maio

de

de

de

1988.
1988

1989
de

1989

1989

....

63
65

69
70

76

XVl.

Página

Figuras

- Carta
Média de Superfície da Estação Chuvosa
de
32zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
1988/89,
Trimestre Dezembro de 1988 a Fevereiro
78
de 1989wvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

10

33 - Carta Média de Ar Superior,
34

-

Carta Média de Ar Superior,

35 - Carta Média de Ar Superior,

••••••••••••••••

850 hPa

.............

79

Nível 500 hPa

..............

80

Nível

..............

81

Nível

200 hPa

36 - Imagem
do Satélite GOES-E do Dia 10 de Dezembro
de 1988, Alta da Bolívia Ativa sobre a Amazônia.

83

37 - Imagem
do Satélite
de 1988

84

GOES-E

38 - Imagem do Satélite
1989

GOES-E

39 - Imagem do Satélite
1989

GOES-E

40

41

42

-

-

-

Imagem
do Satélite
de 1989
Imagem do Satélite
de 1989

do Dia 24

de

Dezembro

do Dia 4 de Janeiro

de
85

do Dia 6 de Janeiro

de
87

GOES-E

do Dia 1 de

Fevereiro
88

GOES-E

do Dia 15 de

89

Séries Anuais do índice de Oscilação
de 1972 a 1991

43 - Anomalias do Campo de Temperatura
de 500 hPa

Fevereiro

Sul, Período

do Ar no

91
Nível
93

EXTRATO

NEVES,
Edgard Klinger,
M.S., Universidade
Federal de Viçosa,
fevereiro
de 1995. A Estação
Chuvosa
na Amazônia,
de
1988
a 1989, e sua Relação
com a Circulação
Geral da Atmosfera.
Professor
Orientador:
Rubens
Leite Vianello.
Professores
Conselheiros:
Adil Rainier
Alves e José Maria Nogueira
da
Costa.

Um
da

dos

problemas

Climatologia

mecanismos
cheias

da

físicos

da Amazônia

que

têm

América

preocupado

do

Sul

atmosféricos
e suas

é

que

relações

vários
a

compreensao

precedem

com

estudiosos

as

a circulação

dos

grandes
geral

da

atmosfera.
Este
geradas

pelos

condições
com

o

trabalho

de
clima

sistemas
tempo,

causadora

Amazônia,

o que

o estudo

atmosféricos

em diferentes

regional,

1988/89,

e reflexos

objetivou

da

que

escalas,

destacando-se
terceira

redundou

sócio-econômicos

em

xvii

configurações
produziram

e suas

a estação

maior

elevados
para

das

cheia

prejuízos

a região.

do

as

relações

chuvosa

de

século

na

agropecuários

xviii
Analisaram-se
meteorológicas
superfície
(TMG),

as séries

de superfície;

e de altitude,

produzidas

(INMET)j

e

as

geopotenciais,

pelo

de 850,

Analisaram-se,

também,

para

visualmente,

Bolívia,

as cartas

de

Longa

Superfície
que

produziram

Ainda,
e

da Agua

Estados

imagens

diárias

o período
mensais
as

do Mar

compararam-se

continental

de

as configurações
associado

hPa,

pelo

Centro

satélite

ativo

de

das
às

GOES,

da Alta
de

da

Radiação

Temperatura

1988/89

e

(NMC).

e as configurações

chuvosa

e o tempo

1.000

anomalias

anomalias

(TSM)

a estação

mais

de

Greenwich

Unidos
do

de

Meteorologia

elaboradas

dos

médias

(ROL),

hPa,

de

diárias

de

de

mensais,

e 200

as

Médio

Nacional

médias
500

de 46 estações

sinóticas

12 h, Tempo

Instituto

Nacional

avaliar,

as cartas

de

cartas

Meteorológico

Onda

pluviométricas

da

sinóticas

na

escalas

Amazônia.
planetária

condições

de

tempo

regionais.
Observou-se
aconteceram
estiveram
da

que

na Amazônia
associadas

escala

as
nos

planetária,

enquanto

esteve

El Nino.

Conseqüentemente,

Pacífico
grande

à

associada

anomalias

equatorial.
escala

prognósticos

tais

ao

frio

do

episódio

de Pressão,

O monitoramento
continental

anomalias.

de

1975/76
tipo

e

cheia

Nino

do

quente

ao Nível

1978/79

Anti-EI

estiveram,

das

que

cheias

maiores

a maior

ambas

e da escala
de

períodos

ao episódio

(1952/53)

associadas

duas

século
do

também,
do

Mar,

configurações
pode

tipo

auxiliar

do
da
nos

1.MLKJIHGFEDCBA
I N T R O D U Ç Ã O zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJI

A precipitação
mais

importantes

extensa

bacia

milhões

de

nas

cento

basicamente
Inundável

1988).
formada

de
de

a maior

ponto

de

desde
Negro,

classes:

vista

46°W

pelo

a Cidade

densa

Igapó

de Tabatinga

é denominado

rio

1

que
até

Solimões,

Terra,
78

subdividida

que

a região

os

floresta
da

ou

1975;

rio Amazonas,

totais

quadrados,

de Terra-Firme,

hidrográfico,

sete

essa

ser

(MOLION,

de

entre

em extensão

de

maIS

e

de uma

podendo

Mata

não-inundáveis

essencialmente

o rio

naturais,

a

grandes

de quilômetros

e Floresta

florestadas
Do

considerada
milhões

cerca

Localizada

presença

duas

com

e os meridianos

florestas
em

anuais.

climáticos

A Amazônia,

apresenta

pela

quatro

elementos

do Globo,

e

15°S

(várzea)

brasileiro,
com

e

dos

quadrados,

mensais

chuvosa,

cerca

áreas

tropicais.

quilômetros

5° N

tropical

por

regloes

é caracterizada

reglao

com

é um

hidrográfica

pluviométricos
paralelos

pluvial

Floresta
compreende

SILVA

FILHO,

amazônica

em
a

e por

é

território
confluência
uma

imensawvutsrqponm

2 zyxwvutsrqponmlkj

rede

de

afluentes,

consideráveis,
águas

alguns

possuindo

ap~~sentam

real

esses

estimado

54%

da

no

(1985)

dessa
do

parâmetros

As

e

quantidade
grande

no
de

verão,
energia

variabilidade

solar.

os

o conhecimento

da

e

na

umidade

a

região,

pelo

sistema
1991).

ocasionam

tropical

ocorrem

recebe

porém,

ao contrário

do ar,

intensificação
que

área

dos

diretamente

e ALVES,

atmosféricas

essa

resposta

temporais

realizado

na região

esse

e temporal

dependem

físicas,

interanual,

para

espacial

(VIANELLO

A

48%

entender

pressão,

e o trabalho

quando

e

sistema

um

de energia

específica

de tempo

MOLION

em média,

para

espaciais

perturbações

nas condições

basicamente

região.

diversificados

do escoamento

um

alterações

como

temperatura,

e massa

que

de chuva.

fonte

das considerações

sistemas

da

que,

fenômenos

plantas

das

representa,

percebe

varlaçoes

da dinâmica

mudanças

ser

Segundo

(1974).

provocar

as variabilidades

de energia,

Diante

a ETP

principal

atmosféricos

fonte

depende

dos

como

entropia

dessa

A

deve

indica

é imprescindível

induzirão

sistema.

vento,

se

Naturalmente,
fonte

e suas

"negra".

região,

tudo

atmosfera

atmosféricos,

sistema.

e

transpiração

em forma
a

logo

solar

a

hidrológico
que

Considerando

radiação

bastante

definido,

alii

deverá

ciclo

relataram

termodinâmico,

et

precipitação,

de precipitação

fenômenos

bem

nessa

NOVA

que

intensivo

consideráveis

do total

curso

branca

(ETR),

desde

desmatamento

KOUSKY

hídrico

entre

por VILLA

autores,

representa

e

médio
da
igualzyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
à potencial
(ETP). O valor

aproximadamente
foi

tamanho

regime

cores

êvapotranspiração

ETP

de

maior

apresenta
do

que

se

3 zyxwvutsrqponml

acreditava

(RIEHL,

flutuações
tipicamente

1954).

anuais

da

tropical

e de

circulação

extratropical

bloqueios

dos

de

origem

grandes

totais

acima
anos

dos
de

neste

1909,

século

1953,

(Quadro

1).

Na
anuais
com

da

série

destaque

1976

histórica,

para

os

às

das

águas

chuvosa,

provocando

anos

1906,

de

(Figura

2).

prolongadas

nos

cotas

máximas

o período

de

secas

1916,

ocorridos

1926,

elevados

nos

pecuária

(Comunicação

*

1936,

pluviométricas

sócio-econômicos
regional

como

impactos

transportes,

rio

mínimas

1903
em

a

1990,

1953,

1976

1963,

e

apresenta
da

estação

as ocorridas
1958

intensas

sociais,
na

do

e

pluviométricos

regionais,

1921,

Precipitações
causam

totais

nos

de Manaus.

á

significativas

têm-se

ocorridas

1989wvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
(Po r t o b r s , 1992*).
Outras vezes, a Amazônia
reduções

(FF)

cheias

as maiores

no porto

picos

frias

vezes,

a
ou

registradas

a oscilação

para

maiores

frentes

conseqüência,

e 1989,

registradas

com

deslocamentos

Algumas

semelhantes

2, evidenciam-se

Figura

em associação

ou

e, como

1, mostram-se

máximas

(SF)

pelas

Hadley-Walker,

pelos

1990).

normais,

é causada

de

escala,

frontais

1922,

e cotas

grande

pluviométricos

Na Figura
Negro

circulação

(MOLION,

níveis

variabilidade

manifestada

sistemas

polar

Essa

com

nos

e

1992

ou

secas

reflexos

agricultura

pessoal).

PORTOBRAs - Administração de Portos brasileiros, Manaus, 1992.

e

na

4zyxwvutsrqponml

QUADRO

NQ de
Ordem
'-,../

*

1 - Cotas
Máximas
de 1904 a 1989

do Rio

Negro

Observadas

em

Manaus

Anos

pico
Classificação
(m)zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJI

1

1953

29,69

Extraordinária*

2

1976

29,61

Extraordinária

3

1989

29,42

Extraordinária

4

1922

29,35

Extraordinária

5

1909

29,17

Extraordinária

6

1971

29,12

Extraordinária

7

1975

29, 11

Extraordinária

8

1921

28,97

Moderada**

9

1982

28,97

Moderada

10

1908

28,92

Moderada

11

1944

28,79

Moderada

12

1904

28,78

Moderada

13

1918

28,74

Moderada

14

1972

28,70

Moderada

15

1920

28,57

Moderada

16

1973

28,57

Moderada

17

1955

28,53

Moderada

18

1913

28,50

Moderada

19

1928

28,49

Moderada

20

1954

28,49

Moderada

= Extraordinária: acima de 29,00 fi e

**

= Moderada: abaixo de 29,00 m.

5 NMLKJIHGFEDC

30

1953

1976

12~·6~1

rn

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~
2 . 9 wvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
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25

1989

129.60

KJIHGFEDCBA
li
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23

22

[

21
1903

I

,
1920

1910

FONTE:

PORTOBRÁS

FIGURA

1 - Cotas
1990.

I

1930

1~40

I

1950

1960

I

1970

I

I

1 9 8 0 MLKJIHGFEDCBA
1990

(1992).

Máximas

do Rio Negro em Manaus,

de 1903

a

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111111

--

FONTE:

PORTOBRÁS

FIGURA

2 - Variações

COTA

M IN N A

O S C IL A Ç Ã O

DA

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Mostre mais